Os brasileiros Henrique Dubugras e Pedro Franceschi estão entre os novos bilionários da Forbes de 2022. Os jovens são co-fundadores da startup de cartões de crédito corporativos Brex e se conheceram em uma conversa no Twitter, em 2012.

O sucesso da empresa foi determinante para alçar os jovens de 20 e poucos anos ao posto de bilionários.

Franceschi, de 25 anos, e Dubugras, de 26, detêm uma participação de 28% na fintech Brex e uma fortuna estimada em US$ 1,5 bilhão pela Forbes, dividindo a posição de 1.929 no ranking de super-ricos.

Conheça mais da história desses dois novos bilionários brasileiros de 2022.

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Quem são Henrique Dubugras e Pedro Franceschi

Henrique Dubugras (26) e Pedro Franceschi (25) são os co-fundadores da startup Brex.

Apesar de ter sido fundada pela dupla de brasileiros, a Brex tem sede em São Francisco, nos Estados Unidos.

A principal oferta da empresa são os cartões de crédito corporativos, mas a Brex vem expandindo o portfólio e passou a atuar também com contas bancárias corporativas e software de gerenciamento.

Depois de uma rodada de investimento bem-sucedida, Dubugras e Franceschi se tornaram oficialmente bilionários e apareceram pela primeira vez no tradicional ranking da Forbes em 2022.

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Vida e carreira

Henrique Dubugras e Pedro Franceschi se conheceram no final de 2012 pelo Twitter, durante uma discussão sobre programação quando ainda estavam no ensino médio.

Em entrevista à Forbes, eles contaram que começou a ficar muito difícil discutir em 140 caracteres e passaram para o Skype e logo se tornaram amigos.

Na época, Franceschi morava no Rio de Janeiro e Dubugras em São Paulo. 

Além da paixão pela programação e tecnologia, eles tinham em comum as conquistas precoces.

Aos 12 anos, Pedro foi a primeira pessoa no mundo a desbloquear o iPhone 3G e, aos 15, fez a Siri, comando de voz da Apple, falar português. 

Já Henrique também começou a programar quando tinha uns 12 anos, depois de descobrir que poderia jogar de graça um game que era pago.

Aos 16 anos criou o Estudar, aplicativo de educação que ficou entre os dez mais baixados na App Store por um mês, e venceu uma maratona de programação em Miami.

Em 2013, os amigos criaram a startup Pagar.me, que permitia que comerciantes aceitassem pagamentos online. Em 2016, a empresa tinha 150 funcionários quando foi vendida para a Stone.

Em seguida, foram aprovados para estudar em Stanford, uma das instituições de ensino mais prestigiadas do mundo.

Os jovens cursaram ciência da computação por menos de um ano, mas decidiram abandonar o curso de para se dedicar aos negócios

Em 2017, fundaram a Brex, uma empresa sediada em São Francisco que se destacou no mercado americano por oferecer cartões de crédito corporativos.

Dois anos depois, ambos foram destaques da lista 30 Under 30 de finanças da Forbes norte-americana. 

Desde sua fundação, o modelo de negócios atraiu investidores. Recentemente, a startup recebeu US$ 300 milhões em financiamentos.

Fortuna com a Brex

Dubugras e Franceschi fundaram a Brex em 2017, depois de deixarem Stanford antes do fim do primeiro ano de faculdade. A ideia da startup com sede em São Francisco era revolucionar a indústria de cartões de crédito corporativos.

Deu certo. Dois anos depois, os jovens foram destaques da lista 30 Under 30 de finanças da Forbes norte-americana. Até então, a startup havia levantado US$ 213 milhões (R$ 1 bilhão) e era avaliada em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,1 bilhões).

Além dos cartões de crédito corporativos, nos últimos anos, a Brex se dedica a criar todo um sistema de gestão financeira voltado para empresas.

Em 2019, lançou as contas bancárias corporativas e garantiu mais de US$ 1 bilhão em capital de risco de investidores como Tiger Global Management, Peter Thiel e o fundador da Affirm, Max Levchin. 

Entre as inovações também estão ofertas de software, conta para gerenciamento de caixa, controle de despesas, automatização de pagamentos e outras soluções.

Hoje, a Brex conta com uma equipe de mais de 1 mil funcionários.

Em janeiro de 2021, a empresa levantou US$ 300 milhões (R$ 1,4 bilhão) em uma rodada de financiamento liderada pelas empresas de investimento Greenoaks Capital e TCV, o que lhe garantiu uma avaliação de mercado de US$ 12,3 bilhões (R$ 57,8 bilhões).

Isso tornou os dois amigos oficialmente bilionários.

Segundo a Forbes, a Brex mais que dobrou sua receita no ano passado, embora a empresa não compartilhe detalhes.

A startup quer seguir crescendo forte. Com o novo financiamento, a Brex planeja aumentar o número de funcionários em pelo menos 50%, além de manter dinheiro nos cofres caso haja uma desaceleração do mercado.

Os novos bilionários brasileiros se dizem felizes com o que alcançaram até então, mas afirmam que ainda há muito mais por vir.

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