O que é um FIDC?

Existem diferentes tipos de fundos de investimento. Muitos deles atraíram a atenção de vários investidores, incluindo iniciantes, por meio de contribuições acessíveis.

Por outro lado, existem outros mais direcionados a investidores mais experientes (e qualificados), como o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC).

Primeiro, você precisa entender os direitos de crédito, chamamos direitos creditórios como todos os direitos que uma empresa deve obter por meio de cheques, parcelamento de cartão de crédito, aluguel ou duplicatas.

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Nesse sentido, quando você investe em um FIDC, você está adiantando um desses pagamentos para a empresa. Em contrapartida, você vai receber o seu dinheiro de volta corrigido por uma taxa de juros, ou seja, com lucro.

O FIDC busca retorno por meio desses direitos. Trata-se de um fundo que, legalmente, destina um mínimo de 50% em direitos creditórios. 

Como funcionam os FIDCs?

Por exemplo, suponha que um cliente comprou um item em 30 dias. A loja tem o direito de receber o pagamento em 30 dias, mas e se precisar receber o pagamento o mais rápido possível e não puder esperar?

Nesse caso, a loja pode converter a dívida do cliente em títulos negociáveis e depois vendê-la aos investidores a um preço mais baixo.

Dessa maneira, quando o pagamento do cliente for efetivado, o dinheiro não irá para a loja, mas sim para o investidor. A esse processo, damos o nome de securitização.

O FIDC pode ser do tipo aberto ou fechado, bem como ter um prazo de duração determinado ou indeterminado.  Além dos tipos, aberto ou fechado, o FIDC é dividido em dois tipos de cotas: sênior e subordinada.

É importante fazer a avaliação da qualidade dos direitos creditórios que compõem a carteira, na compra de um FIDC e também deve considerar o risco de liquidez

Isso porque se trata de um investimento de longo prazo, ligado a um negócio da economia real, que em tese não deveria ser "abandonado" no meio do caminho.

É importante também entender sobre a tributação. Na verdade, é algo bastante simples, pois ela segue a tabela regressiva de IR:

  • Resgates realizados em até 180 dias: tributação de 22,5%;
  • Resgates realizados entre 181 e 360 dias: tributação de 20%;
  • Resgates entre 361 e 720 dias: tributação de 17,5%;
  • Resgates acima de 720 dias: tributação de 15%.

Quais são as vantagens e desvantagens do FIDC?

Especialistas disseram que esse mecanismo foi criado em 2001 e foi amplamente testado e verificado, o que dá uma credibilidade ao ativo.

Outro destaque é a atuação de administradores profissionais, autorizados pela CVM e gestores de ativos de fundos. O FIDC também é avaliado por uma agência de classificação de risco, o que permite aos investidores um melhor entendimento dos riscos envolvidos.

Porém, é preciso lembrar que o FIDC também envolve riscos e pode até ser maior do que investimentos como o Tesouro Direto e o CDB.

Além disso, deve-se destacar que o FIDC não é amparado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Por ainda ser restrito a investidores qualificados, o valor mínimo do investimento é de R $ 25.000.

Por fim, vale a pena prestar atenção ao risco de crédito. Isso pode acontecer devido a atrasos e inadimplência de crédito. 

Por exemplo, também podemos citar o risco de liquidez, que é a dificuldade de vender as cotas desse fundo no mercado.