O que é Conflito de Interesses e como funciona

Conflito de Interesses

Conflito de Interesses. Significado, conceito, para que serve e como funciona.

O que é Conflito de Interesses?

Na prática, o conflito de interesses ocorre quando um profissional coloca seus interesses pessoais à frente das necessidades de seu cliente, no momento em que vai lhe vender determinado produto ou serviço.

Neste caso, o prestador de serviço usa de seus meios para convencer o cliente, contudo, o profissional deveria oferecer um atendimento imparcial.

Podemos destacar o conflito de interesses como uma quebra de confiança que se dá porque o investidor não possui informações relevantes que lhe façam confiar em quem está distribuindo o produto.

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A remuneração do gerente ou assessor dos bancos ou de corretoras pode ser feita através da taxa de rebate, que diz respeito à remuneração pelo produto vendido ao cliente.

Dito isto, podemos dizer que o simples interesse em concluir uma venda pode causar a não transparência na relação, pois o profissional que cuida do investimento do cliente recebe comissão pelas suas vendas.

Além do conflito de interesses, o ocorrido pode causar quebra de confiança.

A quebra de confiança ocorre porque o cliente não saberá se seus investimos estão buscando o melhor para si, ou apenas está alocado onde acarreta maior comissão para a instituição.

Em países com mercados mais desenvolvidos já se proíbe que um profissional de investimentos atue no modelo de recebimento de comissões embutidas no produto, o modelo commission-based.

Quais os Conflitos Mais Comuns?

Citaremos na sequência três exemplos de conflitos de interesses muito comuns que acontecem no mundo dos investimentos.

O primeiro exemplo diz respeito ao profissional que recomenda produtos geridos pela própria empresa. Exemplos como esse estão presentes em diversas áreas, inclusive nos investimentos.

Um exemplo prático é quando o gerente do banco oferece produtos que não são mais adequados ao perfil dos clientes, com rentabilidade pouco atraente e altos custos.

As aplicações de renda fixa de grandes bancos detêm rendimentos inferiores, na maioria dos casos, aos títulos oferecidos por instituições de pequeno e médio porte.

Exemplos dessas aplicações de renda fixa são: LCI (Letra de Crédito Imobiliário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e CDB (Certificados de Depósito Bancário).

Isso não está intimamente ligado apenas aos grandes bancos, portanto, também ocorre com corretoras de valores que oferecem seus próprios produtos aos investidores.

O segundo exemplo de conflito de interesses está relacionado ao fato das corretoras poderem receber comissões por produtos de terceiros.

Nesse caso, o produto indicado pelas corretoras são fundos de outras instituições de investimentos que renderão comissão para o profissional da corretora.

Esse tipo de conflito também pode afetar o investidor em ações, que pode perder dinheiro com aplicações na Bolsa de Valores.

Portanto, o conflito não se resume apenas aos fundos de investimentos e títulos de renda fixa.

Por fim, o último exemplo a ser citado refere-se aos profissionais que recebem remunerações a metas atreladas às vendas.

Neste caso os profissionais da área que trabalham em bancos ou corretoras, para obter suas metas, indicam produtos que serão mais positivos para suas comissões.

Os títulos de capitalização, por exemplo, são muito indicados pelos gerentes, porém rendem muito pouco.

Portanto, devemos dizer que as aplicações oferecidas nem sempre são os investimentos mais adequados aos objetivos dos clientes, porém podem render comissões maiores aos profissionais.

Portanto, podemos deduzir que quando há conflito de interesses a conta recai sobre o investidor, que acaba aderindo a aplicações com baixa qualidade ou maiores taxas.

O que fazer para minimizar o conflito?

Primeiramente, cabe ao investidor procurar profissionais que não recebam comissões ou taxas a parte, ou seja, profissionais com modelo de remuneração isento.

É importante ressaltar que as consultorias de investimentos são proibidas de receber comissões por produtos recomendados. Essa proibição vem da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

De acordo com a Instrução 43 da CVM, o objetivo do consultor é orientar o investidor para a montagem de carteira que mais se alinham com suas necessidades e objetivos.

Além disso, com o pagamento de taxas anual baseadas nos valores aplicados acarrete em produtos mais alinhados com o perfil de risco e objetivos dos clientes.

Portanto, é importante que o investidor encontrem um profissional que não esteja preocupado em bater suas metas no fim do mês e, sim, com os interesses o objetivos do cliente.

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