O que é Dissonância Cognitiva?

A dissonância cognitiva é uma emoção que resulta do conflito em acreditar em duas coisas diferentes ao mesmo tempo. Ela acontece quando nossas cognições entram em conflito por percepções contraditórias.

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De forma mais simples, é a contradição entre a forma de pensar e a de agir. Movidas por crenças ou valores diferentes que podem levar a tomada de decisões irracionais.

Portanto, a dissonância cognitiva é a lacuna gerada entre o que fazemos (realidade) e aquilo que queríamos fazer (expectativa), pois, achamos ser o correto.

Tratada dentro do campo da psicologia social, esse conceito é muito importante em diferentes cenários. Desde 1957 quando Leon Festinger, um psicólogo notre-americano, constatou sua existência. 

Segundo ele, a dissonância cognitiva surge pelo choque entre crenças diferentes que fogem à coerência humana.

Ou seja, ela representa a falta de equilíbrio que nós humanos tentamos traçar entre: 

Tudo isso são as nossas cognições que nos permitem desenvolver processos mentais. Esses  por sua vez, servem para a tradução de informações externas com dados internos mais facilmente.

Com isso, criamos padrões que auxiliam nosso dia a dia, incluindo a capacidade de fazer escolhas. Mas, o que acontece quando tais padrões colidem na nossa mente?

A resposta a isso é o estresse e desconforto mental que surgem enquanto a mente se esforça para achar um ponto de coerência. Nesse processo novos padrões costumam ser criados.

O grande problema é que nem sempre a resolução desse processo é benéfica. Já que a dissonância cognitiva é a principal formadora de padrões irracionais.

Como a Dissonância Cognitiva Funciona na Prática?

Na prática, a dissonância cognitiva acontece quando uma pessoa nota que suas percepções estão em contradição. Isso porque a situação em questão que traz essa clareza gera estresse e desconforto.

O que inicia um processo no qual ela tenta resolver uma dessas crenças com a intenção de tornar seus pensamentos novamente racionais e lineares.

Mas, é comum que muitas dessas situações aconteçam sem que o indivíduo perceba. Do mesmo modo que elas podem estar presentes em qualquer aspecto de nossas vidas e suas escolhas.

O conflito resultante da dissonância cognitiva é causado por dois aspectos principais. Um deles é a forma que vemos o mundo, algo que tem como base nossa vivência e seus:

  • Aprendizados;
  • Experiências;
  • Valores.

Ou seja, são os aspectos cognitivos associados à nossa memória. Em segundo lugar, entra o nosso comportamento padrão e suas ações, que é basicamente a maneira como:

  • Comunicamos;
  • Consumimos;
  • Investimos;
  • Pensamos;
  • Reagimos;
  • Agimos.

Quais os Impactos da Dissonância Cognitiva na Vida Financeira?

A forma como usamos nosso dinheiro é um comportamento padrão que tem como base crenças construídas ao longo da vida. Então, como a dissonância cognitiva pode interferir na vida financeira?

Um dos exemplos mais comuns está na capacidade de alcançar a independência financeira e enriquecer. Como sabemos, é preciso poupar, economizar e investir para alcançar esses objetivos.

Mas, a maioria das pessoas não faz isso. Apesar de saber a importância desses comportamentos, elas agem no impulso e gastam todo seu dinheiro, muitas vezes mais do que recebem.

É por isso que muitas pessoas ficam endividadas. Isso porque o comportamento padrão delas é o de gastar como forma de recompensa instantânea pelo trabalho duro do cotidiano.

Após comprar por impulso, a mente passa a criar justificativas para ela, mesmo que irracionais. Uma dessas justificativas é o famoso "tava em promoção, paguei mais barato que o normal".

O que leva ao hábito de consumir coisas dispensáveis só pela oferta. Com isso, deixando de lado bons comportamentos que garantem, a longo prazo, um futuro financeiramente estável. 

Além disso, as decisões e resultados que investidores tiveram no passado podem influenciar novas escolhas. Em especial, quando algum tipo de perda financeira acontece.

Por exemplo, um investidor com perfil conservador se aventura no mercado de ações e perde dinheiro. Após isso, ele desiste dos investimentos em renda variável por taxá-los como inseguros demais.

Sua decisão é equivocada e prejudicial, pois, a diversificação é essencial. O ideal não seria parar de investir em renda variável e, sim, buscar mais conhecimento e opções financeiras compatíveis.