Até quando o Coronavírus vai Afetar a Bolsa de Valores
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Até quando o Coronavírus vai Afetar a Bolsa de Valores

Economista avalia as pandemias históricas do mundo e faz uma análise de até quando o coronavírus vai afetar a bolsa de valores e o mercado financeiro.

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Atualizado em 28/02/2020

Para avaliar até quando o coronavírus vai afetar a bolsa de valores e o mercado financeiro é necessário avaliar o histórico das epidemias e pandemias do mundo.

Desde que o vírus COVID-19 foi descoberto pelo governo chinês, em dezembro de 2019, a bolsa de valores brasileira (B3) já caiu 13% em 2020.

Com a propagação do vírus em parte da Europa o mercado financeiro americano entrou em pânico, ocasionando na última semana a maior queda desde a crise do subprime em 2008.

O mercado financeiro brasileiro também sentiu o impacto do coronavírus nas ações da bolsa de valores.

No Brasil, as ações ordinárias da Vale (VALE3) apresentaram queda nos últimos sete dias de 18,87%, as preferenciais da Gerdau (GOAU4) 18,86% e as ordinárias da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) 19,03%. 

A Petrobras (PETR4), por sua vez, teve queda menos expressiva de 9,33% (PN).

Agora muitos investidores estão querendo saber:

Até quando o Coronavírus vai afetar a bolsa de valores?

Para responder a essa pergunta basta comparar com outras epidemias (mais ou menos graves que a atual) que também afetaram o mercado financeiro.

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Impacto das Epidemias do Mundo no Mercado

O estrategista-chefe da Charles Schwab, Jeffrey Kleintop, demonstrou o impacto de diversas epidemias do mundo nos últimos 50 anos no mercado financeiro. 

Em todo período abordado, as bolsas internacionais caíram em um primeiro momento. 

Observe o movimento das bolsas globais representadas na linha azul pelo índice Morgan Stanley Capital International (MSCI)

Em geral as quedas ocorrem somente nos primeiros meses após a descoberta da epidemia.

A boa notícia é que logo após as incidências as bolsas de valores se recuperam.

Apenas após o surto de HIV na década de 1980 que as bolsas mundiais ainda estavam sofrendo 6 meses após a descoberta da disseminação do vírus.

Gráfico histórico epidemias mundial vs impacto mercado ações global
Gráfico histórico epidemias mundiais e o impacto no mercado de ações global. Fonte: Charles Schwab

Veja que não estamos falando de quaisquer epidemias: tivemos Sars, Gripe Aviária, Dengue, Cólera, Zika, Ebola.

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Por que o coronavírus afeta a bolsa de valores?

A grande preocupação por parte dos investidores é basicamente pelo impacto na economia mundial no curto prazo. 

Vamos fazer um paralelo com um caso passado.

Em 2003, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que possuía uma taxa de mortalidade mais de 3 vezes maior do que o atual Coronavírus, derrubou pela metade as vendas do varejo da China nos primeiros 3 meses após a descoberta do vírus. 

O PIB chinês desacelerou de um crescimento de 8% ao ano para 5% durante o surto.

Após o controle da doença, a economia mundial inclusive se beneficiou pois havia uma demanda reprimida.

O FMI projetava até há pouco um crescimento de 3,3% da economia mundial em 2020.

Com a restrição de circulação de pessoas e comércio, a economia vai naturalmente desacelerar ao longo do primeiro trimestre de 2020 e, provavelmente o segundo.

No final das contas, o crescimento da economia mundial deve ser de cerca de 1% no ano, levando em conta uma projeção pessimista.

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Impacto do Coronavírus nas Ações do Ibovespa

Vamos trazer esse enfoque o Brasil e o impacto do Coronavírus na bolsa de valores.

Teremos setores afetados inevitavelmente. 

Empresas de mineração, com a Vale (VALE3), empresas de turismo, como a CVC (CVCB3), podem sofrer nos seus resultados no primeiro trimestre de 2020.

Gerdau (GOAU4), Suzano (SUZB3) e companhias aéreas, como Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) também devem sofrer danos.

A depender da duração do vírus, frigoríficos como Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3) podem ser impactadas, uma vez que exportam carne para China.

Mas muitas análises param por aí.

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Mercado Financeiro Pós Coronavírus

Pense que muitas pessoas foram obrigadas a se recolher, adiar viagens, gastar menos, etc.

Toda uma demanda que já existia vai se reprimindo.

Não é o mesmo que ocorre quando uma economia chega no seu limite, quando já não há mais para onde crescer.

O que veremos no segundo semestre será um efeito de uma mola comprimida.

Assim que passar o ápice de disseminação do atual Coronavírus e reduzirem os controles de circulação de pessoas e mercadorias, as coisas vão voltar ao curso normal.

A mola reprimida vai ser solta e a tendência é de uma recuperação acelerada.

Como o próprio Warren Buffett falou, o Coronavírus não muda o longo prazo.

Não compre ou venda ações com base nas manchetes, o longo prazo não muda com o coronavírus.

E para injetar algum otimismo em relação a própria contenção da doença, o número de recuperados cresce mais rápido do que o número de novos casos.

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Mapa do Coronavírus

O gráfico abaixo, retirado do Mapa do Coronavírus da Universidade Johns Hopkins, mostra a aceleração do número de contaminados (laranja) contra a aceleração do número de recuperados (verde).

Gráfico coronavírus pessoas contaminadas vs recuperadas
Gráfico coronavírus pessoas contaminadas vs recuperadas: Fonte: Universidade Johns Hopkins

Com vírus mais letais do que o Coronavírus, vimos situações não muito extremas nos mercados.

Com o surto de Ebola, muito mais letal do que o Coronavírus, as bolsas mundiais caíram em média 5% um mês após a descoberta e 12% em 3 meses após a descoberta. 

No entanto após 6 meses, as bolsas acumularam uma queda de apenas 2%, movimento que antecedeu uma alta generalizada da bolsa posteriormente.

Com o zika vírus, não foi diferente.

As bolsas caiam mais de 5% um mês após a descoberta e 6 meses após a a descoberta já acumulavam uma alta de 3%.

Nada disso impediu que tanto a bolsa brasileira quantos as bolsas internacionais seguissem as suas tendências de alta no longo prazo.

Veja o próprio Ibovespa como se comportou em surtos mais recentes.

A história da epidemias mostra que os sustos são passageiros e rápidos.

O mercado inúmeras vezes se provou imune a esse tipo de evento, como você viu no gráfico anterior.

Isso acaba criando oportunidades de ouro na bolsa de valores, pois empresas com ótimos fundamentos acabam tendo quedas nas suas ações por conta de um evento passageiro.

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Onde Investir com o Coronavírus?

Muitos investidores estão procurando investimentos defensivos como ouro ou dólar, mas saber onde investir com o Coronavírus é algo mais óbvio do que parece.

Vou soar repetitivo, afinal eu sempre falo isso, independente de crises ou surtos virais… 

O segredo é você estar posicionado em ações de boas empresas, que são aquelas que apresentam resultados historicamente bons, que geram lucros recorrentes e crescentes em qualquer cenário.

Hoje o mercado está dando a oportunidade de você investir nessas empresas maravilhosas por um preço ainda mais atraente do que quando o Ibovespa estava flertando com os 120.000 pontos.

Para quem aguardava por uma correção do mercado, esse momento chegou e não há mais tempo a perder.
A hora de agir é agora, não é toda hora que você pode ser sócio de empresas lucrativas,  com pouco dinheiro.

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