O economista Gustavo Franco é considerado personagem-chave da criação e implantação do Plano Real

Também foi secretário adjunto de política econômica do Ministério da Fazenda e presidente do Banco Central (BC) de 1996 a 1998.

Sua gestão à frente do BC rendeu a Franco os prêmios de "Economista do Ano” em 1997, concedido pela Ordem dos Economistas do Brasil e Central Banker of the Year, da revista Euromoney.

Conheça mais da trajetória política de Gustavo Franco e sua importância para o Plano Real.

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Quem é Gustavo Franco?

Gustavo Franco é um economista brasileiro, ex-presidente do Banco Central do Brasil entre agosto de 1997 e março de 1999, ex-diretor de Assuntos Internacionais e Secretário Adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, entre 1993 e 1999.

Desde 1986 é professor do Departamento de Economia da PUC-Rio.

Franco também é sócio fundador e CSO da Rio Bravo Investimentos e membro do Conselho de Governança do Instituto Millenium.

Depois de anos no PSDB, ele é o atual presidente da Fundação Novo, órgão ligado ao Partido Novo.

Gustavo Franco ainda escreve regularmente para jornais e revistas e possui diversos livros publicados e mais de uma centena de artigos em revistas acadêmicas.

Vida e carreira

Gustavo Henrique de Barroso Franco nasceu em 10 de abril de 1956, na cidade do Rio de Janeiro. Único filho de Maria Isabel e de Guilherme Arinos, ex-chefe de gabinete de Getúlio Vargas e de diversas funções no governo. 

Em 1979 concluiu o bacharelado em Economia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e ingressou no programa de mestrado em economia pela mesma instituição. 

Sua tese foi aprovada com louvor em 1982, ganhando o Prêmio BNDES de Economia para Teses de Mestrado em 1983. 

Em 1986, seguiu para o doutorado na Universidade de Harvard. Sua tese, mais uma vez foi premiada, desta vez com o Prêmio Haralambos Simeonidis em 1987, concedido pela Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (Anpec).

Dedicando-se a três focos principais: inflação, história econômica do Brasil e comércio exterior, Franco voltou para o Brasil em 1986 onde começou a atuar como professor e pesquisador do departamento de economia da PUC-Rio.

Em maio de 1993 foi convidado para trabalhar como Secretário Adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda. 

Em outubro do mesmo ano, foi nomeado Diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil, posição que manteve até meados de 1997. 

Nesse ano foi eleito Economista do Ano, prêmio concedido pela Ordem dos Economistas do Brasil.

Em 20 de agosto de 1997 assumiu a presidência do Banco Central do Brasil, ocupando o posto até março de 1999.

Em 2000, fundou a Rio Bravo Investimentos, empresa gestora de investimentos em fundos imobiliários, renda fixa, renda variável e multimercados

Depois de quase três décadas filiado ao PSDB, Gustavo Franco migrou para o Partido Novo em 2017.

Gustavo Franco e o Plano Real

O economista Gustavo Franco esteve diretamente ligado à elaboração do Plano Real.

Sua participação se iniciou em 1993, quando se tornou secretário de política econômica adjunto do Ministério da Fazenda e diretor de Assuntos Internacionais,onde permaneceu até sua nomeação como presidente da Instituição em 1997.

Entre uma função e outra, Franco integrou a equipe formada por Fernando Henrique Cardoso para desenhar o plano de combate à inflação, ainda no governo de Itamar Franco. 

Entre os nomes considerados os grandes responsáveis pela formulação do Plano Real estão Pérsio Arida, André Lara Resende, Pedro Malan, Edmar Bacha e Winston Fritsch e o próprio Gustavo Franco e Fernando Henrique Cardoso.

O Plano Real foi desenvolvido com o intuito de resolver o problema hiperinflacionário que atingia a economia brasileira na época.

O programa de estabilização da moeda alcançou seu objetivo e até hoje o real é a moeda utilizada em território brasileiro.

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Livros de Gustavo Franco

O economista Gustavo Franco utilizou de seu conhecimento na área e sua vivência na administração pública, para publicar quatro livros:

“O Plano Real e Outros Ensaios”, de 1995; 

O livro fala do período de hiperinflação e a história do Plano Real para contê-la por quem participou de sua elaboração.

“O Desafio Brasileiro: ensaios sobre desenvolvimento, globalização e moeda”, de 1999;

Franco analisa sua experiência de anos no Governo antes de voltar à posição de professor e pesquisador do Departamento de Economia da PUC-Rio.

“A Moeda e a Lei: uma história monetária brasileira 1933-2013”, de 2017;

O livro conta a história das instituições monetárias do Brasil analisadas por Gustavo Franco: 

A experiência inflacionária; a lei monetária; os mistérios da regulamentação do câmbio; os processos de criação e captura do Banco Central; a produção da hiperinflação; os planos econômicos heterodoxos; o Plano Real; a evolução institucional cumulativa; e o problema da taxa de juros.

"Lições Amargas: Uma História Provisória da Atualidade", de 2021

O economista Gustavo Franco traz uma reflexão sobre os descaminhos do Brasil. Para ele, o país está estacionado há décadas e segue falando de reformas que o resto do mundo já deixou para trás.