Adam Neumann cofudou a WeWork, em 2010. Em seu auge, a empresa de aluguel de espaços de coworking foi avaliada em US$ 47 bilhões, mas caiu para US$ 7 bilhões após a tentativa fracassada de IPO da empresa, em 2019.

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O prospecto do IPO colocou em dúvida a viabilidade do negócio e informações escancararam conflitos de interesse e má gestão de seu fundador. 

No mesmo ano, Neumann foi forçado a deixar o comando da empresa que foi assumida pelo conglomerado SoftBank. 

A WeWork entrou com pedido de concordata do Capítulo 11, em 2013, depois de lutar para preencher cargos.

Adam Neumann, que dirigiu a companhia por quase uma década, continua bilionário entre negociação de saída, venda de participação na empresa, acordo de não concorrência e compensação para evitar ações judiciais.

A Forbes estima seu patrimônio em US$ 2,2 bilhões, o que o coloca como o 1368º na lista de Bilionários de 2023.

Conheça mais da trajetória do polêmico cofundador e ex-CEO da WeWork.

Quem é Adam Neumann

Adam Neumann é um empresário e investidor bilionário israelense-americano, conhecido por ser o co-fundador da WeWork, onde atuou como CEO de 2010 a 2019.

Vida e carreira

Adam Neumann nasceu em 25 de abril de 1979, em Tel Aviv, Israel. Disléxico, não aprendeu a ler e escrever até a terceira série.

Seus pais se divorciaram quando ele tinha 7 anos e ele se mudou muito quando criança com sua mãe, supostamente morando em 13 casas diferentes.

Como é habitual para os cidadãos israelenses, Neumann serviu no Exército israelense após o ensino fundamental por cinco anos. Segundo ele, foi nessa época em que conheceu muitos dos seus melhores amigos.

Em 2001, decidiu se mudar para Nova York para morar com sua irmã Adi, modelo e ex-Miss Israel adolescente.

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Neumann matriculou-se na Zickling School of Business do Baruch College, um centro público que faz parte da City University of New York.

Com apenas quatro créditos para se formar, decidiu largar a faculdade e mergulhar no mundo dos negócios. Ele terminou o curso de administração em 2017.

A primeira foi uma ideia fracassada de sapato de salto dobrável, a segunda, foi uma empresa de roupas para bebês chamada Egg Baby, que lançou em 2006.

A Egg Baby ainda existe como uma empresa de roupas de luxo para bebês, mas Neumann não está mais envolvido.

Foi nessa época que Neumann conheceu Miguel McKelvey, que viria a ser o cofundador da WeWork, por meio de um amigo em comum. 

Eles se conectaram rapidamente e McKelvey o convenceu a mudar seu negócio para o prédio no bairro do Brooklyn onde trabalhava.

Lá, eles desenvolveram a ideia de alugar espaços vazios em escritórios para quem quisesse ocupar por pouco tempo.

Em 2008, convenceram o proprietário do prédio a deixá-los alugar um andar em um prédio próximo no Brooklyn. Assim nasceu a Green Desk, uma empresa de coworking. 

No entanto, McKelvey e Neumann decidiram seguir por conta própria e venderam sua parte por US$ 3 milhões e abriram seu primeiro espaço WeWork em 2010 no bairro de Little Italy, em Nova York.

A empresa conseguiu um elenco de investidores de alto nível, como destaque para  a empresa de investimentos japonesa SoftBank, que investiu mais de US$ 10 bilhões no negócio.

Sob Neumann como CEO, a WeWork expandiu-se para fornecer espaços de trabalho compartilhados em edifícios comerciais em mais de 120 cidades em quase 40 países.

No seu auge, a empresa foi avaliada em US$ 47 bilhões e deixou de ser apenas um negócio de aluguel de escritórios para iniciar o império "We".

A partir da WeWork, nasceram a WeLive, uma companhia de habitação comunitária, a WeGrow, uma rede internacional de escolas para filhos de nômades digitais e a Rise by We, uma rede de academias.

A empresa entrou com pedido público de IPO em 14 de agosto de 2019. No entanto, junto com a papelada, veio um exame mais minucioso de seus negócios. 

Os registros mostraram que a WeWork pagou a Neumann pouco menos de US$ 6 milhões pelos direitos de marca registrada das empresas da família “we” para a mudança do nome da empresa para We Company em janeiro de 2019.  Após críticas generalizadas, Neumann devolveu o dinheiro.

A documentação do IPO também revelou uma série de potenciais conflitos de interesse de Neumann em relação à WeWork, como comprar imóveis próprios que depois foram alugados para a empresa.

Em meio às críticas, a liderança de Neumann na WeWork foi questionada. O conselho de administração da WeWork se reuniu em setembro de 2019 para discutir a possibilidade de destituir Neumann do cargo de CEO.

Neumann deixou o cargo de CEO da WeWork dizendo em comunicado que se tornou uma “distração significativa” nas últimas semanas e que era do “melhor interesse” da empresa renunciar. 

A empresa então retirou seu pedido de IPO, adiando oficialmente o lançamento de suas ações.

Neumann manteve momentaneamente seu papel como presidente do conselho de administração da WeWork, mas deixou o conselho em outubro de 2019. 

A SoftBank, o maior investidor da WeWork, recebeu o controle da empresa.

O que parecia o fim para Adam Neumann, na verdade foi uma ascensão para sua fortuna pessoal.

Como parte do acordo de aquisição, o SoftBank pagou a Neumann US$ 480 milhões por metade de sua participação restante na WeWork em 2021.

O empreendedor também teria arrecadado outros US$ 185 milhões como parte de um acordo de não concorrência e mais US$ 106 milhões para sair da empresa sem mais complicações judiciais. 

Ao todo, Neumann supostamente arrecadou cerca de US$ 770 milhões com sua saída da empresa.

Neumann voltou ao jogo das startups em 2022 com outro empreendimento de tecnologia imobiliária, chamado Flow.  A nova empresa atua com o mesmo modelo da WeWork, só que no segmento residencial.

Enquanto a WeWork luta para sair de um buraco de dívidas e falta de credibilidade, Neumann vive em Miami, numa casa de luxo com sua esposa  Rebekah Paltrow Neumann, que conheceu na faculdade. Os dois se casaram em 2009 e têm cinco filhos juntos.

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Onde investe Adam Neumann

Adam Neumann iniciou seu family office em 2019, quando a avaliação de mercado da WeWork ainda estava em seu pico. Naquela época, seu portfólio valia cerca de US$ 4 bilhões e consistia basicamente em participações em dezenas de startups. 

Atualmente essas startups dividem o portfólio com os investimentos de Neumann em imóveis.

Estima-se que Neumann gastou mais de US$ 80 milhões em cinco casas, incluindo duas propriedades na cidade de Nova York e uma casa nos Hamptons. 

Em 2018, ele comprou uma casa na área de São Francisco, no valor de US$ 21 milhões.

WeWork depois de Adam Neumann 

Após o IPO fracassado, a nova liderança vendeu alguns dos ativos da WeWork, incluindo um negócio de piscinas de ondas que Neumann havia adquirido. No entanto, a empresa está em crise desde aquela época.

Agora, o Softbank, principal investidor no negócio, tenta reerguê-la por meio da recuperação judicial e diminuir seu prejuízo.

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