Hoje  vamos falar da controversa Cogna (COGN3).

Já adianto que estou confiante com o case e que a reestruturação da companhia ocorre a céu aberto.

A Cogna Educação é uma das principais organizações educacionais do mundo, presente no mercado há mais de 70 anos.

A companhia está presente em todos os estados do país, nos mais variados segmentos da educação.

A holding Cogna Educação divide as suas operações por meio das seguintes empresas:

Kroton: Ensino superior graduação (Unidades próprias e polos parceiros de Ensino superior);

Platos: Plataforma de serviços educacionais para o ensino superior;

Saber: Escolas próprias de educação básica e contratos de gestão de escolas;

Vasta Educação: Plataforma integrada de soluções educacionais para escolas de educação básica.

Também conta com a divisão de outros negócios: PNLD, SETS, LFG (cursos livres e preparatórios) e demais serviços.

Atualmente, a Cogna Educação conta com 844 mil alunos de graduação presencial e digital na vertical Kroton e 44 mil alunos de pós-graduação na vertical Platos, atendidos por meio de 176 unidades próprias de ensino superior e 1,5 mil polos credenciados de ensino digital.

Desde que começou a reestruturar sua operação, vem apresentando melhoras nos resultados a cada novo trimestre, como no 3t21.

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A receita líquida foi de R$ 1,2 bilhão, o que representa uma redução de 7%, refletindo ainda as pressões de receita no ensino superior presencial e na Vasta.

Em contrapartida, o EBITDA recorrente foi de R$ 235 milhões, com um aumento de 20,1% de margem.

O EBITDA foi fortalecido com a melhora de performance no recebimento, uma maior adimplência dos alunos e uma maior eficiência nas despesas com marketing e corporativas. 

O fortalecimento da adimplência refletiu em uma menor provisão para os créditos de liquidação duvidosa (PCLD).

O caixa acumulado no ano foi de R$ 390 milhões, crescimento de 114% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

Essas melhorias são frutos diretos da reestruturação que vem acontecendo desde 2020 e que era vista com pouco otimismo pelo mercado.

Vale mencionar que houve a conclusão do alongamento do perfil da dívida com a emissão de debêntures no montante de R$ 900 milhões e captação de R$ 500 milhões na Vasta, além da  extensão do prazo de pagamento de emissão de debêntures de R$ 220 milhões.Com as operações mencionadas, o prazo médio da dívida foi de 22 meses para 28 meses.

Dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses atingiu 2,07x, mantendo a alavancagem em patamar bastante saudável, em linha com o 2T21.

A Kroton era o problema do grupo Cogna, no entanto, o peso da operação começa a reduzir, alinhado aos melhores resultados.

Kroton apresentou um crescimento de 37,8% na captação (ex-Prouni) do ciclo 2S21 com destaque tanto para o segmento presencial, quanto para o EAD, que apresentaram aumentos significativos de 21,9% e 40,3%, respectivamente. 

Estratificando o segmento EAD, pode-se observar que o resultado da captação foi liderado pelos segmentos 100% Digital e EAD Premium

Como consequência, a base total de alunos de graduação cresceu 7,8% no 3T21, com destaque para a base de alunos digitais, que cresceu 19,1% no mesmo período. 

Adicionalmente, a Kroton apresentou melhora significativa de 8 p.p. em sua adimplência, fruto das iniciativas tomadas desde 2020. 

A Cogna na sua reestruturação priorizou modelos de negócio Asset Light, buscando maior potencial de crescimento e ROIC, e aos poucos os resultados vão aparecendo.

Além disso, a empresa vem melhorando a qualidade do lucro operacional, conseguindo aumentar a conversão de Ebitda em caixa.

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O ponto negativo foi o resultado ainda fraco da Vasta, com Ebitda negativo. 

Porém, o ACV divulgado sinaliza melhorias nos próximos períodos, somado a inclusão da Eleva, recentemente adquirida. 

Se os resultados previstos acontecerem, o Ebitda e receita da empresa deve aumentar significativamente durante 2022, 

O caixa robusto de R$ 3,5 bilhões mostra a postura conservadora da empresa, e se mostra suficiente para cumprir os compromissos financeiros até 2023.

A Cogna continua sendo um projeto de reestruturação desafiador e infelizmente em um momento onde a macroeconomia não está ajudando.

No entanto, estamos confiantes com as iniciativas e principalmente com as execuções da empresa.

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