COE: Veja o que é Certificado de Operações Estruturada
|

COE: Veja o que é Certificado de Operações Estruturadas e Ganhe Sem Risco

O COE combina características da renda fixa e variável permitindo investimentos mais complexos e lucrativos.

Por
Atualizado em 20/11/2019
Avalie esse texto

Entenda o que é COE, um investimento combina operações em renda fixa e renda variável, ideal para alcançar melhores rendimentos sem correr muitos riscos.

O Certificado de Operações Estruturadas (COE) tem atraído cada vez mais investidores, pois possibilita ganhos comparáveis ao da renda variável , com a segurança da renda fixa.

Se você busca melhor desempenho e proteção do capital, o COE é para você.

Em um único investimento, você tem acesso a diversos mercados, nacionais e estrangeiros. Portanto, é ideal para diversificar a carteira.

Embora seja uma modalidade ainda recente no Brasil, as aplicações em COE não param de crescer, especialmente com a queda dos juros, pois os investidores têm buscado opções mais rentáveis.

Em 2018, o estoque de COE dos investidores brasileiros cresceu 33% em relação ao ano anterior, somando R$ 15 bilhões.

Então, está pronto para saber o que é COE e como alcançar altos ganhos sem risco?

Você vai descobrir tudo o que precisa para investir no Certificado de Operações Estruturadas ainda hoje:

  • O que é COE;
  • Tipos de COE;
  • Como funciona o COE;
  • Para quem é indicado o investimento em COE;
  • Como investir em COE;
  • COE vale a pena?

Leia até o final e veja como proteger seu capital e diversificar os investimentos com o COE.

O que é COE?

O COE (Certificado de Operações Estruturadas) é um investimento que combina características da renda fixa e variável, em diferentes ativos: ações, moedas, índices e ativos internacionais.

Dessa forma, permite investimentos mais complexos e lucrativos sem risco de perder todo capital inicial.

Como parte do dinheiro é aplicada em títulos de renda fixa e outra em ativos de renda variável, o COE oferece lucros mais interessantes comparados aos investimentos mais conservadores.

Essa modalidade é uma adaptação das chamadas Notas Estruturadas, comuns nos Estados Unidos e na Europa, com um mercado global de mais de US$ 2 trilhões.

Apesar de ser um investimento bastante comum nesses países, no Brasil só foi regulamentado em 2014. No ano seguinte, os bancos começaram a emitir COEs apenas para investidores qualificados.

Em 2016, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) permitiu a negociação também por meio de corretoras e distribuidoras de valores.

Banner will be placed here

Tipos de COE

Os Certificados de Operações Estruturadas podem ser divididos em dois tipos, de acordo com a proteção do valor investido:

COE de Capital Garantido

O investidor tem a segurança de que receberá de volta, no mínimo, o capital investido. 

Assim, mesmo com uma possível variação negativa do investimento, o valor investido inicialmente não se perde.

Esse tipo de COE é uma modalidade bastante sedutora, já que o investidor tem a possibilidade de obter retornos significativos, típicos da renda variável, juntamente com a proteção do capital.

Porém, vale lembrar que, mesmo com a garantia do valor investido, ainda assim podem existir perdas relativas à inflação.

Ou seja, apesar de não perder o dinheiro, o capital pode se desvalorizar ao longo do tempo de aplicação.

COE de Capital de Risco

Nessa modalidade, o valor inicialmente investido não é garantido e o investidor pode perder o capital.

Porém, não corre risco de perder mais do que investiu e encerrar o investimento com dívidas.

Por outro lado, como o risco é mais alto, as chances de alcançar lucros muito superiores também são maiores.

A escolha desse tipo de COE depende muito do perfil de investidor e da tolerância ao risco.

Como Funciona o Certificado de Operações Estruturadas

O COE é um título emitido por bancos com rentabilidade atrelada à variação de algum ativo. O banco emissor pode criá-lo com os ativos e modelos que quiser.

Todo COE é um investimento formado por uma operação pré-fixada e derivativos. Dessa forma, as instituições bancárias são responsáveis por definir:

  • Vencimento (que costuma variar entre dois e cinco anos);
  • Valor mínimo para aplicação;
  • Indexador;
  • Cenário futuro, estabelecendo ganhos e perdas.

O Certificado de Operações Estruturadas funciona como um empréstimo para o banco, que devolve o dinheiro ao investidor seguindo as regras acordadas no momento da aquisição do título.

Apesar de ser uma forma comum de captação de ativos, o COE é um investimento sofisticado, envolvendo diferentes áreas dentro de uma corretora ou banco e profissionais qualificados.

Cada título tem características próprias  criadas de acordo com a expectativa de desempenho do ativo ao qual está atrelado.

Ao investir em determinado COE, o investidor acredita no bom desempenho de um certo ativo, uma vez que a rentabilidade do papel segue seu índice de referência.

Imagine um COE com capital protegido, com prazo de três anos e desempenho atrelado ao Ibovespa, com teto máximo de 15%.

No momento da aplicação, faz-se uma projeção do desempenho futuro desse índice. 

Imagine o Ibovespa em 90 mil pontos.

Se o índice cair abaixo disso ou se mantiver nesse patamar ao longo do vencimento, o investidor receberá apenas o dinheiro investido de volta.

Se o Ibovespa subir 15% até o vencimento do título, o investidor recebe o valor investido mais 15%.

Agora, se subir mais de 15%, o investidor recebe apenas os 15%, pois este foi o rendimento máximo estabelecido para o título.

COE e CETIP: Maior Segurança para o seu Dinheiro

O COE obrigatoriamente deve ser registrado na Cetip (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos), após a sua emissão.

A CETIP é a central de custódia do mercado de renda fixa e derivativos. É nela que as instituições registram, guardam, negociam e liquidam títulos e ativos.

Para o COE, a Cetip oferece registro, depósito e liquidação de diferentes cenários de ganhos e perdas.

Com o registro na Cetip, o investidor tem a segurança de que o investimento está guardado por uma empresa reconhecida em todo mercado financeiro e pelo Banco Central.

É importante verificar se a corretora de valores pela qual você pretende investir possui o selo CETIP Certifica.

Criado pela Cetip, o selo atesta a qualidade da corretora e garante que suas aplicações sejam registradas em seu CPF na base de dados da Cetip.

Assim, havendo qualquer problema com a corretora, o investidor pode acompanhar as movimentações do investimento bem de perto no site da própria Cetip.

Características do COE

Os detalhes do Certificado de Operações Estruturadas devem constar no chamado DIE (Documento de Informações Essenciais), que contém dados e informações importantes para os investidores, tais como:

  • A modalidade e garantia do COE;
  • Banco emissor do título;
  • Rentabilidade;
  • Prazo da aplicação;
  • Regras para ganhos e perdas.

Antes de investir, é preciso analisar se todas as condições do COE estão de acordo com suas expectativas.

Rentabilidade

A rentabilidade da COE depende dos diferentes ativos que o compõem ou indicadores financeiros. 

Os COEs podem ser atrelados a ativos como ações específicas, variação de uma ou mais moedas, ou de acordo com algum índice específico.

Quanto aos produtos contidos no título, uma parte é composta por renda fixa a fim de manter a segurança e o mínimo rendimento.

Outra é aplicada em investimentos de maior risco e maior potencial de retorno, tais como ações da Bolsa de Valores.

Valor Mínimo

O valor mínimo da aplicação varia conforme a instituição. Já é possível achar COEs a partir de R$ 5 mil.

Prazo

Os prazos diferem de acordo com o título e a instituição.

A maior parte das operações considera um prazo entre um e dois anos. O mínimo, geralmente, é de seis meses.

Resgate

Normalmente, só é possível resgatar os recursos no vencimento do título

Em caso do emissor permitir o resgate antecipado, este seguirá o preço de mercado.

Neste caso, a rentabilidade pode ser diferente do o que se esperava, com risco até de se perder dinheiro.

Taxas e Custos

A cobrança e o valor das taxas variam de acordo com a instituição. 

A boa notícia é que a maioria das corretoras não cobra taxa para investimentos em COE.

Caso invista por corretora ou distribuidora que cobrem, costumam variar de 0,5% a 2% ao ano. 

Tributação

Investimentos em COE não possuem come-cotas nem IOF devido ao prazo para resgate.

A única tributação que incide sobre o COE é o Imposto de Renda sobre o rendimento, que segue tabela regressiva de acordo com o tempo de aplicação.

Assim, quanto maior o tempo do investimento, menor a alíquota de IR a ser paga.

Veja como é cobrado o Imposto de Renda de acordo com a data do resgate:

  • Até 180 dias: 22,5%;
  • De 181 a 360 dias: 20%;
  • De 361 a 720 dias: 17,5%;
  • A partir de 721 dias: 15%.

Para quem é Indicado o Investimento em COE?

O investimento em COE com capital protegido é indicado principalmente para investidores que desejam maiores rentabilidades, como a da renda variável, sem perder a segurança das aplicações em renda fixa.

Como o COE investe em ativos de maior risco – ações da Bolsa de Valores, moedas, e ativos estrangeiros -, é mais indicado para investidores moderados.

Porém, é possível encontrar opções para todos os perfis de investidor, desde o mais conservador ao mais arrojado.

Não sabe qual seu perfil de investidor? Faça o teste perfil de investidor e descubra.

Vantagens e Desvantagens do COE

Existem vantagens e desvantagens em todo investimento. O Certificado de Operações Estruturadas não é exceção.

Vantagens

Os principais benefícios de investir em COEs são:

  • Diversificação da carteira de investimentos

Diversificar a carteira de investimentos é fundamental para reduzir os riscos e obter um retorno médio melhor.

Investir em COE, por si só, é um grande passo para ampliar o portfólio de investimentos já que mescla diversas aplicações e mercados diferentes.

  • Fácil acesso a instrumentos financeiros mais sofisticados

Investir em COE facilita o acesso a produtos mais sofisticados, como comprar ações de índices americanos de maneira mais prática, sem a necessidade de enviar recursos ao exterior.

  • Opções para diferentes perfis

Como os bancos montam os próprios COEs, é possível encontrar títulos que atendam a diferentes tipos de investidor, do mais conservador ao mais arrojado.

  • Seguro de capital

A maior parte dos COEs negociados assegura de volta ao menos o valor investido.

  • Opção em renda variável

Para aqueles investidores que querem investir em renda variável, mas ainda têm receio por causa dos riscos existentes, o COE é um ótimo início nessa nova modalidade.

Depois de ganhar confiança, o investidor pode partir para investimentos em ações de empresas boas pagadoras de dividendos e alcançar ganhos ainda maiores.

Desvantagens

Investir em COE também tem desvantagens. São elas:

  • Sem garantia de crédito

O investimento em COE não tem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), nem tem outras formas de garantia de crédito.

Em caso de falência da instituição, o capital não será devolvido. Por isso, é importante aplicar em instituições sólidas e com bom rating.

  • Baixa liquidez

Na maioria dos casos, só é possível resgatar o valor aplicado na data de vencimento.

Mesmo que o COE possibilite o resgate antecipado, o investidor corre o risco de ter prejuízo.

  • Ganhos limitados

Assim como as perdas são limitadas, os ganhos também ficando restritos às condições do título.

Existe sempre um valor máximo que o investidor poderá receber naquele investimento. Isso significa que, mesmo se o ativo render mais, o investidor só receberá o valor máximo estipulado no DIE.

É por esse motivo que muitos investidores experientes preferem investir diretamente nos ativos, ao invés de comprar um COE.

Riscos do COE

Assim como os demais investimentos, o Certificado de Operações Estruturadas também possui riscos, são eles:

Risco de Crédito

O risco de crédito está ligado ao risco da instituição financeira emissora do COE quebrar e não honrar seus compromissos

Como o COE não tem garantia do FGC, em caso de falência da instituição, o investidor pode perder todo o dinheiro que aplicou.

Para minimizar esse risco, invista em instituições sólidas e com uma boa classificação de crédito (rating).

Risco de Mercado

O risco de mercado se refere a possíveis variações nos índices econômicos atrelados ao COE, que afetam a rentabilidade da aplicação.

No caso do COE, a aplicação aposta em um movimento do mercado, que pode não se concretizar.

Para minimizar o risco de mercado, é preciso avaliar o cenário econômico e identificar os melhores investimentos para o momento. 

Risco de Liquidez

Risco de liquidez é o risco de não conseguir resgatar o investimento quando precisar

A maioria dos COEs só podem ser resgatados ao final do prazo de vencimento.

O risco é minimizado através de um bom planejamento financeiro, compatível com os objetivos e a data de vencimento estipulada para o título.  

Rentabilidade vs Risco

No universo financeiro, o rendimento anda junto com o risco. Assim, quanto maior o risco de um determinado investimento, maior a chance de uma rentabilidade melhor.

Investimentos de renda fixa são considerados mais seguros, porém menos rentáveis, do que investimentos em renda variável, que oscilam mais.

Como o COE mescla ativos de renda fixa com variável, o que determina o maior ou menor risco é a porcentagem aplicada em cada modalidade.

É por isso também que é possível encontrar COEs para diferentes perfis de investidor.

Mensurar o nível de risco ao qual o investidor está disposto a se expor em razão da maior rentabilidade é primordial para compor uma carteira alinhada ao perfil de investidor.

Existem diversos testes de perfil de investidor online. Faça o seu e descubra os investimentos que mais se adequam a suas expectativas. 

Como Minimizar os Riscos

Os riscos de investir em COE podem ser minimizados. Veja na tabela abaixo como:


Risco de CréditoRisco de MercadoRisco de Liquidez
O que éPossibilidade da instituição financeira que emitiu o COE não honrar o pagamento.Risco relacionado à variação dos índices ou ativos atrelados ao COE.Risco de precisar do dinheiro antes do vencimento da COE.
O que devo fazer?Escolha uma instituição sólida e com rating alto.Avalie o cenário econômico e a tendência de alta ou baixa do índice ou ativos que servem de indicadores para o COE.
Analise e organize o orçamento para não precisar do dinheiro aplicado antes do vencimento. 

Onde Investir em COE

É possível investir em COE nas próprias instituições emissoras ou por meio de corretoras e distribuidoras de valores.

Invista através das Melhores Corretoras do Brasil, que possuem as menores taxas e uma maior variedade de produtos.

Como Investir em COE?

É muito simples investir em COEs. Siga o passo-a-passo: 

Passo 1 – Perfil de Investidor

Ser fiel ao perfil de investidor faz toda a diferença na hora de escolher os investimentos e ter sucesso nas aplicações.

Cada investidor tem um perfil que mais se encaixa com suas preferências e expectativas em relação aos investimentos.

Ao responder perguntas básicas do teste de perfil de investidor, é possível identificar qual o seu e os investimentos que melhor atendem seus objetivos.

Passo 2. Escolha da Corretora

O segundo passo é escolher uma corretora de valores para investir. 

Com tantas no mercado, escolher uma delas é uma tarefa que exige calma.

Escolher a melhor corretora pode fazer uma enorme diferença para seus rendimentos.

Por isso, analise os valores das taxas, o atendimento, o portfólio de ativos, as ferramentas oferecidas e demais serviços complementares.

Passo 3. Escolha do COE

Para fazer um bom investimento em COE é necessário avaliar os títulos e as condições oferecidas.

Essa é uma etapa crucial, já que o COE pode apresentar ativos diferentes de renda fixa e variável. Por isso, conheça os ativos que compõem o título.

Além disso, fique atento às seguintes informações do título do COE: 

  • Modalidade;
  • Duração máxima;
  • Categoria;
  • Estratégia;
  • Regras para melhor e pior cenário.

Passo 4. Transfira o Dinheiro

Com a conta aberta na corretora, transfira o valor que deseja investir: da sua conta corrente para a sua conta na corretora.

Passo 5. Compre o COE

Investir em COE é fácil, basta acessar a plataforma da corretora e solicitar a compra.

Passo 6. Resgate o Lucro

Como cada título tem o um vencimento, basta esperar a data para que o dinheiro retorne à sua conta, na corretora, acrescido do lucro do período.

Como Declarar COE no Imposto de Renda

Investimentos em COE devem ser informados na declaração anual de Imposto de Renda. Veja como fazer:

Bens e Direitos

Para declarar seus investimentos em COE, siga o procedimento: 

  1. Abra o programa da Receita Federal;
  2. Acesse a aba “Bens e Direitos”;
  3. Na opção “Código”, indique o número 49, “Outras aplicações e investimentos”;
  4. Em “Localização”, indique 105- Brasil;
  5. No espaço “CNPJ”, complete com os dados da corretora de valores;
  6. Em “Discriminação”, escreva “Aplicação em Certificado de Operações Estruturadas”;
  7. Especifique a posição do investimento nas datas indicadas em “Situação”.
Declarar COE no Imposto de Renda
Declarar COE no Imposto de Renda

Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva

Para declarar os rendimentos dos COEs: 

  1. Com o programa da Receita Federal aberto, localize a aba “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva” e a acesse;
  2. Em “Tipo de Rendimento”, insira o código 06-Rendimentos de Aplicações financeiras;
  3. No espaço “Tipo de Beneficiário”, indique o titular ou dependente, de acordo com quem fez o investimento;
  4. Complete as informações sobre o CNPJ e o nome da Fonte Pagadora (a corretora de valores);
  5. Informe o valor do rendimento. 
Declarar rendimento COE no Imposto de Renda
Declarar rendimento COE no Imposto de Renda

Se ainda tiver alguma dúvida, consulte o artigo Como Declarar Imposto de Renda Sobre Investimentos Sem Erro.

Investir em COE ou em outro Investimento?

Veja se o COE é o melhor investimento para cada caso.

COE ou CDB

O COE oferece possibilidade de rendimentos superiores ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), referência para o CDB (Certificado de Depósito Bancário).

O CDB é considerado um investimento mais conservador e com maior liquidez quando comparado ao COE.

Diferentemente do Certificado de Operações Estruturadas, o CDB possui garantia do FGC.

COE ou LCI

As LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) são investimentos de caráter conservador e de baixo risco, mas com uma possibilidade de rentabilidade maior por conta da isenção do Imposto de Renda.

Já o COE é tributado, porém, como mescla renda fixa com variável, pode oferecer ganhos maiores no longo prazo.

COE ou Debênture

Debêntures são títulos emitidos por empresas para captar recursos para financiar projetos e gerenciar dívidas.

Ao comprar uma debênture, o investidor empresta dinheiro para a empresa, que se compromete em devolvê-lo, acrescido de juros.

Assim como o COE, as debêntures possibilitam rendimentos maiores do que outros ativos mais conservadores.

Porém, ambos não têm proteção do Fundo Garantidor de Crédito. Por isso, é importante ficar atento à solidez da companhia.

COE ou Fundo Multimercado

Tanto os COEs quanto os fundos de investimento multimercado lidam com ativos e derivativos em renda fixa e variável.

A diferença é que, no fundo multimercado, há cobrança de Imposto de Renda e também do come-cotas, enquanto no COE há a cobrança apenas do IR.

COEs também não apresentam taxas de administração, performance ou custódia.

Dúvidas sobre COE

Ainda com dúvidas sobre o que é COE? Respondi os principais questionamentos sobre esse tipo de investimento:

Quem emite o COE?

O COE é emitido por instituições bancárias, que montam o título com base em cenários de ganhos ou perdas de um ativo ou indexador.

Para quem é indicado?

O COE com capital protegido é indicado para investidores com perfil “moderado”, que procuram maior rendimento sem correr risco de perda do valor investido.

O COE de “capital em risco” é indicado para aqueles com perfil mais arrojado, cuja tolerância a risco é maior, pois há a possibilidade de perda total do dinheiro.

Onde comprar um COE?

Nas próprias instituições emissoras ou por meio de corretoras e distribuidoras de valores.

O que é uma operação estruturada?

São operações que combinam dois ou mais ativos. Um exemplo desse tipo de operação é o COE, que combina títulos de renda fixa, ações e derivativos, como contratos futuros.

Qual o significado de COE?

COE é a sigla para Certificado de Operações Estruturadas, um investimento que une características da renda fixa e da renda variável.

COE Vale a Pena?

O COE pode trazer retornos expressivos com riscos conhecidos ao investidor, antes mesmo da aplicação.

Ao optar pelo COE com garantia de capital, o investidor receberá no vencimento o valor inicial mais o rendimento ou, em cenário desfavorável, somente o capital aplicado.

Por não ser um título tão simples e acessar diversas classes de ativos, o COE é um produto que pode ser utilizado por investidores de diferentes perfis e objetivos financeiros.

É também um título com maior exposição a riscos e, por isso, o potencial de retorno também é maior.

O COE tem a rentabilidade atrelada à variação de algum ativo ou indexador. As instituições bancárias são responsáveis por definir:

  • Vencimento (costuma variar entre dois e cinco anos);
  • Valor mínimo para aplicação;
  • Indexador;
  • Cenário futuro, estabelecendo ganhos e perdas.

Se você busca rentabilidades maiores e quer dar seus primeiros passos no universo da renda variável, o COE oferece a possibilidade de investir nesses ativos, mas sem tantos riscos.

Pronto para diversificar seus investimentos?

Escreva nos comentários em quais ativos investe e o que falta para diversificar sua carteira e ganhar ainda mais dinheiro. 

Infográfico – O que é COE e Como Funciona

Infográfico: O que é COE e Como Funciona


Avalie esse texto

O Que Ler Agora...

Mostrar Mais