O cenário atual da macroeconomia no Brasil não é dos mais promissores.

O Boletim Focus vem corrigindo suas previsões semana após semana com expectativas de inflação maior, taxa de juros mais elevados e PIB menor para 2022.

Essa situação afasta investidores da bolsa de valores e aumenta a quantidade de recursos direcionados para a renda fixa e para o exterior.

No entanto, acredito que não é momento de vender seus ativos de renda variável. É momento para ser cauteloso.

Apesar do noticiário negativo, existem ações na bolsa que tem um perfil defensivo e podem ser suas grandes aliadas em momentos de crise.

Existem momentos na bolsa que exigem mais cautela para atravessar cenários adversos.

Se manter no jogo é fundamental para um investidor de longo prazo.

Empresas do setor financeiro e boas pagadoras de dividendos oferecem ao investidor um fluxo de caixa anual que compensa, em parte, a rentabilidade negativa dos investidores em renda variável durante os últimos meses.

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Na seguinte tabela podemos observar o dividendo que os bancões estão oferecendo aos seus acionistas atualmente.

TickerNomeP/LDYPayout
BBAS3Banco do Brasil5,306,9%36,4%
BBDC3Bradesco7,125,9%42,2%
ITUB4Itaú 7,653,9%29,7%
SANB11Santander8,108,2%66,4%

O cenário de alta dos juros beneficia os resultados dos bancos, que podem ser vistos como um porto seguro para o investidor em períodos turbulentos do mercado.

Com a expectativa da Taxa Selic aumentando, o crédito ao consumidor volta à cena. E os bancos tradicionais sabem jogar muito bem esse jogo.

Devemos lembrar que o cenário atual é adverso e dificilmente veremos os preços das ações dos bancões dobrarem no curto prazo.

Ao mesmo tempo, eles devem cair menos do que o resto do mercado se o cenário azedar ainda mais. Isso se deve à resiliência dos resultados e seus múltiplos baixos.

Uma das empresas que se destacou no último trimestre foi o Santander. O lucro do banco veio acima das expectativas do mercado.

Além disso, o banco está se adaptando de forma acelerada ao ambiente digital.

No Santander, 33% dos novos clientes são oriundos dos canais digitais e o engajamento com os clientes continua aumentando.

Com a alta da inflação existe uma tendência de elevação da taxa Selic por parte do Banco Central através do COPOM.

O perfil de crédito do banco é um pouco mais arriscado do que o de outros bancões. Desse modo, no cenário de elevação da taxa de juros, o Santander tende a sair beneficiado.

Assim, o Santander consegue ser mais lucrativo com a atividade crescente de tomada de crédito repassando taxas mais altas aos clientes e com o spread consequentemente aumentando.

Também deve ser ponderado o risco maior no perfil de crédito, pois pode significar maiores níveis de inadimplência por parte dos consumidores de crédito no futuro.

Cabe destacar que apesar do perfil de crédito do banco, o índice de inadimplência se manteve em níveis historicamente baixos.

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No gráfico podemos observar como o banco tem um excelente histórico de distribuição de dividendos. A projeção indica que bons dividendos serão distribuídos também durante 2022.

Gráfico de distribuição de dividendos do Santander
Gráfico de distribuição de dividendos do Santander. Fonte: GuiaInvest Pro

Outro aspecto que pode beneficiar a operação dos bancos tradicionais no futuro é um ambiente regulatório mais exigente para as fintechs.

Segundo declaração da Febraban, isso pode acontecer no futuro próximo.

No cenário atual, uma carteira de dividendos e com perfil defensivo faz todo sentido.

Para construir essa carteira, não podemos deixar de olhar para os dividendos dos grandes bancos.

Empresas sólidas, geradoras de caixa, com bom histórico de distribuição de dividendos e negociadas a múltiplos baixos.

Assim está composta a carteira do Canal Seleção de Dividendos.

Estamos confiantes com os cases e vemos ela como um bom portfólio de travessia.

Esse tipo de ações podem ser ótimas escolhas para equilibrar a sua carteira, oferecer proteção e gerar renda passiva através dos dividendos.