A incorporadora Cyrela (CYRE3), da família Horn, espera dobrar neste ano o volume de financiamentos imobiliários da sua fintech, a CashMe.

A empresa foi criada para ocupar nichos do mercado de crédito imobiliário que ainda são pouco ou nada explorados pelos bancões tradicionais, e conta com uma rede de corretores parceiros para deslanchar as operações mesmo com a piora da economia nacional.

No quarto trimestre, as originações da subsidiária atingiram R$ 260 milhões, e o saldo em carteira ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão.

No ano passado, a CashMe passou de 85 para 340 funcionários e dobrou de 600 m2 para 1,2 mil m2 o tamanho do escritório, na Vila Olímpia, na capital paulista.

Para a direção, a Cyrela fisgou profissionais vindos de instituições financeiras e empresas tech: Alexandre Rappaport (ex-Livelo) está na presidência, enquanto Ricardo Sonoda (ex-PicPay e Webmotors), Carlos Caselli (ex-Digio e Itaú BBA) e Lilian Goldstein Ferraz (ex-Latam e Livelo), são os diretores das áreas financeira, tecnologia e produtos.

Se o negócio der certo, a CashMe será um ‘bônus’ para as ações da Cyrela em algum momento do futuro.

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A fintech tem potencial para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) ou venda de participação a sócios. Algo que deve entrar nos planos de médio a longo prazo dos Horn, donos de 100% do negócio.

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Home equity

O carro-chefe da CashMe é o empréstimo pessoal com imóvel de garantia (o chamado home equity). Trata-se de um mercado relativamente pequeno, mas crescente.

São cerca de R$ 4 bilhões de empréstimos por ano, ante R$ 200 bilhões do crédito imobiliário tradicional.

Na fintech também há financiamentos para construção da casa própria, capital de giro a condomínios e linha para aquisição de painéis de geração de energia solar. 

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A fonte de recurso para os empréstimos é o caixa gerado pelas operações da Cyrela, combinados com securitização de recebíveis.

As taxas giram em torno de 13,5% + IPCA, um patamar mais salgado que linhas convencionais de crédito imobiliário, mas abaixo de consignado, cheque especial e rotativo do cartão – linhas mais usadas para crédito pessoal.

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Resultado da Cyrela no Terceiro Trimestre de 2021

O resultado da Cyrela (CYRE3) no terceiro trimestre de 2021 (3t21), divulgado no dia 11 de novembro, apresentou um lucro líquido de R$ 266,2 milhões no 3T21, queda -81,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

A receita líquida da Cyrela atingiu R$ 1,3 bilhão no 3T21, apresentando alta de 10,7% na comparação com o 3T20.

O lucro bruto da Cyrela atingiu R$ 446,9 milhões no 3T21, apresentando crescimento de 18,0% na comparação com o 3T20.

A margem líquida da Cyrela atingiu 20,7% no 3T21, apresentando retração de -100,9 pontos percentuais na comparação com o 3T20.

As ações da Cyrela (CYRE3) acumulam alta de 7,25% na bolsa de valores nos últimos 7 dias e queda de 44,31% nos últimos 12 meses.