O que é o Co-Investimento?

O Co-Investimento nada mais é que uma injeção de capital realizada por mais de um investidor em determinada empresa, geralmente um startup, se tornando um investimento de alto risco.

Embora historicamente o Co-Investimento tenha sido utilizado de maneira restrita por investidores institucionais e experientes, atualmente a realidade vem se apresentando de forma diversa.

Neste aspecto, o Co-Investimento surge como uma boa alternativa para investidores inexperientes.

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Em razão de proporcionar aumento de capital e consequentemente a mitigação de riscos, o Co-Investimento tem ganhado cada vez mais espaço nas bancas de investimento.

No entanto, o investidor experiente não foi totalmente destacado; muito pelo contrário, sua importância ainda é considerável no seu cenário do Co-Investimento.

Isto porque, o investidor experiente utiliza seu know-how e expertise na busca de um negócio promissor.

Além do mais, o investidor experiente, usualmente atua como um verdadeiro Dealeader, responsável pela maioria dos contatos com o empreendedor.

Como Funciona o Co-Investimento? 

O Co-Investimento funciona da seguinte maneira: um grupo de investidores reúne o capital, aumentando o valor disponível para realização do aporte.

Com isso, este grupo de investidores conseguem analisar e diversificar o portfólio, tornando o investimento mais robusto e ao mesmo tempo atenuando eventual risco.

Para melhor demonstrar, imaginemos o seguinte cenário:

“A” grupo de investimento, liderado por um investidor experiente, reúne seu capital e alcança o montante de R$ 100 mil.

Em atos contínuos, este mesmo grupo de investidores, através de inúmeros compartilhamentos de perspectivas, não investem o capital levantado em somente um startup.

Pelo contrário, após minuciosa análise, o grupo de investidores distribui o capital em cinco aportes de R$ 20 mil em cinco startups distintas, cada uma focada em uma área diferente.

Está aí um exemplo de distribuição de capital de maneira inteligente, mitigando riscos e aumentando a probabilidade de êxito.

Uma nova alternativa de investimento

Na medida em que o Co-Investimento vem ganhando cada vez mais relevância no cenário dos investimentos, entender esta modalidade torna-se imprescindível para o investidor.

Considerando que os primeiros meses de um negócio tendem a ser mais complexos, um aporte em conjunto (muitas vezes liderado por um investidor líder) pode ajudar neste processo.

Neste sentido, alguns destaques sobre o Co-Investimento devem ser ressaltados, por exemplo: 

  • Mitigação de Riscos;
  • Maior campo de oportunidades;
  • Compartilhamento de estratégias;
  • Possibilidade de ganho substancial em caso de sucesso.

Menciona-se, novamente, a relevância do investidor experiente, que na maioria das ocasiões é quem melhor analisa uma startup com grandes potenciais de crescimento.

Portanto, pode-se concluir que o Co-Investimento vem demonstrando ser uma excelente alternativa, tanto para o investidor experiente, quanto ao que está iniciando neste universo.

Co-Investimento No Brasil: Perspectivas

No Brasil, o Co-Investimento já é uma realidade. O Governo Federal criou o Fundo Anjo, uma iniciativa importante para apoiar empresas inovadoras.

Com um patrimônio inicial na casa de R$ 76 milhões, o Fundo Anjo foi criado em julho de 2019.

Grande parte deste valor partiu do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDS). O intuito é fomentar cada vez mais o investimento em startups, aumentando o número a cada ano.

A empresa escolhida para realizar a administração do capital deste fundo chama-se Domo Invest, que estipulou como meta o investimento em, no mínimo, 20 startups, até o final de 2020.

A ideia, num primeiro momento, é investir em startups que desenvolvam soluções para saúde, agronegócio, tecnologias de modo geral e economia criativa.

O plano foi dividido em fases e, em cada fase, o faturamento anual será considerado no momento dos aportes.

A primeira fase consiste em investir em sociedades limitadas cujo faturamento anual seja inferior ao importe de R$ 1 milhão.

Ao passo que na segunda fase, os aportes realizados irão girar em torno de R$ 5 milhões em empresas com receita bruta estimada entre R$ 1 milhão e R$ 16 milhões.