Henrique Bredda é um dos gestores de maior renome do mercado nacional.

Com um vasto conhecimento em renda variável, Bredda é responsável pela Alaska Asset Management, gestora que possui cerca de R$ 14 bilhões sob sua gestão.

Conheça mais da trajetória de Henrique Bredda.

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Quem é Henrique Bredda

Henrique Bredda é sócio fundador da Alaska Asset Management

Gestor de carteira de valores mobiliários autorizado pela CVM, é responsável pelos fundos da família Alaska Black, um dos fundos de investimento que alcançou maior rentabilidade do mercado financeiro brasileiro.

Vida e carreira

Henrique Bredda nasceu em Sumaré, interior de São Paulo.

Primeiro de três filhos de um casal de agricultores, viveu até seus oito anos em um sítio onde o pai plantava tomate e batata.

Apesar da vida modesta, em uma casa de quatro cômodos (incluindo sala, cozinha, banheiro), onde todos dormiam no mesmo quarto, estava longe da miséria.

Nunca faltou nada, muito menos a educação dos filhos.

Formado em engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Bredda trabalhou por pouco tempo em sua área de formação. 

Logo se envolveu com o mercado financeiro onde começou atuando como analista de crédito do Banco Itaú.

Quando percebeu que as melhores vagas de trainee ficavam com os colegas que falavam inglês, pegou R$ 20 mil reais emprestados do pai e passou seis meses em Londres, estudando e trabalhando como garçom. 

Na volta, em 2005, conseguiu emprego como analista de ações na Spinnaker, gestora inglesa especializada em mercados emergentes. 

O passo seguinte foi a FVF Participações, o family office de Tom Valle (Antônio Carlos Freitas Valle). Lá cuidava do patrimônio da família com o foco no investimento em ações.

O próximo passo foi a Ashmore, gestora britânica, que estava iniciando operação no Brasil, onde trabalhou como analista de ações.

Em 2010, Bredda deixou a Ashmore para abrir com outros sócios, entre eles, a Ângela Freitas, filha mais velha do fundador da Universidade Anhembi-Morumbi, a Skipper.

Após uma tentativa frustrada de fusão com a gestora VentureStar. Ângela sugeriu uma conversa com Luiz Alves Paes de Barros, um dos brasileiros mais experientes no mercado de ações. 

Na época, Alves estava buscando uma equipe para abrir uma gestora.

Três meses depois do primeiro encontro, em meados de 2015, nascia a Alaska.

A criação da Alaska Asset Management

Alaska foi fundada a partir de diálogos entre Henrique Bredda, Angela de Freitas e Luiz Alves Paes de Barros, no começo de 2015.

A “harmonia de filosofia” entre eles e o timing foi perfeito.

De um lado estava Luiz Alves buscando uma equipe com “gana” de mexer com a bolsa de valores. Do outro, Bredda atrás de investidores para a nova gestora.

Em apenas três meses, a nova Asset abria suas portas.

Hoje, a Alaska oferece aos investidores uma ampla gama de fundos de investimento, incluindo os fundos Alaska Black que chegam a quase R$ 2 bilhões de patrimônio.

Com pouco mais de cinco anos de história, a Alaska é uma das Assets mais reconhecidas do Brasil, e a colaboração de Bredda foi fundamental para alcançar esse nível de sucesso.

Estratégia de Investimento de Henrique Bredda

Henrique Bredda ficou conhecido por uma estratégia baseada na identificação de oportunidades em empresas que passam “abaixo do radar” da maioria dos investidores, inclusive naquelas que estão atravessando períodos de alta desvalorização. 

Um de seus cases de sucesso foi o investimento em ações do Magazine Luiza (MGLU3) quando a companhia passava por um momento de desvalorização.

Bredda foi um dos poucos que antecipou a recuperação das ações da varejista.

Graças à sua visão, a Alaska se beneficiou muito da valorização de +39.625% que o papel alcançou entre 2016 e 2019.

Utilizando a política de comprar ações em baixa, Bredda apostou com sucesso ao longo dos anos em outras empresas que contrariavam a opinião da maioria dos investidores como Log-In (LOGN3), Sonae Sierra (SSBR3), São Carlos (SCAR3), Marcopolo (POMO3), Suzano (SUZB3), Fibria (FIBR3), entre outras. 

No processo de identificação de oportunidades, Bredda se utiliza da análise fundamentalista, para conhecer a fundo a situação real das empresas.

Além disso, ele busca investir de forma altamente diversificada, comprando e vendendo várias classes de ativos.