O que é aversão ao risco

A aversão ao risco é um termo utilizado no mercado financeiro para fazer referência ao estado dos investidores possuem certa contrariedade ou receio de exposição ao risco.

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Em geral, pessoas com aversão ao risco, evitam aplicar o seu dinheiro em ativos que possam oferecer riscos maiores, como é o caso das criptomoedas, futuros e ativos da renda variável.

Investidores com aversão ao risco costumam optar por ativos da renda fixa, colocando sempre a segurança à frente da rentabilidade. 

Mesmo sabendo que na renda variável há a possibilidade de conquistar retornos maiores, o investidor com aversão ao risco prefere os ativos de maior segurança, como CDBs e o Tesouro Direto, por exemplo.

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Conhecendo os perfis de investidor

Por falar em aversão ao risco, é importante destacarmos os perfis de investidor presentes no mercado financeiro. 

De acordo com a classificação com a ANBIMA - Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, existem 3 perfis de investidor no mercado financeiro, são eles:

Conservador: O investidor conservador é aquele que prefere não correr grandes riscos (aversão ao risco) ao investir o seu dinheiro, mesmo que para isso, a rentabilidade das suas aplicações não esteja entre as melhores.

O investidor conservador pode ter planos definidos para o uso dos recursos aplicados ou apenas escolher esse tipo de ativo para manter o seu dinheiro seguro e com uma rentabilidade mínima.

Destaca-se ainda, que o investidor conservador  não está disposto a investir em ativos com regras complexas, tudo em prol da segurança e tranquilidade ao investir.

Como regra, o investidor conservador é aquele que possui maior grau de aversão ao risco. Sendo assim, as suas aplicações estão restritas aos títulos de renda fixa.

Moderado: Por sua vez,  o investidor moderado é aquele que aplica uma parcela dos seus recursos em investimentos com grau de risco médio.

Investidores enquadrados nesse perfil compreendem que a segurança e a rentabilidade são importantes e precisam andar juntos. 

Assim sendo, o investidor moderado está sempre em busca de ativos que garantam um equilíbrio entre segurança e rentabilidade.

Normalmente,  os investidores de perfil moderado, aplicam parte dos seus recursos em ativos de renda fixa e outra parte em ativos de renda variável.

Arrojado: Por fim, temos o  perfil arrojado, destinado aos investidores que não possuem aversão ao risco.

O investidor arrojado entende os riscos de determinados ativos, mas não abre mão de colocá-los como prioridade, buscando sempre a maior rentabilidade possível.

Investidores de perfil arrojado acreditam que a longo prazo todas as movimentações trarão resultados positivos.

Com foco total em multiplicar rapidamente o seu patrimônio, esse tipo de investidor se expõe ao risco, em troca de rentabilidade acima da média.

Esse perfil de investidor é indicado para pessoas que já possuem reservas financeiras, vida financeira equilibrada, conhecimento do mercado e seus ativos, além é claro, muito controle psicológico para suportar possíveis perdas.

Aversão ao Risco: bom ou ruim

Muitos investidores se questionam a respeito da aversão ao risco, afinal, esse tipo de sentimento e comportamento, é bom ou ruim no mundo dos investimentos?

Na realidade, é praticamente impossível avaliar a aversão ao risco como algo bom ou ruim, levando em consideração que cada investidor é único.

Cada pessoa que decide aplicar recursos no mercado financeiro possui o seu próprio estilo de vida e também os seus objetivos próprios.

Logo, enquanto para investidores de perfil conservador a aversão ao risco é algo positivo, para os investidores arrojados é algo extremamente negativo.

Assim sendo, avaliar se a aversão ao risco é algo bom ou ruim, é necessariamente muito pessoal ao depender exclusivamente da visão de mercado, estratégia e objetivos de cada investidor.