O que é Agência de Risco Rating

Agência de Risco Rating é uma organização que tem como objetivo classificar empresas, países ou ativos quanto a sua capacidade de arcar com dívidas em dia.

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Essa instituição foi inventada em meados do século XIX nos Estados Unidos e continua até hoje exercendo um papel fundamental na economia mundial.

A melhor forma de verificar se um país, empresa ou ativo financeiro pode ser um bom alvo de investimentos é pela nota que uma Agência de Risco Rating atribuiu.

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O que faz uma Agência de Risco Rating?

A primeira coisa que uma Agência de Risco Rating faz é analisar minuciosamente qual é a probabilidade de um país ou empresa de arcar com os seus credores sem atrasar.

Existem muitos critérios que são utilizados para fazer essa classificação, e entre as agências pode haver divergências quanto ao que é relevante de ser analisado.

Uma boa nota atribuída por uma dessas agências pode ser um fator preponderante para alavancar o crescimento de uma empresa ou país, da mesma forma que uma nota fraca pode trazer consequências ruins.

O objetivo da classificação dessas agências é servir de bússola para os investidores, indicando quais são as melhores opções de investimento disponíveis, seja uma empresa, país ou ativo.

Já as empresas ou países que se submetem a essa classificação buscam com isso ter um norte o qual seguir para melhorarem e se tornarem mais atrativos para investidores.

Inclusive, o correto é que as avaliações sejam atualizadas periodicamente para estarem sempre refletindo a realidade.

Critérios de uma Agência de Risco Rating

Para que a avaliação de uma Agência de Risco Rating seja válida ela precisa, primeiramente, ser rigorosa. Basear-se apenas no histórico de bom ou mau pagador é um critério raso.

Justamente por isso, alguns outros critérios entram para dentro da análise, como:

  1. Contexto político do país: mesmo que uma instituição financeira ofereça boas garantias, se o país no qual ela reside for instável jurídica e economicamente, pouco adianta;
  2. Fluxo de Caixa: se a entrada e saída de dinheiro de uma empresa ou alvo avaliado acontece de forma saudável;
  3. Nível de Alavancagem: uma alta alavancagem financeira ou operacional pode tanto ser um bom ou um mal sinal;
  4. Projeções de resultados futuros: saber quais são as perspectivas da empresa ou país quanto ao seu futuro a médio e longo prazo é muito importante;
  5. Solidez do balanço patrimonial: se os demonstrativos financeiros representam a realidade e se essa realidade tem boas perspectivas;
  6. Taxa de Juros: taxas de juros muito altas podem significar que a instituição ou país tem dificuldade de receber de seus credores.

E é por meio dos critérios utilizados por essa análise que uma Agência de Rating atribui notas que classificam a instituição avaliada em graus de investimentos e graus especulativos.

Principais agências de rating

Desde a criação das Agências de Rating até hoje, as principais instituições que prestam esse serviço continuam até hoje monopolizando o mercado, são elas:

Juntas, estas três organizações controlam mais de 90% do mercado de classificação de risco. O restante é ocupado por centenas de outras empresas menores que não possuem a mesma credibilidade.

Críticas às agências de risco

Inicialmente o trabalho de uma Agência de Risco Rating precisa ser encomendado. Quem encomenda é a própria empresa ou país almejando a classificação.

Este fato isolado levanta suspeitas quanto ao conflito de interesses. Talvez uma agência possa ser mais leniente com um determinado cliente.

Não se pode descartar também a realidade do mercado, que praticamente é dominado por um oligopólio das três principais empresas de classificação de riscos.

Muitos críticos, inclusive, atribuem a este cenário os grandes erros de classificação acontecidos no passado, como com a empresa Enron e a classificação dos títulos subprimes que contribuíram com a crise de 2007.