Cristina Junqueira, de 37 anos, é a mais nova bilionária brasileira após IPO bem sucedido do Nubank (NUBR33).

O banco digital brasileiro abriu o capital no início de dezembro de 2021 na Bolsa de Valores de Nova York. 

Após a estreia, as ações subiram 15%, avaliando a empresa em cerca de US$ 41,5 bilhões, tornando-se o banco mais valioso da América Latina, posto que antes pertencia ao Itaú Unibanco (ITUB4).

Com uma participação de 2,9% no Nubank, Cristina Junqueira agora vale US$ 1,3 bilhão. 

O CEO David Vélez, de 40 anos, possui 23% da empresa e fortuna estimada em US$ 10,2 bilhões.

O novo status de bilionária da cofundadora do Nubank é um marco para o Brasil. Agora ela é a segunda mulher brasileira que construiu sua própria fortuna a integrar a lista de bilionários da Forbes.

Antes dela, somente Luiza Trajano do Magazine Luiza (MGLU3) tinha conseguido tal feito.

Conheça mais da trajetória de Cristina Junqueira, a nova bilionária brasileira.

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Quem é Cristina Junqueira

Cristina Junqueira é cofundadora e CEO do Nubank (NUBR33), banco digital com valor de mercado de US$41,5 bilhões. 

Reconhecida na edição 2020 das Mulheres Mais Poderosas do Brasil segundo a revista Forbes, ela foi a única brasileira presente na lista Fortune 40 under 40 em 2020.

Vida e carreira

Cristina Junqueira nasceu em 1984 na cidade de Ribeirão Preto, no interior do estado de São Paulo, mas mudou-se ainda muito jovem com os pais para o Rio de Janeiro. 

Após concluir o colegial, voltou para o estado de São Paulo para cursar engenharia de produção na USP – Universidade de São Paulo, na capital paulista.

Enquanto estava na faculdade trabalhou como analista de sistemas no Itaú Unibanco.

Em 2004, concluiu a graduação e, no mesmo ano, ingressou no mestrado também em engenharia de produção, na mesma instituição de ensino.

Em 2006, tornou-se consultora interna na Booz Allen Hamilton, empresa norte-americana de consultoria e gestão, e no Boston Consulting Group.

Em 2007, mudou-se para os Estados Unidos, para cursar MBA em finanças e marketing na Northwestern University.

Quando retornou ao Brasil, em 2008, assumiu o posto de superintendente de negócios no Itaú Unibanco, na área de seguros para pequenas e médias empresas.

No ano seguinte se tornou chefe de produtos da LuizaCred, departamento de cartões de crédito da Magazine Luiza, onde permaneceu por quase três anos.

Em 2012, Cristina Junqueira retornou ao Itaú Unibanco para atuar na área de cartões de crédito.

Ela disse em entrevistas que neste período, propôs ideias inovadoras para o segmento, mas não obteve apoio interno.

Cansada de vender cartão de crédito para quem não queria e cobrando altas taxas pelo serviço ruim, ela deixou o Itaú Unibanco em 2013 para fundar o Nubank.

Junqueira se divide entre a carreira profissional e a maternidade. 

A empreendedora foi a primeira brasileira a posar grávida para a capa de uma revista de negócios.

No IPO do Nubank na Bolsa de Valores de Nova York, grávida de oito meses de sua terceira filha, ela foi acompanhada de suas outras duas, Alice e Bella.

Fundação do Nubank

Em 2013 a brasileira Cristina Junqueira, se juntou ao investidor de risco colombiano David Vélez e ao engenheiro de software norte-americano Edward Wible para fundar o Nubank. 

O objetivo do trio era devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira, eliminando a burocracia e tarifas abusivas dos bancos tradicionais. 

Na época, 80% do mercado brasileiro era controlado por cinco bancos: Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander (SANB11), Banco do Brasil (BBAS3) e Caixa Econômica Federal.

O primeiro produto, lançado em 2014, foi um cartão de crédito sem anuidade ou tarifas, na época uma raridade no Brasil e totalmente controlado por aplicativo.

A partir de 2018, a empresa começou a disponibilizar a conta digital para clientes.

Desde então, o Nubank expandiu para oferecer empréstimos pessoais, serviços de investimentos e seguro de vida.

O banco digital surgiu como uma fintech e recebeu oito rodadas de investimento e mais duas extensões, tendo entre seus investidores a Berkshire Hathaway (BERK34), do bilionário Warren Buffett.

Em dezembro de 2021, oito anos após sua fundação, o banco se tornou o mais valioso da América Latina, com valor de mercado de US$ 41,5 bilhões, cerca de R$ 231,3 bilhões, após realizar seu IPO (oferta pública de ações) na Bolsa dos Estados Unidos.

O Nubank tem hoje 48 milhões de clientes  no Brasil, México, Colômbia e Argentina. 

Com o IPO, a cofundadora e CEO do Nubank no Brasil entrou para o seleto grupo de mulheres bilionárias que não são herdeiras.

Com uma participação de cerca de 2,6% do banco digital, ela diz que está de olho no longo prazo e manterá todas as suas ações do Nubank. 

“Não estamos vendendo. Nenhum dos investidores iniciais está vendendo, ninguém da equipe de gestão, nenhum dos fundadores.”