O que são Expectativas Racionais?

O conceito de expectativas racionais tem seu significado atrelado aos modelos macroeconômicos.

Por isso, é importante entender que quaisquer um desses modelos são constituídos e sustentado por dois componentes:

  1. Agentes atuando segundo suas expectativas para maximização de sua utilidade; 
  2. Eficiência dos mercados.

Tais modelos são amplamente usados por causa dessas duas características. O que é feito na implementação de políticas públicas, assim como, para diversos outros aspectos que afetam a economia.

Indo desde aplicações relacionadas à preservação do meio ambiente até as normas e regulamentações de diversos setores do mercado.

Apesar de simplificar a realidade, os modelos macroeconômicos estão sujeitos a falhas. Pois, em determinado momento da evolução econômica no mundo, tais modelos chegam ao esgotamento.

O motivo por trás disso é que as crises têm como fator inicial a própria economia, sendo algo intrínseco a ela. Isso, historicamente, fez com que as expectativas racionais surgissem.

A crise do Keynesianismo, em 1929, foi quem deu origem a essa teoria. Pois, ela foi desenvolvida em resposta a estagflação que gerava grandes impactos econômicos na década de 70.

Segundo essa teoria sugere, as expectativas atuais dos indivíduos em relação à economia, tem a capacidade de influenciá-la futuramente. 

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Para que Serve a Teoria das Expectativas Racionais?

Desenvolvida por Robert Lucas juntamente com John Muth, a teoria das expectativas racionais baseia-se em 3 elementos. Através dos quais, os indivíduos tomam suas decisões, sendo eles:

  1. Informação disponível;
  2. Experiência prévia;
  3. Racionalidade. 

Portanto, é através desses 3 pontos que os indivíduos criam suas expectativas acerca do futuro. Segundo Lucas, todo modelo econométrico é falho pois dependem de informações e dados já existentes.

A grande questão sobre esse conhecimento é que ele sofre mudanças instantâneas no momento em que os agentes identificam suas possíveis alterações no futuro. O que, automaticamente, interfere nos resultados.

Vista como uma ferramenta na formação de modelos de equilíbrio temporário, ela é muito usada por economistas. Em geral, para realizar ajustes em taxas como a inflação, entre outras.

Já que uma vez que acontece a antecipação das mudanças nas políticas econômicas, ajustes conforme a expectativa futura se tornam necessários.

Como Funcionam as Expectativas Racionais?

As expectativas racionais funcionam através da premissa de que o comportamento dos agentes econômicos do mercado, estão sujeitos a dois tipos de cenários:

  • Um marcado pela antecipação das mudanças;
  • Outro no qual mudanças não se antecipam.

Em sua teoria, Lucas defende que uma mudança antecipada na política econômica permite que os agentes ajustem suas expectativas futuras. Mas, isso reduz a eficiência nas políticas econômicas e dos esforços governamentais.

O que ele aponta através das mudanças na curva de demanda agregada, compensada pelo deslocamento na curva de oferta agregada. De acordo com as expectativas dos agentes ao novo preço aplicado em mercado eficiente.

Através da descoberta das expectativas racionais de Lucas, um conjunto de regras simples tornaram-se o foco das políticas econômicas. Ou seja, substituindo o antigo uso de políticas fiscais.

Essas novas políticas, mais práticas, facilitam a tomada de ações por parte dos agentes. De modo que, o conceito de autonomia da autoridade monetária foi desenvolvido com base nos seguintes fatores:

  • Taxas de juros como o instrumento principal da política monetária;
  • Regime de metas inflacionárias;
  • Banco Central independente.

Nesta relação, o Banco Central aponta as expectativas dos agentes financeiros através do relatório Focus. Esse que é utilizado no desenvolvimento de indicadores econômicos.

Dentro do regime de metas inflacionárias, as previsões futuras para a inflação determinam as expectativas racionais. Baseando-se no conceito de que acreditar em uma previsão, antecipa seu acontecimento.

Mas, acreditar que essas metas serão alcançadas, leva a uma menor perda ocasionada pela antecipação. Ou seja, em termos de crescimento econômico e das taxas de juros.