O que significa capital subscrito?

Capital Subscrito é o compromisso de entrega de capital que um ou mais sócios de uma empresa assume.

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Esta injeção de capital tem como objetivo compor o capital social da companhia.

Esse capital subscrito passa a existir a partir de sua formalização contratual, prática também conhecida como subscrição

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Como funciona o capital subscrito

Quando uma empresa é aberta, os sócios serão responsáveis por aplicarem um certo valor que será investido no negócio. 

Este valor pode ser representado na forma ações - no caso de sociedades anônimas - ou cotas - no caso de sociedades de responsabilidade limitada. 

Com isso, os sócios devem subscrever suas ações ou cotas, de acordo com as condições estabelecidas em Assembleia Geral Extraordinária ou no contrato social. 

Logo, o capital subscrito é o montante prometido pelos sócios, os quais assumiram o compromisso de investir para constituir a base financeira da empresa.

Essa quantia pode ser investida na forma de dinheiro e/ou bens materiais, como imóveis, equipamentos, automóveis, entre outros. 

Para formalizar o compromisso com o futuro investimento, o sócio assina um documento sob orientação jurídica, no qual estabelece a ciência de todos os participantes envolvidos no processo. 

Depois que é feita a subscrição, existe um prazo para integralizar o capital subscrito. Esse prazo é fixado no contrato social da empresa. 

Além disso, não é preciso que o capital social esteja todo integralizado para a empresa começar a operar.

No entanto, conforme o Código Civil, enquanto o capital social da empresa não estiver todo integralizado, os sócios respondem de forma conjunta pela parte faltante.

Na prática, isso significa que os acionistas que fizeram sua parte e investiram o valor prometido podem arcar com as dívidas de outros sócios que não cumpriram o acordo. 

Em outras palavras, uma escolha equivocada dos sócios pode colocar o patrimônio pessoal de todos em risco. 

Capital Subscrito a Integralizar

A partir da subscrição, existe um capital subscrito

No entanto, a subscrição é apenas um compromisso, uma promessa. 

Supondo que um sócio ou acionista subscreva uma determinada quantia e não injete o dinheiro no prazo estabelecido, essa dívida passa a ser chamada de capital subscrito a integralizar.

O termo engloba todos os valores que foram subscritos, mas que estão ainda pendentes na entidade.

É comum que os sócios não integralizem imediatamente o total do valor do capital subscrito. Com isso, estão contraindo uma dívida com o negócio. 

Esta prática pode estar ou não prevista no contrato social e no plano de negócios.

Porém, quando não é este o caso, é definido um novo prazo para a integralização da parcela restante em ata de assembleia.

Capital Subscrito Integralizado

Quando um sócio entrega o capital subscrito prometido, dizemos que este capital foi integralizado

A partir desse momento, na contabilidade, esse montante passará a integrar oficialmente o capital social da empresa, conforme acordado na subscrição. 

Isso significa que o dinheiro e bens já foram colocados à disposição do negócio, e já podem ser aplicados de acordo com o planejamento. 

A importância do capital subscrito

O capital subscrito é a garantia de que a empresa terá fundos suficientes para começar a funcionar e manter suas operações.

Os capitais subscrito e integralizado garantem a formação do patrimônio da empresa e a relação entre os sócios, dependendo da distribuição de cotas e ações. 

É importante ter uma relação de confiança com os sócios antes de investir em um negócio, visto que é comum encontrar empresas em que o capital social subscrito não é integralizado 

Ou seja, os sócios adquirem cotas mas não fazem o pagamento, comprometendo a atividade da empresa.

A subscrição é uma prática bastante comum no mercado financeiro, mas sua adesão por parte dos sócios é voluntária (um direito e não obrigação).

Não raramente, temos casos de fundos imobiliários (FIIs) que emitem chamadas para subscrição para novas cotas.

O mesmo também ocorre com empresas listadas em bolsa, cujo processo de subscrição dá direito aos acionistas de adquirirem novas ações.

Em ambos os casos, o dinheiro vai diretamente para o caixa da instituição.

Estes recursos geralmente são utilizados para realizar novos investimentos ou pagamento de dívidas.