O que é Curto Prazo e como funciona
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Curto Prazo

O que é curto prazo. Significado, conceito e como funciona.

O que é curto prazo?

Curto prazo é um termo que se refere a um dos tipos de período de tempo que existem em economia e finanças.

Em economia e finanças se utiliza muito as expressões “curto prazo” e “longo prazo” para estipular horizontes de tempo com o qual as coisas funcionam.

Curto prazo abrange um período de tempo não tão distante assim. É um tempo futuro em que as coisas não são muito incertas.

Por exemplo, o tamanho do crescimento ou queda do PIB no final do semestre é bem mais claro do que o PIB de 5 anos à frente.

Neste caso, dizemos que o PIB no final do semestre é uma estimação de curto prazo, enquanto que o que vigorará daqui a 5 anos é uma previsão de longo prazo.

O curto e longo prazo são fatores de tempo subjetivos e abstratos. Não existe uma data a ser cravada para ser definida como curto ou longo prazo.

Ou seja, há ocasiões em que um prazo de 2 anos se configura como curto prazo, enquanto que em outras situações este período de tempo poderá ser considerado como de longo prazo.

Para deixar claro a forma correta de uso dos termos “curto prazo” e “longo prazo”, vejamos sua definição tanto nas ciências econômicas quanto no campo das finanças.

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Curto prazo nas ciências econômicas

Nas ciências econômicas o período de tempo é muito importante na resolução dos modelos trabalhados tanto na microeconomia quanto na macroeconomia.

Normalmente os conceitos de curto-prazo e longo-prazo são expostos em termos de fatores fixos e variáveis

Assim, o curto-prazo é a extensão de tempo em que algum fator está fixo, enquanto que no longo-prazo é a extensão de tempo em que todos os fatores são variáveis

Na economia, o curto prazo é o período de tempo em que o sistema não consegue modificar todos os fatores para se ajustarem aos eventos.

Um exemplo muito utilizado é o de uma função de produção de uma indústria qualquer.

Aqui temos que uma firma tem sua função de produção determinada pelos fatores trabalho (N) e capital (K). 

De modo que, y = f(N,K), ou seja, a produção é função das quantidades de trabalho e capital.

Dessa forma, quando se quer aumentar a quantidade de produto, o empresário deverá elevar a quantidade de trabalhadores ou de capital empregado.

Só que não é possível alterar todos os fatores no curto prazo. 

Não dá, por exemplo, para expandir uma fábrica de uma hora pra outra. Por outro lado, se a empresa quiser, ela pode aumentar a quantidade de trabalhadores contratados do dia para a noite.

Neste caso, o curto prazo é o período de tempo em que o capital (K) é fixo

Se a empresa levar 2 anos para modificar sua estrutura de capital, então temos que, para essa análise, o curto prazo definido como o período de 2 anos.

Se ela conseguir fazer isso em 5 meses, então o longo prazo será o período que ultrapassar esse tempo.

Ou seja, o longo prazo, em teoria econômica, é o tempo que leva para alterar todo o contexto do sistema que se está analisando. 

Curto prazo em finanças

Em finanças, o período de tempo que se configura como curto ou longo prazo é menos abstrato do que na teoria econômica.

Considerando que aqui existe o costume de adotar uma visão mais prática, é possível chegar a um acordo sobre certos padrões quanto à classificação do tempo. 

No mercado financeiro, se convencionou chamar de investimentos de curto prazo as aplicações cujo período de maturação, ou seja, entre a aplicação e o resgate, não ultrapasse 1 ano. 

Além disso, há ainda situações em que se utiliza o termo “curtíssimo prazo” para classificar operações que ocorrem em um limite de tempo muito pequeno.

Isso porque o período de tempo entre 1 ano e 1 dia nos dá uma diferença muito grande.

No mercado financeiro há aplicações para todos os períodos, desde minutos, como as operações de day trade, e até de décadas, como os títulos públicos de longo prazo. 

Para diferenciar, então se chama de operações de curtíssimo prazo aquelas que duram, no máximo, 6 meses.

Neste caso, abrange-se tanto operações de day trade, swing trade e alguns títulos de renda fixa de curtíssima duração.

O day trade são aquelas operações de compra e venda de ações que ocorrem no prazo de, no máximo, um dia.

Já o swing trade são operações que duram mais tempo. Elas podem durar poucos dias, semanas ou até anos. Vai depender da estratégia do investidor.

Assim, o swing trade pode ser uma operação tanto de curtíssimo prazo, quanto de curto ou longo prazo.

Para resumir, no ramo das finanças, podemos dividir as janelas temporais da seguinte forma:

  • Curtíssimo prazo: até 6 meses.
  • Curto prazo: de 6 meses até 1 ano.
  • Longo prazo: acima de 1 ano.

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