Gastar em Tarefas que Poderia Fazer Sozinho pode ser a Melhor Decisão
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Gastar em Tarefas que Poderia Fazer Sozinho pode ser a Melhor Decisão Financeira

A obsessão em gastar menos pode custar mais em termos de tempo, energia e ganhos.

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Atualizado em 24/09/2021

Na tentativa de cortar os custos e economizar, nem sempre tomamos a melhor decisão financeira. Não gastar em algumas tarefas que teoricamente poderíamos fazer sozinho, pode custar caro. 

Ser excessivamente frugal ao ponto de querer fazer tudo sozinho pode te deixar totalmente esgotado.

O dinheiro não é nosso único recurso, nosso tempo e energia também são fundamentais para melhores resultados financeiros.

Para a diretora de criação Kali Roberge, gastar em tarefas que poderia fazer sozinha foi sua melhor decisão financeira.

Agora, ela gasta US$ 725 por mês em cuidados com o gramado, limpeza da casa e kits de alimentação e diz que gostaria de ter feito isso antes.

Conheça a história de Roberge e como ‘gastar mais’ a deixou mais feliz, produtiva e até melhorou suas finanças pessoais.

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Fazendo tudo sozinha

Kali Roberge contou ao site Business Insider que sempre trabalhou muito e economizou, o que a permitiu desenvolver uma base financeira sólida.

Porém, ela gastava muito tempo e esforço fazendo tudo o que podia sozinha para economizar ao máximo. Isso a deixou esgotada e sem tempo para nada.

Não demorou muito para que ela descobrisse que seu tempo é muito mais valioso do que o dinheiro que supostamente estava economizando.

Durante sua infância, os pais de Roberge a ensinaram lições básicas de educação financeira que a ajudaram muito em seus primeiros anos como adulto independente.

Eles a ensinaram que não se deve gastar o dinheiro que não tem, uma regra que levou tão a sério que nunca teve um único centavo de dívida em seu nome.

Eles ajudaram ela a entender que deveria viver abaixo de suas posses e priorizar a poupança acima de tudo. Isso, a ajudou a começar a investir aos 21 anos e a economizar quase metade da renda até os seus 20 anos.

Essa base financeira deu a Roberge uma enorme vantagem sobre os seus colegas de 20 anos que permitiu alcançar suas metas e acumular muitos ativos em um curto espaço de tempo.

Mas aos 25, estava se sentindo exausta e com medo de que, não importa o quanto trabalhasse, nunca teria dinheiro suficiente para se sentir verdadeiramente confortável e segura. 

“Eu me sentia culpada sempre que gastava dinheiro e desenvolvia uma noção distorcida do que era realmente valioso na vida”, diz Kali Roberge ao Business Insider.

Ela disse que gastava uma “quantidade ridícula de tempo e esforço procurando por hacks de economia e fazendo DIY de tudo para evitar gastar dinheiro”.

“Eu via minhas finanças como um recurso finito e precioso. A verdade é que o tempo é muito mais valioso – uma lição que gostaria de ter aprendido muito antes”.

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O dinheiro não é o único recurso precioso que temos

Conforme o tempo foi passando, Roberge aprendeu que o dinheiro não era um fim, mas uma ferramenta que poderia usar para construir o que queria.

“Parei de vê-lo como um recurso escasso e comecei a pensar em como aproveitar melhor não apenas meu fluxo de caixa, mas também minha energia e tempo“, diz ela.

Quando fez essa mudança de mentalidade, percebeu que a sua obsessão em gastar menos frequentemente a custava mais em termos de tempo, energia, experiências e capacidade de estar presente com sua família. 

“Minha recusa em gastar mais dinheiro – mesmo quando eu tinha renda para gastar sem realmente comprometer meu futuro financeiro – pode ter significado um pouco mais de dinheiro no banco, mas em compensação, foi muito menor do que o impacto que causou em minha vida”.

O que ela gostaria de ter ‘gasto dinheiro’ antes

Com sua nova mentalidade financeira ela se convenceu a mudar alguns de seus hábitos de consumo depois que viu que os investidores inteligentes usam seu dinheiro para comprar de volta o tempo ou para desfrutar de experiências. 

“Quando olhei para minha própria vida, pude facilmente identificar lugares onde estava gastando muito tempo.”

São esses as tarefas que ela poderia fazer sozinha, mas que agora prefere pagar:

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Serviço de gramado

A primeira coisa que ela e o marido fizeram depois dessa mudança de valores foi contratar um serviço de jardinagem para ajudar na manutenção do terreno.

“Por cerca de US$ 175 por mês, uma equipe corta nossa grama e limpa a erva daninha em nossa propriedade.”

“Eles fazem isso em uma fração do tempo que levamos para concluir o mesmo trabalho, e o que era uma grande tarefa de fim de semana de repente se torna algo em que nem precisamos pensar (muito menos gastar tempo).”

Faxineira

“Também contratamos uma faxineira para ajudar na manutenção do interior de nossa casa, que custa cerca de US$ 300 por mês.”

“Assim como a equipe do gramado, nossa faxineira é muito mais eficiente do que eu. Ela leva três horas para fazer o mesmo trabalho que eu levo por volta das sete.”

Kit refeição

Por fim, eles experimentaram um serviço de kit de refeição por cerca de US$ 250 por mês. 

“Eu me sentia extremamente cético quanto a isso; por um lado, gosto de cozinhar, mas leva tempo… agoram a refeição chega à minha porta! Estou chocada com a diferença que isso faz.”

O que ela não pensava antes de tentar o serviço era quanto tempo, esforço mental e energia são gastos para pensar, planejar, fazer compras e preparar cada café da manhã, almoço e jantar durante sete dias. 

Agora, três dias por semana ela não precisa fazer comida. As refeições dela e do marido são entregues em sua casa e guardadas para os dias de trabalho mais intensos. 

Como gastar em tarefas que poderia fazer sozinha melhorou as finanças

Kali Roberge reconhece que é um privilégio poder contratar ajuda ou terceirizar parte da cozinha, limpeza e cuidado do gramado e que nem todas as pessoas podem se “dar ao luxo” de pagar por isso.

“Gastar US$ 725 por mês nesses serviços que, tecnicamente, poderíamos fazer nós mesmos é um privilégio. Eu reconheço isso, mas, para mim, é um dinheiro bem gasto em termos de ganho líquido.”

Ela diz que antes de obter essa ajuda e suporte, subestimava completamente quanto tempo e esforço eram dedicados a cada uma dessas áreas. 

“Gastar dinheiro dessa maneira me devolveu muito espaço mental, energia e horas durante o dia“, diz Roberge.

Delegar isso a outras pessoas também a dá mais opções: 

“Posso escolher passar meu tempo livre desfrutando de mais experiências, estar com pessoas de quem gosto – ou, às vezes, em um trabalho que me rende mais dinheiro do que gastei para contratar ajudantes”.

Antes, ela precisava escolher entre limpar a casa e preparar uma refeição que consome horas ou resolver um problema de negócios e desenvolver novas oportunidades que aumentem as receitas.

Agora, consegue ver que “gastar dinheiro” em alguns casos é mais um investimento do que um desperdício de fundos. 

Usar o dinheiro com sabedoria beneficia as finanças e permite dedicar mais esforços de alta qualidade ao trabalho.

Embora Roberge ainda seja uma gastadora cautelosa, não enxerga todos os gastos como ruins, nem que a única coisa boa a fazer com dinheiro é poupá-lo. 

As finanças pessoais são muito mais complexas do que isso e a vida também! 

“Descobri que é muito mais produtivo lembrar que dinheiro não é o único recurso que temos. Seu tempo e energia também são altamente valiosos (e muitas vezes mais valiosos do que o dinheiro sozinho).”

“É mais útil pensar no dinheiro como uma ferramenta que deve ser (estrategicamente) usada, em vez de uma mercadoria escassa que deve ser acumulada a todo custo”, conclui.

Assim, ela usa o dinheiro para pagar certos serviços e tem mais tempo para ganhar mais e investir seu dinheiro com inteligência.

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