Organizar seu orçamento pessoal permite que você administre seu dinheiro de maneira mais eficiente e viva com segurança financeira.

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Quando falamos em planejamento financeiro, muitas pessoas ainda têm dúvidas de quanto gastar com despesas fixas e variáveis, quanto do salário economizar.

Assim como na vida social, no trânsito, nos esportes, existem algumas regras para gerenciar suas finanças pessoais.

Elas servem como um guia, uma forma de evitar o caos e criar ordem e segurança na hora de administrar o dinheiro.

Caso não defina parâmetros de gastos, você pode se colocar em situações de inadimplência e ter dificuldade em se recuperar. 

Por isso, em vez de ficar ansioso e deprimido com a falta de dinheiro, veja essas 3 regras gerais que você pode ter como base para te ajudar a fazer um orçamento pessoal.

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Regra 28/36

A regra da dívida 28/36 é uma maneira de avaliar se você está gastando demais com suas despesas pessoais. 

Ela é usada para calcular o montante da dívida que um indivíduo ou família pode assumir com segurança, com base em sua renda.

De acordo com a regra 28/36 uma família não deve gastar mais do que 28% da renda bruta no total das despesas com moradia e não mais do que 36% com todas as dívidas.

Ou seja, toda a sua dívida mensal combinada, tais como casa, carro, cartões de crédito, empréstimos, etc, não deve ser superior a 36% de sua receita.

A premissa é que dívidas acima dos parâmetros 28/36 são dificilmente sustentadas por um indivíduo ou família e, eventualmente, levará à inadimplência.

Essa regra de orçamento pessoal é usada, entre outras análises, pelos credores para avaliar a capacidade de empréstimo imobiliário.

Por isso, esse é um bom método para você seguir, especialmente se você deseja financiar uma casa ou propriedade. 

A regra também pode ser aplicada à compra de automóveis ou outros bens.

Dessa forma:

28% Moradia: De acordo com essa regra suas despesas com moradia não deveriam ultrapassar o limite de 28% da sua renda mensal.

Entram como gastos com moradia: parcela do financiamento, aluguel, IPTU e seguro, taxas de condomínio. 

Por exemplo, se sua renda é de R$ 5.000,00, o máximo para  suas despesas de moradia seria R$ 1.400,00.

36% Dívida total: Essa porcentagem inclui todas as dívidas mensais recorrentes incluindo as despesas com moradia.

Somam-se ainda qualquer dívida de cartão de crédito, empréstimos para automóveis, empréstimos estudantis ou empréstimos pessoais.

Novamente, tomando o exemplo de uma renda mensal bruta de R$ 5.000,00, 36% dá R$ 1.800,00 para todas as despesas mensais de suas dívidas.

No caso de estar gastando todos os R$ 1.400 com moradia, sobraria um “adicional” de R$ 400 para outros tipos de dívidas.

Qualquer coisa acima disso significa que você está gastando muito com dívidas.

Regra 20/4/10 para compra de carro

A decisão de comprar um carro é única para cada pessoa.

Por mais que seja aconselhável, na maioria dos casos, andar de aplicativo ou guardar o dinheiro e comprar à vista, existem situações em que realmente é preciso recorrer a um financiamento de veículo.

Infelizmente, muitas pessoas acabam assumindo uma dívida muito maior do que podem pagar e isso sai muito caro.

De modo geral, a regra 20/4/10 ajuda você a determinar parâmetros de gastos para comprar um veículo que encaixe no seu orçamento.

De acordo com a regra você deve pagar 20% de entrada em um carro e um financiamento de no máximo quatro anos.

Além disso, não gastar mais do que 10% de sua renda mensal em despesas com o carro.

Esses gastos incluem o pagamento do financiamento, manutenção, combustível e seguro do carro.

Por exemplo, de acordo com a regra 20/4/10, uma pessoa com renda mensal de R$ 5.000 deve ter como objetivo gastar menos de R$ 500 por mês em custos de transporte.

Cada um desses números tem uma razão por trás deles:

Entrada de 20%: Isso pode parecer muito, mas uma entrada mais substancial evitará que você deva mais do que o valor do seu carro. 

Financiamento de 4 anos: Manter seu empréstimo abaixo de 4 anos minimizará o valor dos juros que você paga.

Gastos de 10%: Manter os pagamentos do financiamento de seu carro e demais despesas abaixo de 10% de sua renda mensal bruta ajudará a se manter dentro dos parâmetros de seu orçamento.

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Regra 50/30/20 

Essa é uma regra geral para ajudar no controle do seu orçamento pessoal.

Ela pode ser útil especialmente se você está iniciando seu planejamento financeiro e precisa de um parâmetro para seguir. 

A regra 50/30/20 divide sua renda mensal em:

  • 50% para gastos essenciais;
  • 30% para gastos variáveis;
  • 20% para investimentos.

50% Gastos fixos e essenciais: A regra é manter suas despesas fixas e essenciais em até 50% do seu salário.

Isso inclui moradia, contas de consumo, alimentação, transporte, saúde e demais custos que contribuam para suas necessidades diárias. 

30% Gastos pessoais não essenciais: Seriam os gastos variáveis e pessoais de cada indivíduo.

Isso inclui entretenimento, viagens, animais de estimação, inscrições em academias, refeições fora de casa, hobbies ou quaisquer outras opções de estilo de vida e itens não necessários. 

Nessa regra, esses gastos não podem ultrapassar 30% do seu salário.

Quanto menos você gastar nesta área, mais poderá contribuir para a redução da dívida e economia financeira.

20% Investimentos: essa porcentagem de 20% se aplica a todos seus objetivos financeiros. 

Isso inclui pagamentos adicionais de dívidas existentes e investimentos.

A meta é não ter dívidas, de modo que todos os 20% vão para investimentos para objetivos de curto e médio prazo e aposentadoria. 

Porém, caso tenha dívidas, utilize essa porcentagem para primeiro quitá-las.

Depois, comece a montar sua reserva de emergência. Com ela pronta, vá para os investimentos para os demais objetivos.

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Importância das regras de orçamento

O planejamento financeiro ainda é um desafio para muitos brasileiros. Porém, usar essas regras para definir parâmetros, poderá ajudá-lo a melhorar seus hábitos de gastos e economia.

Comece com essas 3 regras e ajuste-as conforme necessário e possível. 

Assim, você não só criará o hábito de controlar seu orçamento, mas também aprenderá a administrar melhor seu dinheiro e entrar no caminho certo para conquistar suas metas financeiras.

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