O que é Efeito Multiplicador do PIB e como funciona

Efeito Multiplicador do PIB

O que é o Efeito Multiplicador do PIB. Significado, conceito, para que serve e como funciona.

O que é o Efeito Multiplicador do PIB?

Primeiramente, é importante dizer que, em economia, o multiplicador mensura a proporção que as variações de variáveis exógenas alteram uma variável endógena.

Já, com relação ao multiplicador do PIB, este caracteriza qual será o impacto no PIB total quando houver alterações nas seguintes variáveis: consumo, investimento, exportações líquidas, ou gastos do Governo.

Imaginemos que o Governo irá construir uma nova rodovia e, para isso, irá investir R$ 300 milhões na obra.

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Esse dinheiro investido pelo Governo será utilizado para compra de equipamentos, maquinários, tintas, fiação, para pagar a mão de obra e prestadores de serviços, dentre outros.

Além da remuneração aos prestadores de serviços, esse dinheiro irá se transformar em renda para a empresa que vendeu os tijolos, para a outra empresa que vendeu as máquinas, e assim por diante.

A partir disso, tanto as empresas como os prestadores também irão aumentar seus consumos ou investimentos, ou seja, irão fazer essa quantia girar, dando sequência a este ciclo de investimentos.

Pois bem, devemos considerar que aquele valor inicial passou a ser menor nesta nova etapa do ciclo, tendo em vista que tanto as empresas como as pessoas podem poupar parte deste valor.

Esse movimento se estende até o valor inicial ser zerado. Contudo, podemos perceber que ao encerrar o ciclo, o valor gerado para a renda nacional extrapolou os R$ 300 milhões iniciais.

Esse é um claro exemplo do efeito multiplicador do PIB, que multiplicou a renda nacional para um valor muito acima daqueles R$ 300 milhões a princípio investidos pelo Governo.

Como já foi dito, esse exemplo não depende apenas dos gastos do Governo, o impulso poderia ter ocorrido através do investimento de alguma empresa privada, do aumento das exportações líquidas ou do consumo.

Apresentaremos, na sequência, os três tipos de multiplicadores mais analisados nos dias de hoje, são eles: multiplicador fiscal; multiplicador monetário; e multiplicador keynesiano.

Multiplicador Fiscal

O multiplicador fiscal ocorreu por meio de mudanças nos gastos do Governo, exatamente como o exemplo do tópico anterior.

O aumento dos gastos do Governo impactará na demanda agregada, portanto, estes gastos refletem diretamente no consumo e, por consequência, no aumento da renda nacional.

É importante dizer que esse efeito não se aplica apenas para a ampliação dos gastos governamentais em infraestrutura, mas, também, para gastos com educação, saúde, políticas de créditos, dentre outras.

Multiplicador Monetário

Esse multiplicador é uma ferramenta que ocorre por meio do sistema bancário para ampliar a base monetária, ou seja, aumentar a oferta de moeda na economia.

Ora, todos nós já depositamos alguma quantia em dinheiro no banco, certo?

Pois bem, a partir disto o banco não é obrigado a ficar com todo o valor depositado em conta, podendo emprestar parte dele, multiplicando a base monetária da economia.

O empréstimo auferido poderá se transformar em investimentos produtivos, uma vez que o tomador terá o intuito de obter lucros maiores do que os juros sobre o empréstimo bancário.

A ideia passa a ser parecida com o exemplo anterior, mas agora a poupança passa a ser investida pelo tomador de empréstimo e se torna presente na equação do PIB.

Multiplicador Keynesiano

Para finalizar, o multiplicador keynesiano diz respeito ao impacto final que o aumento na conta de investimentos ocasionará no PIB.

Devemos dizer que, quando a empresa aumenta seus investimentos produtivos, consequentemente acarretará em um aumento da produção e, por conseguinte, do nível de emprego.

O aumento da renda, devido ao aumento do nível de emprego, advindo dos investimentos, acarretará em maior consumo que, reintegrado na produção, elevará ainda mais a renda nacional.

Portanto, o aumento de qualquer variável deste ciclo levará a elevação da renda nacional.

Vejamos a fórmula a seguir:

Y = C + G + I + NX

Tendo que:

  • Y = Renda;
  • C = Consumo;
  • G = Gastos do Governo;
  • I = Investimento;
  • NX = Exportação líquida.

Sendo assim, podemos concluir que para cada alteração de alguma variável que compõe a equação do PIB (consumo, gastos do Governo, investimento, renda ou exportação líquida), irá ocasionar alterações na renda.

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