Análise de Resultados Telefônica Brasil 3T19 - VIVT4 vale a pena?
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Análise de Resultados Telefônica Brasil (VIVT4) do 3T19

A VIVT4 divulgou seus resultados referentes ao 3T19, confira os destaques e se vale a pena investir em VIVT4.

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Atualizado em 07/11/2019
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Os resultados da Telefônica Brasil (VIVT4) referente a suas operações do terceiro de trimestre de 2019, foram divulgados no dia 05/11/2019

Veja neste artigo os principais destaques dos resultados da Telefônica do 3T19 e se a VIVT4 vale a pena investir. 

Confira o calendário de divulgação de resultados do 3T19 das empresas listadas na Bolsa de Valores e a análise das empresas que a equipe do The Capital Advisor está realizando.

Data da divulgação: 05 de novembro de 2019

Sobre a Telefônica Brasil

A Telefônica Brasil, que funciona desde 1998, é a maior empresa de telecomunicações do Brasil, muito conhecida pelo uso da marca comercial Vivo.

Vídeo Institucional Telefônica

No âmbito nacional a empresa conta com um portfólio de completo de produtos, incluindo voz fixa e móvel, banda larga fixa e móvel, ultra banda larga, dados e serviços digitais, TV por assinatura e TI. 

Ao final de 2018, a Telefônica Brasil contava com cerca de 95 milhões de clientes, dos quais 73 milhões de clientes estavam na operação móvel e 22 milhões na operação fixa. 

A empresa possui capital aberto e o seu acionista controlador é o Grupo Telefónica, um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo.

O grupo espanhol tem mais de 90 anos de atuação e está presente em 16 países, com mais 336 milhões de acessos e mais 122 empregados. 

Na Espanha e outros países de língua espanhola, o Grupo Telefónica opera com a marca Movistar, já na Alemanha e Inglaterra a marca do grupo é a O2 e no Brasil, o grupo opera com a marca Vivo

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Avaliação de Governança

A Telefônica Brasil está listada na Bolsa de Valores no segmento tradicional. 

EmpresaTelefônica Brasil S.A.
CódigoVIVT3; VIVT4
SubsetorTelecomunicações
Segmento de ListagemTradicional
Tag Along80% ON
Free Float30,7%
Principal AcionistaSp Telecomunicações Participações Ltda (51,46%)
Sitehttp://ri.telefonica.com.br

Balanço da Telefônica Brasil

A Telefônica Brasil divulgou nesta terça-feira (05/11/2019), os resultados para suas operações no terceiro trimestre de 2019. 

Os principais destaques do Balanço da companhia foram:

  • Crescimento de 2,6 na Receita líquida, frente ao terceiro trimestre de 2018, refletindo o desempenho das receitas de pós-pago, terminais e FTTH; 
  • Crescimento de 2,8% no Ebitda recorrente, na comparação anual, totalizando R$ 3.995 milhões, com margem EBITDA de 36,2%;
  • Lucro Líquido contábil reportado de R$ 965 milhões no 3T19.

Resultados Operacionais

A Receita Operacional Líquida Pro Forma (ex – IFRS 16) da Telefônica Brasil no terceiro trimestre deste ano totalizou R$ 11,04 bilhões, representando um crescimento de 2,6% na comparação anual. 

Enquanto isso, os custos operacionais ficaram em R$ 6,98 bilhões, representando um crescimento de 16,8% na mesma base de comparação. 

Vamos falar a seguir dos demais resultados operacionais e financeiros da empresa separadas por cada uma das divisões de negócio da Empresa. 

Resultados do Negócio Móvel

No terceiro trimestre de 2019 o número total de acessos chegou ao patamar de 73.833 mil, representando uma queda de 0,8% se comparado ao 3T18.

Enquanto isso, o market share total chegou ao patamar de 32,3% em agosto deste ano. 

No mercado pós-pago, em setembro de 2019, a empresa atingiu 42.300 mil acessos, representando um crescimento de 7,3% na comparação anual.

A base de clientes pós-pago representa 57,3% do total de acessos móveis, com market share de 39,8% em agosto deste ano. 

Em terminais com tecnologia 4G a Telefônica Brasil continua sendo líder. com market share de 31,4%, o que representa uma diferença de 6 pontos percentuais em relação ao segundo colocado. 

As adições líquidas móveis de pós-pago atingiram 585 mil no 3T19, enquanto, no mesmo período, as desconexões líquidas no pré-pago foram de 496 mil acessos. 

Em relação ao mercado de Machine-to-Machine (M2M), a base de acessos da Telefônica Brasil segue em franca expansão, e atingiu em setembro de 2019, 9.479 mil clientes, o que representa uma alta 24,1% frente ao mesmo período do ano anterior. 

Nesse negócio a Telefônica Brasil também é líder de mercado, com market share de 41,0% em agosto de 2019.

O ARPU (Average Revenue Per User) móvel, que representa a receita média por cliente, cresceu 6,4% na comparação anual, refletindo os recentes aumentos de preços, que compensam o menor parque médio em decorrência das desconexões de clientes não rentáveis de acordo com as regras da ANATEL. 

Desempenho Operacional do Negócio Móvel da Telefônica Brasil
Desempenho Operacional do Negócio Móvel da Telefônica Brasil

A Receita Líquida Móvel do negócio Móvel cresceu 6,6 no terceiro trimestre de 2019 em relação ao 2T18. 

O melhor desempenho da métrica é resultado da expansão da Receita de Dados e Serviços Digitais que cresceu 5,5% na comparação anual, do melhor resultado do upsell da base de cliente para planos pós-pago com maior volume de dados e nível de preços dos planos aplicados durante o trimestre, e à maior Receita de Aparelhos que apresentou alta 31,5%. 

O crescimento de 5,5%  na Receita de Dados e Serviços Digitais no trimestre, reflete a estratégia da empresa voltada para Dados.

O melhor desempenho, nesse caso, refletiu a expansão do uso de serviços e de dados e de valor agregado. 

A representatividade da Receita de Dados e Serviços Digitais sobre a receita Líquida de Serviço Móvel foi de 80,0%, alta de 0,7 ponto percentual. 

Já a Receita de Voz, apesar da migração contínua de consumo para serviços de dados, decorrente da maturidade do serviços e dos aumentos de preços em todos os segmentos de clientes, cresceu 1,2% em relação ao 3T18.

O melhor desempenho, foi gerado, sobretudo, pelo maior número de contratos B2B.

Desempenho Financeiro do Negócio Móvel da Telefônica Brasil
Desempenho Financeiro do Negócio Móvel da Telefônica Brasil

Por fim, a Receita Líquida de Aparelhos apresentou alta de 31,5%, na comparação com o 3T19 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, com venda de aparelhos e acessórios com margem positiva, atraindo consumidores de alto valor para as lojas físicas e virtuais da Telefônica Brasil.

Resultado do Negócio Fixo

No terceiro trimestre de 2019, a base total de acessos fixos somou 9.888 mil, representando queda de 10,8% na comparação com o terceiro trimestre de 2018. 

O resultado é reflexo, principalmente, do desempenho dos acessos de voz, xDSL e DTH, gerada pela maturidade dos serviços e à decisão estratégica de cessar as vendas de TV por assinatura na tecnologia DTH no começo do 3T19

Já os acessos Banda Larga Fixa, no 3T19, somaram 7.120 mil clientes, representando uma queda de 4,7% frente ao 3T18. A piora no desempenho foi causa, sobretudo, pelas desconexões de clientes xDSL. 

Em contrapartida, a base de clientes de FTTH, que tem ARPU superior, apresentou alta 34,0% na comparação anual, totalizando 2.332 mil acessos.

Esse resultado reflete a estratégia da Companhia com foco na expansão da rede de fibra, que oferece aos usuários velocidades maiores, além de uma melhor experiência.

O ARPU de Banda Larga no 3T19 apresentou alta 11,6% frente ao mesmo período do ano anterior. 

Em relação a TV por assinatura, os acessos atingiram 1.383 mil assinantes no período, o que representa uma queda 13,6% no 3T19 frente ao 3T18. Esse resultado refletiu a decisão estratégica da Companhia de descontinuar as vendas da tecnologia DTH.

Por outro lado, houve uma melhora no mix de clientes gerado pela evolução dos acessos de IPTV, que apresentaram crescimento de 27,0% mesma base de comparação. 

O ARPU de TV expandiu 4,3% ano a ano no trimestre em decorrência da estratégia da Telefônica Brasil com foco em clientes de maior valor. 

Os acessos de Voz totalizaram 11.385 mil no 3T19, queda de 13,8% quando comparados ao mesmo período do ano anterior, principalmente em função da substituição fixo-móvel e da migração do uso de voz para dados. 

Desempenho Operacional do Negócio Fixo da Telefônica Brasil
Desempenho Operacional do Negócio Fixo da Telefônica Brasil

No terceiro trimestre a Receita Líquida Fixa cresceu 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado. 

O resultado foi impactado pela queda das Receitas de Voz e TV por Assinatura, que foi parcialmente compensada pela evolução positiva da Receita de Banda Larga. 

A Receita de Banda Larga, cresceu 7,5% no período, refletindo a evolução da Receita de FTTH, que representou 37,1% desta receita no período e cresceu 44,5% no comparativo anual. 

Já a Receita de TV por Assinatura caiu 8,0% na comparação ano a ano, refletindo a estratégia mais seletiva para este serviço, com foco em produtos de maior valor, como IPTV, cuja receita cresceu 26,1% no trimestre.

A Receita de Dados Corporativos e TI, por sua vez, no terceiro trimestre apresentou crescimento de 12,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado é reflexo do melhor desempenho das receitas de novos serviços no mercado B2B, como dados, cloud, serviços de TI e vendas de equipamentos. 

Por fim, a Receita de Voz caiu 18,8% no período frente ao 3T18, em decorrência, sobretudo, da maturidade do serviço, à substituição fixo-móvel e à última redução da TU-RL e TU-RIU, que aconteceu em fevereiro de 2019. 

Desempenho Financeiro do Negócio Fixo da Telefônica Brasil
Desempenho Financeiro do Negócio Fixo da Telefônica Brasil

Resultados Financeiros

O Ebitda Recorrente do terceiro trimestre da Telefônica Brasil, que apresenta o resultado da companhia antes dos juros, impostos, depreciação e amortização totalizou R$ 3.995 milhões, representando um crescimento de 2,8% na comparação com o 3T18. 

Esse resultado foi impulsionado pela expansão da receita móvel e de ultra banda larga e também das medidas efetivas de eficiência em custos adotados pela Companhia.

Adicionalmente a Margem Ebitda do período foi de 36,2%, representando uma variação positiva de 0,1 ponto percentual na mesma base de comparação. 

Resultado Financeiro Líquido no período ficou negativo R$ 211 milhões refletindo maiores variações monetárias e cambiais.

Esse resultado, no entanto, foi, em parte, compensado pela receita de aplicações financeiras relacionada ao crédito extraordinário gerado em 2018 referente às decisões judiciais sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins. 

Levando em consideração os efeitos da adoção da Norma IFRS 16, a Companhia registrou, no período, despesas financeiras líquidas de R$ 306 milhões

Por fim, o Lucro Líquido Contábil da Telefônica Brasil no terceiro trimestre de 2019 totalizou R$ 965 milhões, o que representa uma queda de 69,6% na comparação anual. 

O pior desempenho da métrica é resultado, sobretudo, dos ganhos não recorrentes que ocorreram no 3T18.

Levando esse fator em consideração, o Lucro Líquido contábil recorrente do 3T19 apresenta uma redução de 52,3% na comparação anual. 

Esse desempenho é resultado do maior pagamento de impostos no 3T19, em decorrência da menor declaração de Juros sobre Capital Próprio no período, além dos maiores gastos com depreciação e resultado financeiro negativo. 

Endividamento

A Telefônica Brasil encerrou o terceiro trimestre deste ano com uma Dívida Bruta de R$ 4.807 milhões, frente a um valor de R$ 6.139 milhões reportado no mesmo período do ano anterior.

Esse valor exclui o reconhecimento de passivos decorrentes de arrendamentos, exigido pela Norma IFRS 16. 

A menor dívida bruta no trimestre é resultado da liquidação de empréstimos e financiamentos no 3T19. 

Excluindo os efeitos da IFRS 16, a Telefônica Brasil apresentou Caixa Líquido de R$ 251 milhões no 3T19, o que representa, no acumulado dos 12 meses findos em setembro de 2019, -0,02x Ebitda. 

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a Dívida Líquida apresentou queda de R$ 2.258 milhões, refletindo, sobretudo, a maior geração de caixa no 3T19. 

Considerando o impacto da adequação à Norma IFRS 16, a Dívida Líquida da companhia totalizou R$ 8.653 milhões no final de terceiro trimestre de 2019.

Principais Indicadores

Veja abaixo os principais indicadores do Telefônica para iniciar a sua análise fundamentalista da VIVT4.

Indicador06/201909/2019
Preço/Lucro (P/L)12,217,8
Preço/Valor Patrimonial (PVPA)1,21,3
Dividendo (DY) %10,86,7
Valor de Mercado $83,4 B92,8 B
Lucro por Ação (LPA) $4,39723,0873
Rent. Patr. Líq. (ROE) %10,77,4
Margem Líquida %17,011,8
Data Divulgação24/07/1905/11/19

* Indicadores com base na data de 05/11/2019

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Teleconferência de Resultados da Telefônica 3T19

Documentos e arquivos dos Resultados da Telefônica Brasil do 3T19. Ouça a transmissão da teleconferência abaixo:

Para conferir os resultados de outros trimestres, em texto ou áudio, acesse a Central de Resultados da Telefônica Brasil

Conclusão

No terceiro trimestre de 2019 a Telefônica Brasil apresentou crescimento de 2,6% na receita líquida, frente ao 3T18, totalizando R$ 11,047 bilhões. 

Os destaques para o resultado ficaram para a receita de Dados e Serviços Digitais no negócio Móvel, aumento na base de clientes na Banda Larga Fixa e, também, para o ganho de Market Share da companhia que chegou a 32,3% no negócio Móvel, cuja maior marca do mercado é a Vivo, que pertence à Telefônica. 

Em relação ao Lucro Líquido, houve uma queda de 67,1%, chegando ao valor de R$ 1,046 bilhão. 

A queda na métrica, no entanto, pode ser explicada pelo fato de o 3T18 reconhecer um ganho não recorrente proveniente de crédito fiscal referente à exclusão do ICMS da base de cálculo PIS e COFINS. 

Excluindo-se esse efeito do resultado, o Lucro Líquido da Telefônica Brasil, foi 52,3% menor, em termos contábeis. Apesar disso, esse resultado da Companhia no trimestre foi positivo. 

Por fim, outro fator que deve estar no radar, é a possível compra, por parte da Companhia, de ativos da Oi, o que pode trazer bons resultados para a Telefônica Brasil, ampliando ainda mais sua participação no mercado. 

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Resultados da Telefônica 3T19

Confira abaixo os Resultados da Telefônica do 3T19 na íntegra. 

Disclaimer:Declaro que as informações contidas neste texto são públicas e que refletem única e exclusivamente a minha visão independente sobre a companhia, sem refletir a opinião do The Capital Advisor ou de seus controladores.

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