BNDES Assume até 25% do Financiamento que Socorre Elétricas
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BNDES Assume até 25% do Financiamento que Socorre Elétricas

O BNDES estima ficar com de 20% a 25% dos empréstimos emergenciais para socorrer as distribuidoras elétricas.

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Atualizado em 24/05/2020
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estima ficar com de 20% a 25% dos empréstimos emergenciais para socorrer as distribuidoras de energia elétrica em meio à crise da pandemia de covid-19.

O Banco trabalha para atrair mais instituições financeiras para o sindicato de bancos responsável pela operação, o que poderá reduzir essa fatia, disse neste domingo (24), uma fonte que acompanha a discussões e que pediu para não se identificar.

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Dessa forma, o banco de fomento entrará com, no máximo, R$ 3,9 bilhões, já que o teto do financiamento será R$ 15,5 bilhões, como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A expectativa do sindicato de bancos coordenado pelo BNDES é liberar os recursos na segunda quinzena de junho, disse a fonte.

O próximo passo do socorro ao setor elétrico é a edição de uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O texto deverá ser apresentado na próxima reunião ordinária do órgão, na terça-feira (26), que deve abrir consulta pública de uma semana, para só então aprovar a resolução.

A norma trará tanto o teto para o valor total da operação quanto a divisão por empresa. O total do financiamento poderá ser menor do que o teto, já que dependerá dos pedidos de cada empresa.

O sindicato coordenado pelo BNDES incluirá, pelo menos, Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4) e Santander (SANB11).

Segundo a fonte ouvida neste domingo, apesar do rito da consulta pública, já nesta última semana de maio, o BNDES começará um “road show” para apresentar a operação a outras instituições financeiras, entre bancos de investimento nacionais e estrangeiros.

Para o BNDES, a atração de mais bancos sinaliza para uma “tendência” de redução na fatia da instituição de fomento no total da operação e poderá, com mais competição, reduzir os juros cobrados das empresas.

Até semana passada, as negociações sinalizavam para juros e “spreads” em torno de CDI (taxa interbancária de referência, que segue de perto a taxa básica de juros, Selic, hoje em 3,0% ao ano) mais 2% a 2,5% ao ano, como mostrou o Broadcast.

Conforme a fonte ouvida neste domingo, porém, o desenho final das condições surgirá desse “road show”.

“Ativos regulatórios” – “Os bancos têm interesse, é vantajoso”.

“As garantias são muito boas”, afirmou a fonte que pediu anonimato, lembrando que as garantias dos empréstimos serão “ativos regulatórios”.

A permissão, dada pela Aneel e pelo governo, para que as distribuidoras repassem parte dos custos com o financiamento emergencial para a conta de luz.

Como publicado na semana passada, a operação do governo federal vai permitir que o setor elétrico tome novos empréstimos tendo como garantia a conta de luz, mas os custos serão divididos entre os consumidores e as empresas.

Os empréstimos visam a cobrir custos gerados pela crise da covid-19 no setor elétrico e evitar um reajuste médio imediato de cerca de 12% no meio da pandemia.

Inicialmente, havia uma estimativa de que o total da operação ficaria entre R$ 15 bilhões e R$ 17 bilhões.

Depois, os valores foram reduzidos para algo entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões.

O teto de R$ 15,5 bilhões, que deverá constar na resolução da Aneel, ficou maior porque foi permitida a entrada dos grandes consumidores na lista das empresas elegíveis ao financiamento.

Ainda que as situações e os contextos econômicos sejam completamente distintos, o modelo da linha de crédito emergencial para o setor elétrico enfrentar a covid-19 foi inspirado nos empréstimos de 2014.

Esses também foram operados por sindicatos coordenados pelo BNDES, quando o objetivo era ajudar as distribuidoras a arcarem com a elevação de custos de geração de energia, em meio à seca.

Nas duas operações de 2014, em abril e agosto daquele ano, o BNDES entrou com uma fatia minoritária no total.

Na primeira, que teve a participação de dez bancos e atingiu R$ 11,2 bilhões, o BNDES não entrou – mas Banco do Brasil e Caixa, somados, aportaram R$ 6,5 bilhões.

A segunda operação, firmada em agosto de 2014, teve 13 bancos e somou R$ 6,6 bilhões, incluindo R$ 2,7 bilhões do BNDES.

Notícias do Mercado Financeiro

Fonte: Estadão Conteúdo.

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