Seu viés de investidor diz muito sobre você. O modo que se comporta e pensa afeta a maneira como age com o dinheiro e reage nas decisões de investimentos.

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Somos todos indivíduos únicos que se comportam de maneira diferente. Nossas próprias experiências individuais moldam a maneira como nos comportamos e pensamos. Isto é especialmente verdadeiro quando se trata de dinheiro. 

As finanças comportamentais, um subcampo da economia comportamental, propõem que influências e vieses psicológicas afetam os comportamentos financeiros de investidores e até mesmo de profissionais financeiros. 

Além disso, influências e vieses podem ser a fonte para a explicação de todos os tipos de anomalias de mercado e, especificamente, aquelas no mercado no mercado de ações, como fortes aumentos ou quedas no preço. 

O estudo de como nos comportamos quando se trata de dinheiro ou investimento se tornou mais popular nas últimas décadas.

Os vieses nada mais são que atalhos mentais que nosso cérebro utiliza para a tomada de decisão. 

Entretanto, é comum que eles sejam acionados inconscientemente, nos levando a tomar decisões irracionais e, normalmente, erradas sobre os investimentos.

Examinar e controlar como os investidores tomam decisões pode incrementar os resultados dos investimentos.

Alguns vieses revelados pelas finanças comportamentais

A maioria dos investidores tem certos vieses que utilizam inconscientemente. 

Ter um viés ao investir não é necessariamente uma coisa ruim, mas algo que devemos estar cientes ao tomar decisões. 

Alguns dos vieses comportamentais mais comuns são:

Home Bias

O home bias, também chamado de viés doméstico, é caracterizado pela propensão que o investidor tem de investir naquilo que conhecem e já viram antes. 

Por isso, tendem a concentrar a maior parte de seu portfólio dentro do seu país, ignorando todos os benefícios da diversificação.

Os brasileiros, por exemplo, tendem a se sentir mais à vontade comprando um banco do Brasil do que um banco global, pois as ações locais são mais confortáveis. 

Ao limitar as ações nas quais investe apenas em ativos locais, sua gama de opções se torna bastante estreita e vulnerável a choques domésticos.

Por mais que nosso país tenha diversas boas oportunidades de investimento, não se deve concentrar todos os investimentos no Brasil.

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Aversão à perda

A aversão à perda ocorre quando os investidores dão mais importância à preocupação com as perdas do que aos ganhos do mercado. 

Em outras palavras, é muito mais provável que se dê prioridade para evitar perdas do que obter ganhos de investimento.

Como resultado, os investidores podem agir irracionalmente em diferentes momentos como, por exemplo:

Se recusar a realizar o prejuízo e admitir que houve um erro na decisão ou que o prejuízo realmente aconteceu;

Liquidar uma operação lucrativa antecipadamente.

Viés de confirmação

Viés de confirmação é quando os investidores tendem a aceitar somente as informações que confirmem sua crença já existente em um investimento mesmo que estas sejam falhas.

Nesse processo de procurar por pessoas ou pesquisas que concordem com sua visão, o investidor ignora ativamente pesquisas opostas ou contraditórias. 

Viés de ancoragem

A ancoragem é quando uma experiência passada molda a experiência futura. 

Por exemplo, se o investidor perdeu dinheiro comprando ouro, diz que nunca mais fará isso.

Ou se ganhou dinheiro investindo em bancos brasileiros por anos, diz que vai continuar comprando esses bancos, não importa a situação atual.

Dessa forma, o investidor fica ancorado no passado o que não lhe permite interpretar novas informações ou o mercado atual. 

Efeito Manada

Seguir a multidão pode ser a coisa mais fácil de fazer. Muitos investidores fazem investimentos com base no que os outros estão fazendo. 

É reconfortante saber que outra pessoa está investindo em algo, especialmente se alguém for percebido como um “bom investidor” ou uma “pessoa inteligente”. 

Se todo um grupo está fazendo a mesma coisa, as pessoas querem entrar ainda mais na onda. O desafio é que o investidor não está tomando sua própria decisão e apenas seguindo a multidão. 

O que as Finanças Comportamentais nos dizem?

As finanças comportamentais nos ajudam a entender como as decisões financeiras em torno de coisas como investimentos, pagamentos, riscos e dívidas pessoais são muito influenciadas pela emoção humana, preconceitos e limitações cognitivas da mente no processamento e resposta às informações.

Existem muitos outros vieses que moldam os processos de pensamento de um investidor. No mínimo, devemos nos tornar conscientes desses preconceitos. 

À medida que nos tornamos mais conscientes disso, podemos nos tornar investidores mais racionais e bem-sucedidos. 

Se você precisar de algum suporte para navegar em suas decisões de investimento, não deixe de procurar um consultor de investimentos para lhe auxiliar.

O consultor vai te tratar de maneira única, com uma estratégia personalizada, afinal, cada investidor possui seu perfil, metas, realidade e vieses.

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