O faturamento da indústria dos materiais de construção caiu 8,5% no primeiro semestre, na comparação com a primeira metade do ano passado, aponta o índice Abramat, calculado pela FGV para a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção.

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Em junho, a queda no valor das vendas foi de 1,2% sobre maio, que já havia apontado uma retração de 4,5%. Quando a comparação é feita com junho do ano passado, a queda é de 6,6%.

Segundo Rodrigo Navarro, presidente da entidade, já eram esperadas quedas para o ano, por causa do arrefecimento da demanda por materiais, muito buscados em 2021.

O ano passado fechou com alta de 8,1% no faturamento, após um 2020 com crescimento tímido, de 0,2%.

Pesam contra o setor os problemas econômicos e políticos do Brasil e do mundo.

Por aqui, inflação e juros elevados corroem o poder de compra do consumidor e também desestimulam a compra do imóvel, diretamente ligada às vendas dos materiais.

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Lá fora, a guerra na Ucrânia, que ajuda a desarranjar as cadeias logísticas e a elevar o preço dos combustíveis, já afetados pela pandemia, é um fator importante.

A Abramat, no entanto, ainda está otimista. Para Navarro, o próximo trimestre ainda deve apresentar índices negativos de venda, mas é esperado que nos últimos meses de 2022 essa tendência se reverta, e o ano termine com alta de 1% no faturamento do setor.

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Contam como pontos positivos para o ano, no segmento dos materiais, as mudanças anunciadas no programa Casa Verde e Amarela na última quinta-feira (7) — que reorganizaram as faixas de renda e ampliaram seu limite de R$ 7 mil para R$ 8 mil —, o auxílio-Brasil de pelo menos R$ 400, a MP dos Cartórios, que simplificou algumas etapas do registro dos imóveis, e as obras já iniciadas pelo mercado imobiliário, dos lançamentos feitos até o ano passado, analisa Navarro.

Fonte: Valor Econômico.