O que é Afeição ao risco

Afeição ao risco é a disposição que uma pessoa tem a aceitar que ao tomar uma decisão, principalmente no contexto de investimentos no mundo financeiro, o resultado pode ser negativo.

Cultivar uma Afeição ao risco é uma das características fundamentais para quem quer se arriscar no mundo da renda variável, por exemplo.

Possuir esta disposição é o que diferencia os perfis de investidores. Quanto maior essa disposição em assumir riscos, mais espera-se conseguir com eventuais resultados positivos.

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Afeição ao risco e perfis de investidores

Investidores que não gostam de arriscar são considerados investidores conservadores, e geralmente preferem investimentos com uma maior previsibilidade e segurança.

Esse tipo de investimento, em sua maior parte, localiza-se dentro da categoria de renda fixa. E justamente por serem mais seguros, são limitados por um potencial pequeno de retorno.

Por outro lado, os investidores que não nutrem medo do risco, são considerados investidores arrojados. Esse tipo de investidor gosta bastante da renda variável e está consciente que pode perder o seu dinheiro.

Existem também os investidores investidores moderados, que diferente dos conservadores, aceitam um certo grau de imprevisibilidade nos retornos dos seus investimentos, porém não deixam os investimentos em renda fixa de lado.

Resumidamente os perfis de investidores são os seguintes:

  • Conservador: não fazem investimentos em renda variável, apenas no que possui um retorno quase certo, como a renda fixa;
  • Moderado: possui uma carteira de investimentos balanceada entre renda fixa e variável;
  • Arrojado: tem coragem de alocar a maior parte do seu dinheiro em renda variável, caracterizando-se por ter grande Afeição ao risco.

Outra grande divergência entre os tipos de investidores é o quanto eles estão envolvidos no mercado financeiro, tanto emocionalmente quanto em relação a conhecimento. 

O perfil mais conservador tem preferência por investimentos os quais ele não precise pensar muito a respeito. A poupança é certamente um dos maiores exemplos disso.

Já o investidor arrojado, geralmente estuda bastante os investimentos os quais ele irá aportar o seu dinheiro. Principalmente antes de investir na Bolsa de Valores, o qual é necessário uma análise profunda sobre as empresas alvo.

Inclusive, existem muitas teorias sobre investimento, como a análise fundamentalista, que são bastante úteis para ajudar um investidor de renda variável a tomar decisões mais conscientes, sem perder sua afeição ao risco.

Afeição ao risco e mercado financeiro

Quanto mais tolerância ao risco um investidor possuir, mais opções ele terá para investir o seu dinheiro. Isso não significa que ele deva agir de forma passional e contar com a sorte.

Na realidade, investidores que têm grande Afeição ao risco, mas que não estudam os investimentos e, ao invés disso, preferem deixar ao acaso, são os mais suscetíveis a perder dinheiro.

Um bom investidor sabe analisar quando um investimento parece bom demais para ser verdade, principalmente quando este promete retornos altos rapidamente.

Isso não significa que grandes retornos em um período de tempo curto não sejam uma possibilidade, mas geralmente estes não são uma promessa, e sim uma surpresa.

Veja alguns exemplos de investimentos de investidores com alta Afeição ao risco:

  • Mercado futuro: é uma aposta no incerto. Consiste na compra de contratos de mercadorias (soja, milho, boi), na expectativa de que eles estejam valorizados na revenda.
  • Mercado de opções: as opções são o direito de comprar ou vender algo (lote de ações, por exemplo), por um preço determinado durante um determinado período de tempo.
  • FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios): consiste basicamente em emprestar dinheiro para empresas que estão com dificuldades financeiras e colher os juros desse empréstimo. O risco é o calote.
  • Ações: o mais conhecido de todos. Comprar uma ação significa comprar parte da empresa, virar um acionista. Se a empresa se valoriza, você ganha em dividendos.

Por fim, para investir é necessário compreender a volatilidade do mercado financeiro e, antes de qualquer coisa, desenvolver inteligência emocional para não se permitir tomar decisões impensadas.