Com o preço do petróleo no mercado internacional em queda nos últimos dias, o governo e aliados no Congresso intensificaram as cobranças à Petrobras (PETR4) para que reduza os preços dos combustíveis.

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Segundo apurou o Estadão (a queixa é de que a diretoria da estatal não está repetindo - em outra direção - o movimento "nervoso" que teve ao reajustar o diesel e a gasolina sem esperar os efeitos do teto do ICMS, apesar dos apelos do governo e do Congresso.

Na quinta-feira, enquanto era promulgada a "PEC Kamikaze", com benefícios sociais para atenuar o custo dos combustíveis, e a cotação do barril estava em queda, o presidente Jair Bolsonaro declarava: "Está faltando a Petrobras. Ontem, estava vendo que o preço do Brent tinha caído abaixo de US$ 100. Eu não sei se continua. Se continua, é momento de a Petrobras diminuir preço dos derivados".

A cotação, que em março rondara US$ 140, fechou a semana a US$ 101,16.

Ontem, Bolsonaro voltou ao tema, em transmissão nas redes: "Petrolíferas do mundo todo diminuíram a margem de lucro, é o que a gente quer da Petrobras. Isso vai acontecer e sem interferência".

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O reajuste mais recente da Petrobras é de 17 de junho, um dia após a convocação de reunião extraordinária do conselho de administração, em pleno feriado.

Na ocasião, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a pedir ao então presidente da estatal, José Mauro Coelho, que suspendesse o aumento.

A pressão de Lira envolveu a ameaça de dobrar a tributação da estatal e de outras empresas que tiveram lucros elevados com a alta das cotações.

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Os parlamentares também discutiram taxar as exportações de petróleo e até mudar a Lei das Estatais. Segundo apurou o Estadão, mudanças na tributação seguem no radar.

Resultado da Petrobras no Primeiro Trimestre de 2022  

Os resultados da Petrobras (PETR4) referente a suas operações do 1T22, foram divulgados no dia 8 de Maio, apresentou um lucro líquido de R$ 44,8 bilhões no 1T22, alta de 3.409,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Ebitda ajustado da Petrobras atingiu R$ 77,7 bilhões no 1T22, apresentando crescimento de 58,8% na comparação com o 1T21.

margem líquida da Petrobras atingiu 31,6% no 1T22, apresentando crescimento de 30,1 pontos percentuais na comparação com o 1T21.

A ações da Petrobras (PETR4) acumulam queda de 3,18% na bolsa de valores nos últimos 7 dias e queda de 61,21% nos últimos 12 meses.

Fonte: Estadão Conteúdo.