O que é Capital Humano?

Capital humano é o valor econômico percebido e gerado pelo conhecimento, habilidades, atitudes e experiência de um grupo de funcionários. Trata-se do ‘ativo humano’ da empresa.

Na economia, a mais difundida ideia de capital humano partiu de Gary Becker, economista estadunidense. Seu livro Human Capital (1964) foi referência no tema por vários anos. 

Sob sua ótica, o capital humano é comparado aos meios físicos de produção: maquinário, ferramentas, etc.

Assim, se torna possível investir nele, aplicando recursos em educação, saúde e bem estar, por exemplo. 

O capital humano, então, é encarado como investimento adicional, que gerará resultados adicionais. 

Para Becker, o retorno obtido pelo investidor depende em grande parte da taxa de retorno de cada indivíduo. O capital humano, porém, é substituível e transferível. 

Na década de 1980, o pensamento neoliberal o retomou, conectando o investimento em capital humano com o crescimento econômico das organizações. 

A partir de então,  o capital humano passou a receber maior atenção de empresas e recursos humanos, pois entendeu-se seu potencial gerador. 

Para a empresa, a valorização dessa classe de capital traz uma série de vantagens, incluindo a diminuição de custos e maior qualidade de serviços. 

Aproveitar ao máximo o talento de seus colaboradores se tornou uma significante vantagem competitiva.

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Valor do Capital Humano

O capital humano tem valor intangível e não é listado no balanço das empresas.

No entanto, isso não quer dizer que o cálculo não seja possível, nem que seja um dado irrelevante para o investidor. 

Como o valor do capital humano é baseado no investimento em educação, treinamento e outras condições de trabalho para seus colaboradores, é possível mensurar seu custo. 

Dessa maneira, é possível comparar resultados antes e depois do investimento. 

O retorno sobre o investimento (ROI), então, pode ser calculado dividindo os lucros totais pelos investimentos globais em capital humano. 

Para a empresa, investir em capital humano vem se provando positivo na geração de valor, sendo relacionado com um aumento da lucratividade. 

Entre os benefícios apontados por especialistas em recursos humanos, é possível citar: 

  • Cultura Organizacional padronizada;
  • Menor desperdício;
  • Maior produtividade;
  • Menor índice de erro humano;
  • Maior satisfação do colaborador;
  • Aumento na taxa de retenção de talentos;
  • Redução de custos com recrutamento e contratações.

Esses benefícios se refletem no crescimento e gestão da empresa. 

Apenas para citar um benefício prático, a retenção de talentos torna o orçamento de RH - muitas vezes empregado em processos seletivos reiterados, desligamentos e contratações custosas- muito mais enxuto.

Isso atinge ainda outros setores: em uma fábrica, por exemplo, a rotatividade de funcionários (turnover) é apontada como vilã na produtividade. 

Com colaboradores satisfeitos e gerando valor para a empresa, a produtividade é empurrada na direção contrária, registrando melhores índices. 

Sendo assim, é natural que investidores e analistas de mercado observem a gestão do capital humano de uma empresa antes de aplicar seu dinheiro nela. 

Cabe ressaltar que o capital humano está sujeito à depreciação de seu valor.

Isso tende a ocorrer quando o profissional passa por um longo período de desemprego, por exemplo, e retorna desatualizado ao mercado. 

Outros motivos para a depreciação do capital humano incluem a não adaptação às mudanças e implementações tecnológicas e, inclusive, a falta de incentivos da companhia para que ele siga seu desenvolvimento. 

Capital Humano como Ação Estratégica

A gestão estratégica do capital humano se dá através do estabelecimento de práticas específicas, focadas em otimizar seu valor. 

Entre as ações já testadas por organizações de alta performance mundiais, é possível citar: 

  • Contratação baseada em competências e valores;
  • Desenvolvimento de competências contínuo;
  • Plano de carreira meritocrático;
  • Utilização inteligente da tecnologia;
  • Multiplicação das oportunidades de aprendizado e transferência de conhecimento.

Essas práticas, além de implementar a gestão estratégica do capital humano, são utilizadas para evitar sua depreciação.