Como Você Lida com o Dinheiro?
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Como Você Lida com o Dinheiro?

De acordo com o autor do livro “A psicologia do dinheiro” as finanças pessoais são muito mais pessoais do que financeiras.

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Atualizado em 23/12/2020

A forma como você lida com o dinheiro é a mais adequada? De acordo com Morgan Housel, autor do livro “The Psychology of Money” o conceito de certo ou errado é muito relativo em finanças pessoais.

Quando se trata de administrar dinheiro, quase todo mundo tem dúvidas se está fazendo certo.

“As pessoas fazem coisas malucas com seu dinheiro”, diz Housel, mas ninguém está louco.

Isso vale tanto para as pessoas que economizam cada centavo tanto quanto para aquelas que gastam como se não houvesse amanhã.

“Há coisas que faço com meu dinheiro e coisas que você faz com seu dinheiro que fazem todo o sentido para nós e que podem parecer loucura para outra pessoa”.

Dinheiro, investimentos, finanças pessoais e decisões de negócios normalmente são ensinadas baseadas na matemática, onde os dados e fórmulas nos dizem exatamente o que fazer. 

Porém, há outro campo até mais importante, a mentalidade financeira.

A forma como você lida com o dinheiro é muito pessoal e tem origem nas suas crenças e experiências.

Assim, duas pessoas igualmente inteligentes podem discordar sobre como gerenciar seus ativos e qual é o melhor plano financeiro.

Mas, independentemente de nossas origens, todos nós temos pontos cegos. Evitá-los pode ajudar a prevenir arrependimentos futuros.

Veja como as suas vivências influenciam no modo como você lida com o dinheiro.

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A psicologia das finanças

Lidar bem com dinheiro não depende necessariamente do que você sabe, mas sim, de como você se comporta.

É o que acredita o especialista em finanças, ex-colunista do The Wall Street Journal e do Motley Fool e sócio do The Collaborative Fund, Morgan Housel.

No seu livro “The Psychology of Money“, em tradução livre “A psicologia do dinheiro”, o autor analisa as formas estranhas como as pessoas pensam sobre dinheiro e como podemos administrar melhor nossas finanças.

Para Housel, as finanças pessoais estão relacionadas diretamente com a psicologia e o autoconhecimento.

Lidar bem com dinheiro não depende necessariamente do que você sabe. É sobre como se comporta. E o comportamento é difícil de ensinar, mesmo para pessoas realmente inteligentes.

As decisões aparentemente malucas que as pessoas tomam em torno do dinheiro realmente fazem algum sentido para elas.

Por isso, é preciso que você jogue o seu jogo financeiro e não o de outra pessoa.

Para melhorar a relação com o dinheiro é necessário que as pessoas entendam seu próprio temperamento, falhas, objetivos e habilidades.

Porém, o autoconhecimento é a parte mais difícil. 

A própria maneira como cada um de nós vê o dinheiro muda dramaticamente durante a vida, assim como os objetivos financeiros.

Portanto, o comportamento financeiro que ele defende é o do bom senso.

Administre seu dinheiro de uma maneira que permita que você durma à noite, diz ele. 

Use o dinheiro para obter controle sobre seu tempo para que possa, no final das contas, fazer o que quiser. 

Por mais óbvio que isso seja, raramente é colocado em prática, simplesmente porque somos todos humanos e fazemos “coisas loucas” de vez em quando.

Em entrevista à CNBC, Morgan Housel explora alguns pontos que considera fundamentais na maneira com que lidamos com o dinheiro.

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Ninguém está louco

Logo no primeiro capítulo do livro “The Psychology of Money”, Housel afirma que nosso comportamento financeiro, não importa o quão estranho ou autodestrutivo seja, não é “louco”.

É apenas o resultado de nossas experiências e crenças financeiras.

Porém, o fato de cada um de nós seguir sua orientação interior moldada pela experiência pessoal não quer dizer que sejam decisões inteligentes.

As pessoas tomam decisões financeiras das quais se arrependem, e muitas vezes o fazem com informações escassas e sem lógica”, diz Housel.

 “Mas as decisões fizeram sentido para eles quando foram tomadas.”

O desejo de impressionar os outros é um dos que mais leva a essas decisões erradas.

O melhor a se fazer é aceitar que você tem falhas, dessa forma terá a chance de fazer a coisa certa. 

“Não tente ser friamente racional ao tomar decisões financeiras”, diz ele. 

Procure ser razoável. Razoável é mais realista e você tem uma chance melhor de perseverar nele no longo prazo.

Você mudará e seus objetivos também

Conforme vamos acumulando experiências, mudamos o modo como vemos o mundo e, consequentemente, nossos objetivos também mudam.

Quando estiver na casa dos 20, 30, 60 anos, você vai querer coisas diferentes.

Um acontecimento na vida, como ter filhos, também pode mudar sua relação com o dinheiro. 

Essa realidade pode dificultar o planejamento financeiro de longo prazo.

Na maioria das vezes, não é que seu plano financeiro falhou, por si só. É porque você é uma pessoa diferente do que era há 10 anos.

Para garantir que seus hábitos financeiros mudem conforme você muda, é importante reavaliar periodicamente seus níveis de poupança e gastos.

Outra forma de evitar arrependimentos mais tarde, é evitar os extremos, como poupar de menos, o que poderia forçar você a tomar medidas drásticas mais tarde para tentar recuperar o atraso, disse Housel.

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Gastar dinheiro é a maneira mais rápida de ter menos

Durante um período de aproximadamente 20 anos após a Segunda Guerra Mundial, a distribuição entre ricos e pobres era mais igualitária do que é hoje.

Consequentemente, pessoas ricas e pobres viviam estilos de vida semelhantes. 

Aqueles que eram mais ricos ainda dirigiam carros mais caros. Porém, todos tinham acesso às mesmas TVs e assistiam aos mesmos programas.

Para Housel, isso levantou uma ideia de que as pessoas vivem aproximadamente o mesmo estilo de vida.

Por volta da década de 1980 tudo começou a mudar.

A desigualdade de riqueza começou a crescer, mas a expectativa de que as pessoas deveriam ter os mesmos estilos de vida permaneceu basicamente a mesma.

Isso levou as pessoas a se endividarem para pagar as coisas que achavam que deveriam ter, como casas maiores, carros melhores e escolas particulares para seus filhos.

Cada vez mais as expectativas de estilo de vida continuam a subir, alimentadas em parte pelas redes sociais como o Instagram.

Com a sensação de que está “ficando para trás”, muitos são levados a gastar cada vez mais para parecer rico.

Ao agir dessa forma está deixando de lado a construção de uma riqueza verdadeira.

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Dinheiro pode comprar a liberdade

O maior benefício que o dinheiro paga é a capacidade de te dar independência financeira.

Por isso, as pessoas realmente deveriam reservar fundos tanto para eventos inesperados (reserva de emergência) quanto para uma aposentadoria tranquila.

Para Housel, uma boa forma de avaliar se você está administrando seu dinheiro da maneira certa é se pode ou não dormir à noite.

Mantendo a forma “razoável” de lidar com o dinheiro, Housel reconhece que a riqueza é criada por não gastar hoje para que tenha mais opções no futuro.

Ou seja, tente adiar a gratificação e manter um horizonte de longo prazo.

“O tempo é a força mais poderosa no investimento”, diz ele. “Faz as pequenas coisas crescerem e os grandes erros desaparecerem.”

Investimentos

Para Housel, o próprio comportamento é o erro que mais prejudica os investidores.

Eles compram e vendem nos piores momentos, possuem ações demais ou de menos, ignoram as taxas, não sabem quais são seus objetivos, não economizam o suficiente e mudam suas alocações com base em palpites emocionais.

Para investir melhor é preciso uma combinação de personalidade, experiência e orientação

Não importa o quão bom você seja, ainda há um bilhão de coisas para aprender e melhorar, diz ele.

Assim como na vida, Housel também acredita que as pessoas amadurecem nos investimentos.

Na casa dos 20 anos, eles são day traders e pensam que podem ganhar dinheiro rápido.

Após anos de decepção, encontram uma abordagem mais simples.

Quando você de repente acordou para a realidade de que o mundo é muito mais frágil do que se pensava, você começa a ter menos apetite por correr riscos no futuro do que antes.

Housel diz que conhece muitos investidores que tornam-se mais humildes e tendem a uma abordagem de investimento simplificada à medida que ganham mais experiência. 

Seu conselho para as pessoas que querem começar a investir é se manter o mais simples possível.

Assim, pode evitar muitos erros de investidores iniciantes.

Tenha em mente que investir é um jogo de longo prazo, ou seja, anos e décadas, não meses.

Dicas sobre Liberdade Financeira


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