A Hapvida (HAPV3), operadora de planos de saúde, registrou prejuízo líquido de R$ 182 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo lucro líquido de um ano antes, quando alcançou R$ 151,8 milhões.

Já o lucro líquido ajustado acumulou R$ 78,1 milhões de janeiro a março, queda de 69,9% sobre um ano antes.

Segundo a companhia, em release divulgado junto aos resultados, os números já trazem o consolidado da combinação de negócios com Notre Dame Intermédica (GNDI), contabilizando fevereiro e março da companhia junto aos dados trimestrais da Hapvida.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 284,4 milhões, recuo de 39,1% na comparação com o mesmo intervalo de 2021.

Já o Ebitda ajustado (ou Ebitda Ex-ILP/SOP) teve queda de 11,3%, saindo de R$ 466,8 milhões no primeiro trimestre de 2021 para R$ 414 milhões no mesmo período de 2022.

Por outro lado, a receita líquida da Hapvida atingiu R$ 4,8 bilhões no intervalo entre janeiro e março, alta anual de 108,4%.

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A sinistralidade caixa consolidada do trimestre foi de 72,9%. Ao excluir custos relacionados à Covid-19, despesas médico-hospitalares das operadoras recém-adquiridas com patamares mais elevados de sinistralidade e impacto do reajuste dos planos individuais, a sinistralidade caixa teria sido de 67,1%, "em linha com o histórico da companhia".

"Permanecemos eficientes na adequada gestão das despesas com vendas atingindo um índice de 6,8% e das despesas administrativas com índice de 9,7% no trimestre", diz a Hapvida.

O que, segundo a empresa, justifica o Ebitda ajustado do período.

No trimestre consolidado com as duas companhias, foram adicionados de forma líquida 111 mil beneficiários de saúde e perdidos 37 mil beneficiários de odonto.

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O resultado financeiro líquido no primeiro trimestre totalizou uma despesa líquida de R$ 171,5 milhões em comparação a uma despesa líquida de R$ 29,8 milhões um ano antes.

Ao fim do trimestre, a companhia apresentou saldo de empréstimos, financiamentos e debêntures de R$ 10,8 bilhões, incluindo o saldo de outras contas a pagar de empresas adquiridas, ativos indenizatórios e os saldos de instrumentos financeiros derivativos.

A dívida bruta totalizou R$ 11,8 bilhões. Já o índice de Dívida financeira líquida/Ebitda no foi de 2,8x enquanto no quarto trimestre de 2021, o índice ficou em -0,8x.

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"O aumento desse indicador em relação aos trimestres anteriores refere-se ao pagamento da parcela caixa para acionista GNDI no valor de R$ 3,2 bilhões, dividendo extraordinário do GNDI no valor de R$ 1 bilhão, dívida proveniente do balanço de abertura do GNDI e Ebitda LTM ainda penalizado pela pandemia", explica a companhia em release.

Fonte: Estadão Conteúdo.