O que é CDI e como funciona

CDI

O que são CDI. Significado, conceito, para que serve e como funciona.

O que é CDI

O CDI, ou Certificado de Depósito Interbancário, é uma taxa que segue de perto as variações da taxa Selic e é utilizada pelos bancos para cobrar juros ou oferecer juros aos seus clientes.

Por exemplo, quando você vai aplicar dinheiro em um banco, o rendimento oferecido pela instituição pode ser uma variação do CDI.

Se 100% do CDI está rendendo 1,90% ao ano, o banco em questão pode oferecer 100% do CDI, ou se você investir em uma oportunidade com vencimento mais longo e sem liquidez, essa rentabilidade pode passar para 150% do CDI, ou 2,85% ao ano.

Já quando o banco está oferecendo um financiamento para aquisição de um veículo, a instituição pode cobrar juros de 300% do CDI ao ano, por exemplo.

Inclusive empréstimos entre bancos também ocorrem e são cobrados através do CDI. O CDI também pode ser chamado de DI.

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CDI na Prática

O mais comum é ver aplicações rendendo uma porcentagem do CDI. Os bancos geralmente cobram juros sobre linhas de crédito com taxas fixadas de juro e não atreladas ao CDI.

Então se o investidor XXX quer aplicar seus recursos em CDB (Certificado de Depósito Bancário) ele pode determinar qual CDB pretende investir.

Aquele CDB com liquidez diária, geralmente oferece taxas do CDI mais baixas, uma vez que o banco não tem previsão de quando o valor ficará aplicado.

Uma forma de estimular o investimento por mais tempo e vender CDB com liquidez no vencimento e datas mais longas para o resgate.

Desse modo o CDB com liquidez diária geralmente possui um rendimento de 100% do CDI enquanto o CDB com vencimento em um ano possui uma rentabilidade de 130% do CDI.

O CDB mais longo, com vencimento em dois anos, possuem rendimentos de até 150% do CDI. Aí fica a critério da estratégia do investidor escolher aquele mais interessante.

Vantagens do CDI

A grande vantagem do CDI está na proximidade com a taxa Selic. Quando o Banco Central sobe a taxa Selic, o CDI automaticamente começa a render, mas também.

Desse modo, se o CDI estava em 1,90% com o aumento da taxa Selic, por exemplo, de 0,25 pontos, o CDI pode passar dos 2,15%.

Se o CDB com vencimento em dois anos estava rendendo 150% do CDI, ou 2,85% ao ano, a rentabilidade agora passa para os 3,22% ao ano.

Assim, se existe a expectativa de alta da taxa de juro, a melhor coisa a se fazer é procurar por investimentos atrelados ao CDI.

Esses investimentos se beneficiam da valorização da taxa de juro e podem render ainda mais no longo prazo.

Vale destacar que os títulos atrelados à porcentagem do CDI dificilmente sofrem com a volatilidade do mercado.

Ou seja, títulos com taxas prefixadas estão sujeitos a volatilidade do mercado, fato que pode trazer oscilações no preço do papel.

Em grande parte, os CDBs e demais papéis que são atrelados ao CDI oferecidos pelo bancos não oscilam para baixo, mas rendem diariamente.

Desvantagens do CDI

A desvantagem está quando a taxa de juro cai ou quando ela está muito baixa, como atualmente.

Hoje a taxa Selic está em 2% ao ano, isso significa que os seus investimentos atrelados ao CDI estão rendendo menos do que a inflação medida pelo IPCA.

Em momentos assim, quando a taxa de juro está em baixa, é muito mais interessante investir em títulos atrelados a taxas prefixadas ou atrelados ao IPCA.

Por exemplo: um título prefixado com vencimento em um ano pode ser encontrado com remunerações a partir de 3% ao ano, ou até mais.

Papéis atrelados a uma porcentagem do CDI chegam a pagar 100% do CDI, ou na melhor das hipóteses 120 do CDI, rendimento que não chega a ser equivalente à taxa prefixada.

Mesmo os papéis que pagam taxas prefixadas mais inflação possuem rendimentos mais atraentes, uma vez que além do juro prefixado ainda existe a correção pela inflação.

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