Como está sua Relação com o Dinheiro? A Psicologia Financeira Explica
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Como está sua Relação com o Dinheiro? A Psicologia Financeira Explica

Para melhorar sua vida financeira e tomar melhores decisões de investimento, primeiro você precisa compreender suas crenças com o dinheiro.

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Atualizado em 01/09/2021

Seus problemas financeiros podem ter origem em barreiras psicológicas. Para melhorar a relação com o dinheiro, utilizar o conhecimento da psicologia financeira faz todo sentido.

O princípio básico das finanças pessoais é simples: gaste menos do que ganha e invista para o futuro, mas, na prática, não é assim tão fácil.

A educação financeira nos diz conscientemente o que devemos fazer. Por exemplo, todo mundo sabe que não deve acumular um monte de dívidas, que precisa economizar e investir. 

Então, por que muitas pessoas não conseguem seguir um plano financeiro?

Quando se trata de dinheiro, ninguém é totalmente racional. Muitas vezes cometemos erros significativos sem nos darmos conta. 

Para endireitar a vida financeira, precisamos primeiro entender nossa relação com o dinheiro. É aqui que entra a psicologia financeira.

Esse campo estuda os aspectos cognitivos, comportamentais e afetivos ligados ao comportamento financeiro e sugere estratégias para tomar melhores decisões relacionadas com o dinheiro.

Se você está passando por dificuldades financeiras e precisa mudar sua relação com as finanças ou quer aprender como tomar melhores decisões mais assertivas, este post é para você. 

Continue a leitura e saiba o papel que a psicologia financeira tem nas suas finanças e como eliminar crenças limitantes e mudar seu padrão de pensamento para atrair mais prosperidade.

O que é psicologia financeira?

A psicologia financeira estuda o comportamento humano relacionado ao dinheiro, analisando as emoções, barreiras psicológicas individuais e a influência do ambiente que afetam as decisões financeiras.

Ao tornar consciente os aspectos que envolvem a relação com as finanças, nos orienta a tomar melhores decisões e tornar a relação com o dinheiro mais saudável.

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Fatores que afetam a relação com o dinheiro

Nossa relação com as finanças pessoais é algo complexo, repleto de crenças, desafios, oportunidades e sentimentos que afetam a vida financeira atual e futura.

A psicologia financeira observa o que está por trás de nossas relações pessoais com o dinheiro: 

  • Pontos de conflito financeiro;
  • Crenças de dinheiro;
  • Comportamentos e resultados financeiros. 

Compreender a ligação desses três componentes da psicologia financeira pode ajudá-lo a transformar sua relação com o dinheiro.

1. Pontos de conflito financeiro

Os “flashpoints financeiros” ou pontos de conflito financeiros são eventos e experiências altamente emocionais em torno de dinheiro que deixam uma marca duradoura na vida financeira. 

Pense em um ponto crítico financeiro como a versão financeira do trauma. Por causa do alto nível de emoção associado a elas, nosso cérebro automaticamente busca “aliviar” essa dor.

É basicamente um mecanismo de defesa. Se fomos feridos por aquilo, faremos tudo o que for preciso, racionalmente ou não para evitar passar novamente por essa dor.

Os pontos de conflito podem ter sido vivenciados diretamente ou não

Cada família tem sua psicologia particular do dinheiro e histórias que fazem de sua identidade cujo impacto é sentido por gerações.

Talvez o avô tenha perdido a fortuna da família, gerando um conservadorismo excessivo nas gerações posteriores. 

Você pode ter experimentado pressões sutis para corrigir os erros cometidos ou sofridos pelas gerações anteriores ou sentir uma pressão interna para se opor à mentalidade de dinheiro da família. 

Às vezes os flashpoints financeiros vêm de grandes eventos, como falência, execução hipotecária, divórcio, brigas por dinheiro, falta de moradia ou pobreza.

No entanto, eles não precisam ser grandes para causarem impacto.

Situações em que ficou envergonhado na escola por usar a marca errada de roupa ou de não ter dinheiro para comprar algo em que os colegas tinham, também são eventos de queixam marcas emocionais.

Tecnicamente, esses pontos de conflito financeiro nem precisam ser eventos negativos. Eles podem ser eventos positivos que reforçam o comportamento.

Para ajudá-lo a identificar seus pontos críticos financeiros, reflita sobre as seguintes questões:

  • Como foi crescer em torno do dinheiro ou da falta dele?
  • Qual foi a sua classe socioeconômica? Como se sentiu com relação a isso?
  • Qual é a sua primeira lembrança sobre dinheiro?
  • Qual é a sua memória de dinheiro mais alegre?
  • Qual é a sua memória de dinheiro mais dolorosa?

2. Crenças de dinheiro

Nossos pontos de conflito financeiros conduzem as nossas crenças de dinheiro, também chamadas de scripts de dinheiro.

Essas crenças nada mais são que mensagens de dinheiro que internalizamos e que direcionam nossos comportamentos automaticamente.

As crenças sobre dinheiro são transmitidas para nós por nossos pais, nossos avós e nossa cultura principalmente na infância, enquanto tentamos descobrir como o mundo funciona. 

O dinheiro afeta todas as áreas de nossas vidas, por isso é impossível evitá-lo. Por exemplo, se a única vez em que ouvimos nossos pais falarem sobre dinheiro foi quando eles estavam brigando, escrevemos um tipo específico de crença sobre dinheiro.

Para identificar suas crenças limitantes sobre dinheiro, reflita sobre as seguintes questões:

  • Quais são as 3 coisas que sua mãe lhe ensinou sobre dinheiro?
  • Quais são as 3 coisas que seu pai lhe ensinou sobre dinheiro?
  • O que você aprendeu sobre dinheiro com sua cultura?
  • Que crenças sobre dinheiro você aprendeu com seu grupo socioeconômico?
  • Como essas crenças o ajudaram? Como eles te machucaram?
  • Qual é a maneira mais útil de pensar sobre dinheiro?

3. Comportamentos e resultados financeiros

Seus pontos de conflito financeiros levam à formação de suas crenças de dinheiro, estas, por sua vez, predizem seus comportamentos financeiros e seus resultados financeiros estão atrelados inconscientemente com tudo isso.

Seja dívidas, gastos excessivos, renda, patrimônio líquido, capacitação financeira de outros e muitos outros comportamentos financeiros. 

Se você acredita que pessoas ricas são más, por exemplo, pode ser muito difícil para você economizar dinheiro, pois inconscientemente, não quer se tornar “uma daquelas pessoas”.

Se você acredita que só terá sucesso se tiver uma casa grande e um carro importado, será difícil manter seus custos abaixo do que ganha.

Todos seus comportamentos financeiros mais loucos e autodestrutivos começam a fazer sentido quando você entende os flashpoints financeiros e os scripts de dinheiro que os conduzem.

Depois de entender a conexão entre suas crenças e seus comportamentos, é possível aumentar sua consciência e substituir antigas crenças limitantes por novas crenças benéficas.

Isso leva algum tempo, mas vale a pena. Pense:

  • Que crença você mantém que o está impedindo? 
  • De onde você acha que veio isso? 
  • Quais são as situações em que isso é verdade?

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Como tomar melhores decisões financeiras

Seus problemas financeiros muitas vezes não são o resultado de falta de educação financeira, preguiça ou falta de controle. Existem mecanismos inconscientes que estão presentes na relação com o dinheiro.

Compreender sua psicologia financeira o ajudará a entender seu relacionamento com o dinheiro. 

Quando você identifica seus pontos de crise financeiros e suas crenças sobre dinheiro, seus resultados financeiros farão todo o sentido. 

A chave para melhorar é a autoconsciência. Desafie a mudar os roteiros de dinheiro e identificar os erros mais comuns que comete nas suas finanças.

Ao ampliar a consciência sobre o que faz com o dinheiro e o que ele faz com você, poderá superar obstáculos financeiros e finalmente trilhar o rumo certo.

Depois de fazer esse exercício de autoconhecimento, chegou a hora de partir para a ação. Seja elaborar seu planejamento financeiro, formar sua reserva de emergência, gastar com mais consciência ou começar a investir.

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