O que é Ativo

Ativo

O que é Ativo. Significado, classificação e aplicação no mercado financeiro.

O que é Ativo

Ativo é um termo recorrente do mercado financeiro e da contabilidade que corresponde aos bens e direitos possuídos por uma empresa ou por um indivíduo. 

Em geral, eles possuem valores econômicos, podendo ser convertidos em dinheiro, seja em curto, médio ou longo prazo, e equivalem a parte positiva do balanço patrimonial.

Um ativo tem quatro requisitos fundamentais: ser um bem ou um direito, ser de propriedade, posse ou controle do agente, ser convertível em meios monetários e trazer benefícios independentemente do prazo.

Em resumo, um ativo é um recurso, de posse e controlado por uma pessoa física ou jurídica, do qual se espera que resultem benefícios econômicos futuros.

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Classificação de Ativo

Tudo que pode ser considerado como Ativo, normalmente, é classificado e ordenado de acordo com o grau de liquidez, isto é, com a rapidez com que é possível ser convertido em dinheiro.

Tendo isso em conta, podemos dividi-lo em dois grupos maiores correspondentes ao prazo de liquidez e às substâncias: o ativo circulante e o ativo não circulante. Vejamos cada caso e alguns exemplos.

Por um lado, a categoria do ativo circulante aglutina tanto o dinheiro em si quanto tudo o que poderá ser transformado rapidamente em dinheiro. Abaixo listamos alguns exemplos:

  1. Disponibilidades, ou o que está facilmente disponível: valores em caixa, aplicações financeiras, depósitos bancários, contas bancárias.
  2. Créditos, ou direitos a receber: Duplicatas, títulos a receber, adiantamentos a fornecedores.
  3. Estoques, ou mercadorias para serem vendidas: produtos finalizados, mercadorias para revenda, produtos em elaboração, matéria-prima e mercadorias em trânsito.
  4. Outros créditos: impostos a recuperar, aluguéis ativos a receber.
  5. Despesas antecipadas: prêmio de seguros a vencer, antecipação de comissões, juros passivos a vencer e assinaturas e anuidades a apropriar.

Por outro lado, o ativo não circulante inclui bens de natureza duradoura, isto é, são direitos de longo prazo e bens de uso ou de renda, aqueles de liquidez de longo prazo. Vejamos os quatro tipos:

  1. Realizável a longo prazo: aplicações financeiras de longo prazo, empréstimos, depósitos bancários de longo prazo e outros.
  2. Investimentos: obras de arte, investimento em ouro, propriedades para investimento e participações societárias.
  3. Imobilizado, ou bens e direitos para a manutenção das atividades normais: imóveis, terrenos, edificações, veículos, ferramentas, máquinas, etc.
  4. Intangível, ou bens que não estão materializados: softwares, fundo de comércio adquirido, marcas, patentes, direitos autorais, licenças, etc.

Qual é a importância do Ativo?

Conhecer e saber diferenciar os distintos ativos é uma tarefa necessária para qualquer investidor, pois resumidamente, grosso modo, são os ativos possuídos que dirão qual o potencial de determinada empresa.

Com base em um conhecimento amplo dos ativos, por exemplo, é possível gerar indicadores de performance que irão apontar com clareza a evolução e o crescimento de uma empresa disponível no mercado.

Nesse sentido, a partir da estrutura e da composição dos ativos, é possível acompanhar o desempenho de uma empresa e avaliar melhores estratégias de alocação.

Em resumo, saber mensurar um ativo permitirá ao investidor identificar onde ele está aplicando seu dinheiro e o qual o potencial de retorno dali.

Ativo financeiro

Os ativos financeiros são, via de regra, os mais importantes ativos disponíveis no mercado financeiro e, em razão disso, são aqueles necessários para uma boa compreensão dos rumos do mercado. 

Podemos agrupá-los em três grupos: ativos de geração de renda, ativos de reserva financeira e ativos de crescimento.

No primeiro grupo estão os ativos que retornam rendimentos periódicos ao investidor, como as ações da bolsa e fundos imobiliários.

No segundo grupo estão os ativos relacionados à renda fixa, portanto, de alta liquidez e baixos rendimentos, como os títulos públicos e CDB.

Por fim, no terceiro grupo estão os ativos incertos no curto prazo, mas que podem atingir resultados elevados em longo prazo, como os ETFs.

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