Até Quando A Bolsa de Valores Brasileira Se Manterá Barata?
| , ,

Até Quando A Bolsa de Valores Brasileira Se Manterá Barata?

O preço da bolsa de valores brasileira está descontado atualmente, mas você deve ficar atento.

Por
Atualizado em 03/03/2021

Podem me xingar ou me chamar de louco, mas sigo insistindo no fato de que a bolsa de valores brasileira está barata.

Tanto no contexto conjuntural como no contexto estrutural, se considerarmos o estágio do ciclo.

O que significa “estar barata”?

Ora, pelos fundamentos das empresas listadas em bolsa, o preço que verificamos na tela de cada uma delas, de maneira geral, está abaixo do preço justo.

E mais: se considerarmos o estágio do ciclo econômico, poderemos avançar muito mais, dado que os indicadores de hoje em dia nos mostram muito mais pontos para ficarmos assustados do que esperançosos.

Banner will be placed here

Lembre-se que em 2008-2010, o Brasil tinha grau de investimento, capa da The Economist e todo um sentimento de prosperidade contaminava o país.

De lá para 2016, a bolsa de valores só caiu.

Não temos nada disso hoje.

A grande questão é: até quando ficaremos baratos?

Estaria o Brasil fadado a ser aquele ativo barato, em um ótimo ponto de compra, mas que sempre está barato, dados os inúmeros riscos inerentes a ele?

Será que o preço da bolsa brasileira nunca vai convergir para os seus fundamentos?

Damodaram, o guru do valuation, diz que o tempo de convergência entre preço e valor é sempre desconhecido, de maneira que uma vez que se faça um investimento “barato”, deve-se estar disposto a esperar o tempo que for.

John Maynard Keynes, o pai da macroeconomia, e que também fez carreira como trader de moedas e commodities, alertou na década de 1930 que o mercado pode ficar irracional por mais tempo que podemos nos manter líquidos, de maneira que podemos quebrar mesmo estando certos.

Tudo isso nos faz perguntar: até quando ficaremos tão baratos?

Nessas horas, não vemos luz no fim do túnel e o tempo parece passar devagar, mas vamos também fazer um contraponto justo a isso.

Em janeiro de 2016, tomado de desesperança, o Ibovespa marcava 38 mil pontos, mas 3 anos depois marcava 119 mil pontos.

Tomados por desespero e medo em março de 2020, em 62 mil pontos, jamais imaginaríamos que 10 meses depois estaríamos vendo o Ibovespa batendo 125 mil pontos.

Onde Investir na Atual Crise Econômica? Baixe Grátis o Relatório “As Melhores Ações para Lucrar na Crise”.

Hoje não é diferente.

Temos uma PEC Emergencial a ser votada, ingerências no preço do Diesel, possível aumento de CSLL nos bancos e perda no ritmo de vacinação.

O Ibovespa se aproxima de novo dos 100 mil pontos.

Todos esses riscos estavam no radar, saberíamos que isso poderia acontecer.

A diferença é que agora o preço está cedendo.

Os fundamentos não mudaram.

Comprar hoje é menos arriscado do que quando víamos a bolsa em 125 mil pontos há 2 meses atrás.

No meio de tanta incerteza e muitos riscos que ainda estão no radar, a alternativa é uma só: comprar ações de boas empresas a preços atrativos.

Primeiro porque negócios sólidos tendem a ter um desempenho relativo melhor em momentos críticos.

Pode parecer contraintuitivo, mas em momentos de maior euforia os negócios sólidos sofrem maiores ameaças de outros que ainda não estão no mesmo estágio de maturidade.

A diferença é que quando a coisa fica feia vai ser aquela empresa sólida que vai segurar as pontas.

Pense no caso de empresas tradicionais como Lojas Renner (LREN3), Localiza (RENT3) e outros líderes de mercado.

E por último, nossa maior defesa contra a incerteza é pagar barato.

Além de comprar bons negócios, pague pouco por eles.

Na pior das hipóteses, você sofrerá pouco no curto prazo, por já ter pegado um papel descontado.

Na melhor, você vai pegar as maiores valorizações do mercado financeiro.

Por fim, nunca esqueça de ter caixa e de fazer uma boa diversificação na sua carteira de ações.

Notícias do Mercado Financeiro

Disclaimer: Declaro que as informações contidas neste texto são públicas e que refletem única e exclusivamente a minha visão independente sobre a companhia, sem refletir a opinião do The Capital Advisor ou de seus controladores.

O Que Ler Agora...

Mostrar Mais

PUBLICIDADE