Diferentes armadilhas mentais podem influenciar as decisões nos investimentos. Para escapar de uma delas, existe uma pergunta simples que os investidores de sucesso sempre fazem antes de negociar suas ações.

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Um importante e traiçoeiro viés cognitivo se chama “efeito dotação”. Basicamente, ele leva as pessoas, incluindo os investidores, a atribuírem um valor maior para os bens que aos que não tem.

No livro “Tropeçar na Felicidade”, o psicólogo e autor Daniel Gilbert explica como o efeito dotação acontece ao longo de nossas vidas. 

“Os consumidores avaliam os eletrodomésticos de cozinha de forma mais positiva depois de os comprarem, os candidatos a emprego avaliam os empregos de forma mais positiva depois de os aceitarem e os estudantes do ensino secundário avaliam as faculdades de forma mais positiva depois de entrarem nelas”, escreve ele.

Em outras palavras, uma airfryer, um emprego e uma universidade são todos bons, mas uma vez que se tornam nossos, tornam-se instantaneamente melhores ainda.

Dar mais valor às coisas que já temos parece um comportamento inofensivo, mas não ajuda quando você tem um investimento perdedor, por exemplo.

Uma armadilha mental para investidores

Nos deparamos com armadilhas mentais o tempo todo. Racionalmente, os investidores teriam que pensar sobre o preço que pagaram por uma ação ou onde ela estava há seis meses e, em seguida, realizar suas análises.

No entanto, seu irracional não se importa com o preço que você pagou.

Outro viés que prejudica os investidores na hora de decidir comprar ou vender uma ação é a aversão à perda

Foi demonstrado em estudo que a dor da perda é cerca de duas vezes maior do que a alegria que sentimos quando ganhamos. 

Ou seja, gostamos de ganhar, mas odiamos perder.

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Assim, os investidores têm duas forças poderosas trabalhando contra eles: 

1- Apaixonar-se cegamente pelos investimentos que possuem;

2- Odiar sofrer perdas. 

Esses dois vieses comportamentais faz com que os investidores fiquem agarrados a investimentos terríveis durante anos, perdendo ganhos potenciais.

Para evitar esta armadilha, a pergunta que investidores de sucessos sempre fazem antes de vender uma ação é:

“Se eu não possuísse esta ação ou título hoje, ainda assim os compraria agora?"

Se a resposta for não, venda. E se a resposta for sim, não venda. 

Warren Buffett segue esta regra

Até o megainvestidor Warren Buffett segue essa simples regra.

Ele repetiu essa ideia quando escreveu em sua carta anual aos acionistas de 1996, relembrada pela CNBC: 

“Se você não está disposto a possuir ações por 10 anos, nem pense em possuí-las por 10 minutos”.

Em sua carta anual de 1998,  ele escreveu: 

“[…] fizemos grandes compras de Federal Home Loan Mortgage Pfd. (‘Freddie Mac’) e Coca-Cola. Esperamos manter esses títulos por um longo período. Na verdade, quando possuímos partes de negócios excepcionais com administrações excepcionais, nosso período de detenção favorito é para sempre.”

Nesse trecho, parece que o próprio Buffett também sofre do “efeito dotação”, no entanto, em 2000, ele vendeu suas ações do Freddie Mac. 

“Tentamos, portanto, manter as nossas estimativas conservadoras e concentrar-nos em indústrias onde as surpresas comerciais não são susceptíveis de causar estragos aos proprietários”, escreveu Buffett na sua carta anual daquele ano

“Mesmo assim, cometemos muitos erros: lembre-se, sou o sujeito que pensava entender a economia futura dos selos comerciais, dos têxteis, dos calçados e das lojas de departamentos de segunda linha.”

Portanto, sempre que vender, você deve refinar a forma como investe e melhorar sua capacidade de tomar melhores decisões. 

Como resultado de uma mentalidade investidora, seu portfólio deverá melhorar.

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Para te ajudar a controlar esses vieses e saber a melhor hora de comprar ou vender um ativo, conte com um consultor de investimentos.

Pesquisas revelam que o coaching comportamental, área onde o consultor trabalha para manter o cliente firme no plano, corresponde a metade do valor agregado que este pode oferecer.

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