O consumo consolidado de energia elétrica, cativo e livre (3.266,9 GWh), nas áreas de concessão do Grupo Energisa (ENGI11), apresentou redução de 2,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

As classes residencial e rural puxaram mais de 80% do recuo no mês devido às bases altas de comparação, uma vez que apresentaram avanços recordes no ano passado.

No mês, 7 das 11 distribuidoras apresentaram queda no consumo de energia em suas áreas de concessão.

As quedas mais expressivas foram verificadas na EMT (-4,4% ou 41,2 GWh), ESS (-7,2% ou 29,4 GWh) e EMS (-4,9% ou 25,6 GWh).

A classe residencial (-5,2% ou 68,7 GWh) foi uma das principais responsáveis pela queda do consumo no mês, com a ESS (-15,0% ou 22,5 GWh), EMS (-10,2% ou 20,0 GWh) e EMT (-5,9% ou 19,5 GWh) registrando as maiores baixas.

Esse efeito foi provocado pelas bases altas de comparação no mesmo período do ano passado, calendário menor (-0,2 dia) e temperaturas mais amenas.

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A classe rural registrou queda de 7,7% (29,5 GWh), explicada em grande parte pela EMT (-11,2% ou 18,6 GWh), que teve resultado impactado pela base de comparação alta em out/20, quando o clima seco, maior uso de irrigação e demanda agrícola aquecida fizeram atingir a maior alta em 14 anos.

A classe industrial também apresentou queda no consumo (-2,9% ou 19,4 GWh), sendo o maior ofensor a base alta de comparação em 2020.

As concessões que mais contribuíram com resultado no mês foram a EMT (-7,6% ou 15,2 GWh), impactada sobretudo pelo segmento de alimentícios, EMS (-3,6% ou 4,3 GWh), devido à queda no setor de minerais não metálicos e EPB, afetada principalmente pela desaceleração do setor têxtil.

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Em contrapartida, a classe outros foi impactada positivamente, registrando alta de 6,2% (23,8 GWh), influenciada principalmente pelo segmento do poder público, em linha com a retomada das aulas na rede pública e atividades do funcionalismo público.

Por fim, o consumo da classe comercial registrou um aumento de 0,6% (3,5 GWh).

Destaque para as contribuições da EPB (+10,1% ou 6,3 GWh), maior avanço desde out/2008 e EMT (+2,3% ou 3,6 GWh), ambas influenciadas pela continuidade das flexibilizações.

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Resultado da Energisa no Terceiro Trimestre de 2021

O resultado da Energisa (ENGI11) no terceiro trimestre de 2021 (3t21), divulgado no dia 11 de novembro, apresentou um lucro líquido de R$ 863,9 milhões no 3T21, uma baixa de -6,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

O Ebitda da Energisa atingiu R$ 1,7 bilhão no 3T21, apresentando crescimento de 42,0% na comparação com o 3T20.

A margem Ebitda da Energisa totalizou 22,5% no 3T21, apresentando crescimento de 2,7 pontos percentuais na comparação com o 3T20. 

A margem líquida da Energisa atingiu 11,1% no 3T21, apresentando crescimento de 7,7 pontos percentuais na comparação com o 3T20.

As ações da Energisa (ENGI11) acumulam alta de 4,29% na bolsa de valores nos últimos 7 dias e alta de 0,53% nos últimos 12 meses.