O que é custo de vida?

Custo de vida nada mais é do que o valor gasto com os diversos bens e serviços que são consumidos para garantir a para a sobrevivência e o bem estar das pessoas.

O custo de vida varia de pessoa para pessoa, podendo ser impactado por fatores como: gênero, renda, número de filhos, localidade, estado de saúde, idade, etc.

Entretanto, para que se possa ter um parâmetro e, com isso, ser possível realizar análises econômicas e sociais, existem índices que buscam mensurar o custo de vida da sociedade.

Os índices de custo de vida, no geral, são indicadores que calculam a soma dos preços médios pagos por bens e serviços de uma cesta média em um determinado lugar.

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Entendendo o custo de vida

O indicador do custo de vida mensura o quão caro é morar em um determinado lugar, mantendo um determinado padrão de vida considerado pela pesquisa.

Esse índice deve ser examinado a partir da ponderação da média salarial do mesmo lugar.

Suponhamos que a cidade de São Paulo tenha um custo de vida elevado, quando comparado, por exemplo, com Belo Horizonte.

Neste caso, pode-se considerar que é preferível morar em São Paulo do que em Belo Horizonte.

Entretanto, para ter certeza sobre esta informação é preciso ter em conta o salário médio de cada lugar.

Isso porque, embora São Paulo seja mais caro para se viver, também oferece melhores oportunidades de remuneração.

Assim, só podemos inferir que é mais vantajoso morar em lugar em relação a outro ao comparar os salários e os custos de vida.

No mais, conhecer o custo de vida e sua variação é fundamental para saber como se planejar financeiramente e garantir a sustentabilidade do padrão de vida no futuro.

Como calcular o custo de vida?

Na prática, o custo de vida é o somatório de todas as despesas que as pessoas incorrem no seu cotidiano.

Primeiramente, temos que ter em mente que os custos de vida são diferentes para cada pessoa, região e situação vivida. 

Sabemos que cada região apresenta necessidades, valores, estilos, e médias de rendas diferentes.

Por exemplo, na região sul do Brasil é comum pessoas tomarem chimarrão e comerem feijão preto, enquanto que no sudeste o chimarrão é pouco consumido, além de haver uma preferência por feijão carioca.

Neste caso, o índice de custo de vida da região sul deverá dar mais peso ao chimarrão e feijão preto do que o índice calculado para a região sudeste.

No geral, quando consideramos o custo de vida em uma cidade, os itens que entram na somatória são mais abrangentes, como a média de valores para:

  • Moradia (aluguéis);
  • Cesta básica de alimentação;
  • Transporte (ônibus, combustível, aplicativos, etc);
  • Saúde (plano de saúde, consultas, exames, etc);
  • Lazer (viagens, parques, museus, teatros, cinemas);
  • Educação (mensalidade escolar, papelaria, uniforme, etc).
  • Vestuário;
  • Despesas pessoais.

Há diversos institutos e sites que calculam e comparam o custo de vida das diversas regiões do país. 

Cada um deles usa seus próprios critérios, buscando sempre avaliar quais itens são básicos para a manutenção da qualidade de vida.

O índice de custo de vida tem uma infinidade de métodos para ser mensurado.

O método habitual é pegar todos os gastos levantados como fundamentais para uma sociedade e ponderar seus valores de acordo com sua importância no consumo para as pessoas daquela localidade.

Um dos índices de custo de vida mais relevantes do Brasil é feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Este instituto faz é calcular o consumo médio de famílias com renda de 1 a 30 salários mínimos em São Paulo, com pesos diferentes para as faixas de 1 a 5, de 1 a 10 e de 1 a 30 salários.