Há alguns anos, um grande investidor da bolsa de valores, cujo nome preciso preservar, me disse:

"Voglino, o segredo para o sucesso em investimentos é sobreviver aos primeiros 30 anos".

Creio que esta frase não seja autoral, mas independente disso, ela é absolutamente verdadeira.

Ao longo do tempo, um investidor aprende com seus erros, observa ciclos, padrões e sobrevive às crises econômicas, de maneira que somente após essa vivência ele pode dizer que já sentiu as dores e prazeres do mercado na própria pele.

Fazendo as minhas contas, percebo que, ao menos do ponto de vista pessoal, ainda faltariam 15 anos para eu me tornar um “investidor de verdade”.

Por outro lado, muitas coisas foram aprendidas nestes primeiros 15 anos. 

Se tem uma coisa que carrego comigo e lembro no dia-a-dia é que excelentes negócios costumam não só́ sobreviver, mas também chegam a prosperar durante crises.

Isso nos tranquiliza quando nos deparamos com cenários turbulentos, o que nos ajuda a sermos cada vez mais racionais a cada crise que passa.

Também aprendi que não há nada mais humilde do que se debruçar sobre o ombro de gigantes, como os grandes investidores de sucesso.

Isso me ajudou a adaptar a minha própria metodologia baseada nos conceitos das maiores referências do mundo, como:

É essa a metodologia que venho utilizando para montar a carteira do Canal Joias da Bolsa

Como buscamos boas empresas descontadas em relação ao seu preço intrínseco para compor a carteira do Joias, precisamos enxergar o que a maioria dos investidores não consegue.

Afinal, se todos os investidores tivessem a capacidade de enxergar as mesmas oportunidades, o mercado financeiro seria eficiente, os ativos estariam precificados a perfeição e, logo, não haveria desconto no preço.

A forma que conduzimos a análise fundamentalista de uma empresa possui diferenciais. 

Costumo dizer que 50% da análise diz respeito a precificação, um quarto diz respeito ao entendimento do negócio e o outro quarto diz respeitos aos números desse negócio em questão.

Como você viu, o preço importa (e muito).

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Existem negócios muito bons e que admiramos, mas que não se enquadram na premissa do preço descontado e que, por isso, ficam de fora do nosso radar.

E por que “apenas” 25% da análise é dedicada aos números?

Bom, primeiro porque o preço é a variável mais importante e, segundo, porque as pessoas importam.

São pessoas que tocam um negócio e elas podem ser boas ou ruins, alinhadas ou não com os interesses da empresa e do acionista.

São essas pessoas que geram os números, que são a última peça no nosso processo de análise.

Muitas vezes analisar somente os números pode criar uma visão distorcida da realidade da empresa, uma vez que esses números refletem apenas o que já passou, mas nem sempre o que está por vir. 

E claro, quanto piores os números atuais, menos exigentes devemos ser com eles e mais devemos olhar para o preço do ativo e para as pessoas, afinal os números que importam estão no futuro.

O contrário também é verdadeiro.

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Para empresas muito boas, temos que olhar os números mais no detalhe, afinal precisamos ter convicção de que a empresa será capaz de manter o mesmo nível de crescimento nos períodos seguintes.

Nível de exigência de atenção a empresas

Entender esse contexto é fundamental para encontrarmos assimetrias favoráveis na bolsa.  

É negligenciando esse contexto que se deixam passar grandes oportunidades.

Hoje estamos vendo muitas empresas negociando a preços descontados e que estão passando por problemas temporários e solucionáveis

Isso faz com que muitas vezes a gente inclua empresas menos óbvias na carteira do Joias da Bolsa.

Investir em empresas maravilhosas é muito bom e é o certo a se fazer muitas vezes, mas nem sempre é o que dá mais retorno.

E aí questiono: você quer estar certo ou ganhar dinheiro?

Aqui no Joias aceitamos errar e nos expormos a altos retornos.

Retorno Acumulado da carteira Joias da Bolsa vs Ibovespa

Isso explica o nosso retorno ter atingido o dobro do Ibovespa desde o início da carteira de ações.