O que é BNDESPar

BNDESPar é uma holding sob controle do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que permite ao banco estatal investir em empresas privadas de acordo com os interesses do governo brasileiro. 

A holding investe comprando ações e participações societárias de empresas de todos os segmentos (indústria, agropecuária, serviços, infraestrutura, etc.), além de fazer também investimentos diretos.

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Como funciona o BNDESPar

O BNDES é um banco público dedicado ao investimento em empresas e projetos de infra-estrutura, principalmente de longo prazo. É um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo.

A BNDESPar, por sua vez, é o braço deste banco estatal dentro do mercado de capitais, comprando ações e participações societárias de empresas de diversos setores.

Estas participações servem a diversos fins. Ao investir em ações, o BNDESPar obtém retorno de dividendos que muitas vezes servem para financiar os créditos subsidiados que a instituição oferece.

Além disso, é da política do banco ter participação acionária nas empresas beneficiadas por seus empréstimos, visando participar dos eventuais ganhos futuros com o crescimento dos negócios. 

O BNDESPar também compra títulos de pequenas e médias empresas por meio de Fundos de Investimento em Participação (FIP), principalmente em setores ligados à tecnologia e inovação.

Participações do BNDESPar

O BNDESPar não compra participações majoritárias em nenhuma das empresas em que investe. Ainda assim, há diversas empresas que contam com participação substancial do BNDESPar em seu capital.

Entre as empresas que compõem a carteira de investimentos da instituição, podemos citar:

  • Petrobras
  • Fibria Celulose
  • JBS
  • Vale
  • Suzano
  • Klabin
  • Embraer
  • Ouro Fino Saúde Animal
  • Companhia Paranaense de Energia (COPEL)
  • Eletrobrás

Além das participações acionárias, o BNDES também investe em empresas que ainda não realizaram seu IPO, visando amadurecer suas operações até que possam abrir o capital.

Objetivos do BNDESPar

Alinhado com o BNDES, o BNDESPar busca contribuir para o desenvolvimento da economia brasileira e de setores considerados estratégicos por meio de sua atuação no mercado de capitais

Isso envolve a participação em empresas brasileiras consolidadas (como JBS, Embraer, Suzano, Eletrobrás, etc), auferindo dividendos que contribuem para as operações de financiamento do banco.

Setores emergentes e pouco desenvolvidos da economia brasileira, como aqueles centrados em tecnologia e inovação, também recebem apoio da instituição, visando sua consolidação e a produção de externalidades positivas para a economia nacional.

O setor de tecnologia em especial é considerado uma prioridade desde 1991, sendo alvo de programas e investimentos especiais da instituição.

O BNDESPar também tem como missão tornar o mercado de capitais brasileiro mais robusto, apoiando a entrada de empresas com modelos de negócio e gestão eficientes na bolsa de valores e contribuindo para a liquidez do mercado acionário por meio do aporte substancial de fundos.

Financiamento do BNDESPar

O BNDESPar é um braço do BNDES, não podendo obter recursos externos para financiar suas operações de investimento e compra de ações.

Todas as escolhas de investimento, a gestão do risco e as escolhas sobre a alocação dos dividendos obtidos são ligadas aos interesses do BNDES, assim como é dele que vêm os fundos disponíveis para financiar a sua atuação no mercado de capitais. 

Evolução da carteira do BNDESPar

Os montantes destinados ao apoio de empresas por meio de investimentos em renda variável flutuaram fortemente nas últimas duas décadas. 

Observou-se uma trajetória ascendente na primeira década do século, com 3 bilhões de reais em 2007, crescendo para 10 bilhões em 2008 e então atingindo 31 bilhões em 2010. 

Após isto, os investimentos caíram, atingindo uma estabilidade e flutuando entre 2 e 4 bilhões de 2011 a 2015. Em 2016, estes valores caíram para 1 bilhão e só caíram desde então. Em 2020, eles foram de 134 milhões.

Podemos associar estas mudanças substanciais ao mau desempenho da economia desde 2016 e à mudança da política dos governos no que tange ao investimento público na economia.