Fortuna dos Bilionários Aumenta US$ 1,9 Trilhão em 2020
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Fortuna dos Bilionários do Mundo Aumenta US$ 1,9 Trilhão em 2020

A crise do novo coronavírus não afetou todos. O seleto grupo dos bilionários ganhou 20% a mais em relação ao ano anterior.

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Atualizado em 17/12/2020

Desde o início da pandemia, os 2.200 bilionários do mundo ficaram, juntos, US$ 1,9 trilhão mais ricos em 2020, de acordo com estimativa da Forbes.

A maior parte da população mundial sofre com desemprego e uma crise econômica de uma magnitude nunca vista desde a Grande Depressão desencadeada pelo novo coronavírus.

Outra parte da população encontra vantagens financeiras e lucram bastante nesse caos todo.

As pessoas mais ricas do mundo tiveram ganhos astronômicos em 2020.

Segundo a revista Forbes, estima-se que os mais de 2.200 bilionários do mundo ficaram, juntos, US$ 1,9 trilhão mais ricos esse ano.

Assim, o seleto grupo acumula uma fortuna de cerca de US$ 11,4 trilhões, um aumento de 20% em relação à riqueza coletiva de US$ 9,5 trilhões em 31 de dezembro de 2019.

Os mais ricos cada vez mais ricos

O recordista de ganhos em 2020 foi o bilionário Elon Musk, que viu sua fortuna saltar 414% de março a novembro deste ano.

Com isso seu patrimônio chega a aproximadamente US$ 139 bilhões, tornando-o a terceira pessoa mais rica do mundo.

O aumento veio da disparada das ações da Tesla Motors (TSLA34) que aumentaram espantosos 630%.

A pessoa mais rica do mundo, Jeff Bezos, foi a segunda em melhor desempenho. Bezos viu sua fortuna crescer US$ 67,5 bilhões em 2020 graças ao aumento das ações da Amazon (AMZO34).

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Países onde os bilionários mais ganharam

Mesmo com o ano sensacional dos bilionários norte-americanos, o grupo de bilionários chineses foi o que registrou o maior aumento da fortuna em 2020.

PaísSoma fortuna dos bilionáriosGanhos em 2020
ChinaUS$ 2 trilhõesUS$ 750 bilhões
Estados UnidosUS$ 4 trilhõesUS$ 560 bilhões
FrançaUS$ 500 bilhõesUS$ 95 bilhões
ÍndiaUS$ 480 bilhõesUS$ 75 bilhões
Hong KongUS$ 380 bilhõesUS$ 60 bilhões
AlemanhaUS$ 580 bilhõesUS$ 55 bilhões
JapãoUS$ 200 bilhõesUS$ 55 bilhões
SingapuraUS$ 140 bilhõesUS$ 45 bilhões
AustráliaUS$ 160 bilhõesUS$ 35 bilhões
SuéciaUS$ 170 bilhõesUS$ 30 bilhões

Fonte: Forbes

A China, mesmo sendo o primeiro epicentro da pandemia, impôs regras pesadas de isolamento já no início do surto de Covid-19, se recuperou de forma surpreendente.

O índice CSI 300, que acompanha as 300 maiores empresas chinesas, subiu 19% neste ano. Fato este que ajudou os bilionários chineses a adicionarem, juntos, US$ 750 bilhões a seus patrimônios líquidos.

Ao todo, os 400 mais ricos da China acumulam cerca de US$ 2 trilhões.

Sem incluir os 67 bilionários de Hong Kong, cujas fortunas aumentaram em US$ 60 bilhões coletivamente, chegando ao total de US$ 380 bilhões.

Dentre os chineses mais ricos temos Zhong Shanshan, fundador da empresa de água mineral Nongfu Spring.

O IPO da empresa em setembro elevou sua fortuna de US$ 2 bilhões no início do ano, para US$ 62,5 bilhões.

Outro grande ganhador da China em 2020 foi Colin Zheng Huang, presidente do site de comércio eletrônico Pinduoduo, que registrou aumento de US$ 32,4 bilhões neste ano para US$ 52 bilhões.

O cofundador do Alibaba Group, Jack Ma, também viu sua fortuna se valorizar em 2020 mesmo após o cancelamento pelo governo chinês do IPO planejado do Ant Group.

Jack Ma, o homem mais rico da China, teve seu patrimônio aumentado de US$ 18,9 bilhões para US$ 61,7 bilhões.

Em segundo da lista vêm os mais de 600 bilionários americanos que acumulam fortuna de US$ 4 trilhões, um ganho de US$ 560 bilhões desde o início do ano.

Esse resultado foi impulsionado pelo desempenho dos mercados de ações.

Apesar da influência da Covid em março, a Nasdaq registra um aumento de 38% e o S&P 500 subiu 13% neste ano.

O terceiro maior ganho em dólar foi registrado pelos bilionários franceses.

Os 40 super-ricos do país possuem, coletivamente, US$ 500 bilhões, US$ 95 bilhões a mais do que há um ano.

Porém, apenas dois grandes nomes são responsáveis por mais da metade desse aumento: o empresário das grifes de luxo, Bernard Arnault e a herdeira da L’Oreal, Françoise Bettencourt Meyers.

As ações da LVMH, grupo de Arnault, detentor de marcas como Louis Vuitton, Hennessy, Bulgari e Christian Dior subiram 30%.

Já as ações da L’Oreal aumentaram 25%, adicionando US$ 14 bilhões à fortuna de Françoise, filha da fundadora da L’Oreal, Liliane Bettencourt.

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Bilionários mais pobres

Nem todos os bilionários do mundo ficaram mais ricos.

Os 50 bilionários brasileiros perderam um total de US$ 13 bilhões.

Muito disso se deu pelo enfraquecimento do Real em relação ao dólar americano.

Na Tailândia, onde o índice SET caiu cerca de 7% e os 30 bilionários do país registraram baixa de US$ 6 bilhões no patrimônio total.

Novos bilionários

Mesmo em um ano difícil, novos bilionários surgiram.

Na lista da Forbes dos 400 norte-americanos mais ricos, dezoito novos nomes apareceram, incluindo Alice Schwartz, da Bio-Rad, empresa que produz os testes de diagnóstico de Covid-19, e Eric Yuan, do aplicativo Zoom.

Entre os novos bilionários também estão o empresário e piloto norte-americano, Jared Isaacman, da Shift4 Payments e o ator, diretor, roteirista e produtor de Hollywood Tyler Perry.

No Brasil, a lista de bilionários brasileiros da Forbes bateu um novo recorde de novos nomes com 33 novos bilionários.

O destaque fica para os acionistas da indústria de motores WEG (WEGE3), com 10 novos bilionários no ranking da Forbes de 2020.

O mais bem colocado dos novos bilionários brasileiros é Alexandre Behring, cofundador da 3G Capital ao lado de Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, como o 6º mais rico do país.

Na 9ª posição do ranking de bilionários brasileiros está outro estreante, Ilson Mateus, presidente e principal acionista do Grupo Mateus (GMAT3).

A corrida pela vacina contra a Covid-19 também fez seus primeiros bilionários.

Em abril, o francês Stéphane Bancel, CEO da empresa de biotecnologia Moderna Therapeutics, se tornou bilionário com a subida das ações da empresa.

Recentemente o médico alemão Uğur Şahin, fundador da BioNTech, ingressou na lista das 500 pessoas mais ricas do planeta após sua empresa desenvolver junto com a Pfizer, um imunizante contra a doença.

Com a valorização das ações da BioNTech, a fortuna pessoal de Şahin alcançou US$ 5,2 bilhões.

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