10 Passos para Sair das Dívidas de Uma Vez por Todas
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10 Passos para Sair das Dívidas de Uma Vez por Todas

Use essas dicas para melhorar seu orçamento e iniciar um novo capítulo da sua vida financeira.

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Atualizado em 30/06/2021

Sair das dívidas é o primeiro passo para melhorar suas finanças e buscar sua independência financeira.

Quando se tem uma dívida ruim, com juros altos, ela costuma se acumular rápido, formando uma bola de neve. 

Sair dessa situação parece impossível, mas não é. Basta que você queira mudar os rumos da sua vida financeira e esteja disposto a alguns sacrifícios temporários em prol de um futuro melhor.

Estar endividado pode ser prejudicial não só para o seu sucesso financeiro, como também para a sua qualidade de vida e bem-estar.

A dívida atrapalha seu desempenho e o seu humor. Você fica mais estressado, preocupado, não se concentra nas tarefas diárias, no seu trabalho, o que acaba prejudicando seus resultados.

Felizmente, é possível livrar-se das dívidas e iniciar uma nova etapa da sua vida financeira com mais dinheiro para investir e garantir uma aposentadoria confortável.

Aqui estão os 10 passos para sair das dívidas:

1- Pare de fazer mais dívidas

O primeiro e mais importante passo para livrar-se das dívidas é parar de fazer mais dívidas.

Nada de pedir dinheiro emprestado, comprar com cartões de crédito, gastar mais do que ganha.

É hora de remodelar sua atitude em relação ao dinheiro e às dívidas. Essa mudança de mindset é fundamental e precisa acontecer. 

Para evitar se afundar em um buraco maior de dívidas, entenda o verdadeiro custo de estar endividado.

2- Faça um levantamento de tudo o que deve

Depois de parar de fazer mais dívidas é preciso entender a situação em que se encontra

Pare de ignorar o problema, isso não fará com que ele desapareça.

Por isso, mapeie a sua situação. Coloque em uma planilha todas as suas dívidas e demais informações úteis para o seu planejamento, como por exemplo, a taxa de juros.

Com um levantamento preciso das dívidas, fica mais fácil elaborar seu plano de ação. 

  • Qual o valor das dívidas?
  • Há quanto tempo elas existem?
  • Quais os juros a pagar?
  • Para quem estou devendo?

Com essas respostas, fica mais fácil fazer uma lista de prioridades e começar a pagar o que você está devendo.

Na hora de fazer o cálculo das suas finanças, seus parcelamentos com contas de cartão em atraso e dívidas financeiras não deveriam passar de 30% da sua renda mensal.

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3- Monitore seus gastos

O próximo passo para se livrar das dívidas rapidamente é descobrir para onde está indo seu dinheiro. 

Pode ser difícil decidir onde fazer cortes no orçamento sem ter uma visão completa do que você paga e como gasta. 

O rastreamento dos gastos mostrará locais para cortar e reduzir custos.

Se por um lado você poderá encontrar coisas que podem mudar sem afetar profundamente sua vida, por outro, também pode encontrar lugares que precisam de mudanças que você não deseja fazer, mas que são necessárias.

O importante é encontrar um equilíbrio entre a qualidade de vida e um orçamento restrito para quitar as dívidas.

Existem várias maneiras de rastrear seu dinheiro. Algumas das formas mais comuns incluem:

  • Planilha de orçamento;
  • Anotações em um caderno;
  • Aplicativo de orçamento;
  • Manter recibos.

Qualquer que seja o método escolhido, certifique-se de que seja um que você se lembre de usar todos os dias e que o ajudará a ter uma visão completa de quanto dinheiro você gasta.

Como os Milionários Investem? Conheça os 10 Passos para ser um Investidor de Sucesso”.

4- Crie um orçamento

Depois de controlar seus gastos, é hora de criar um orçamento. Por mais simples que seja, essa é uma ferramenta útil para administrar seu dinheiro e planejar o futuro.

Se você não tem um orçamento, pode estar gastando mais do que deveria em determinado item sem que saiba.

Seu plano de como gastar seu dinheiro todos os meses leva em consideração quanto você gasta e quanto você ganha.

Uma parte vital do processo orçamentário é colocá-lo por escrito. 

Para começar seu planejamento financeiro, anote todas as suas receitas, incluindo a renda de seu trabalho e quaisquer outras fontes. 

Em seguida, anote todas as suas despesas fixas recorrentes, como aluguel, contas de serviços públicos, parcela do carro, seguro, pagamentos do cartão de crédito e mantimentos. 

Depois, anote todas as suas despesas variáveis​, aquelas que mudam a cada mês, incluindo despesas com refeições e entretenimento.

Em seguida, subtraia todas as suas despesas de sua receita, parte do valor que sobra deve ser destinada todos os meses para pagar dívidas.

Se você está gastando mais do que está ganhando, ou a parcela restante é insuficiente, procure áreas em que possa fazer cortes para reduzir suas despesas.

Esse orçamento é importante para ter uma visão clara da sua situação e de quanto pode pagar por mês para quitar suas dívidas.

Avalie sua capacidade de pagamento antes de tentar renegociar as dívidas, ou poderá cair em uma nova situação de endividamento.

Se precisar organizar suas finanças pessoais, um bom método inicial é a regra 50/30/20.

De acordo com ela, suas contas fixas, como água, aluguel, alimentação e escola não devem ultrapassar 50% da sua renda mensal.

Como você está endividado, ainda não pode se dar ao luxo de destinar todos os 30% dos gastos variáveis para despesas não essenciais. É aqui que você deve cortar os gastos e reduzir suas despesas.

O ideal é que os outros 20% sejam separados para montar sua reserva de emergência e investimentos para o futuro.

No entanto, como você ainda não está livre das dívidas, reduzir a parcela do fundo de emergência e destinar mais dinheiro para quitar as dívidas mais rápido é uma atitude inteligente.

É também importante incluir metas financeiras em seu orçamento. O objetivo de se livrar das dívidas rapidamente deve ser sua prioridade número 1, mas não se esqueça de criar um fundo de poupança de emergência também.

Depois que suas dívidas forem pagas, você pode propor mais metas para economizar. 

5- Mude os comportamentos que o colocaram em dívida

Sair das dívidas começa eliminando os motivos pelos quais você se endividou. Esteja aberto a redesenhar seu estilo de vida e se privar de algumas extravagâncias, ainda que seja só por um tempo.

As pessoas se endividam por diferentes razões, mas todas envolvem a falta de planejamento e uma mentalidade financeira errada.

Se você não mudar seus hábitos, nem mesmo ganhar na loteria resolveria seus problemas.

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6- Renegocie suas dívidas

Geralmente é possível renegociar as dívidas e deixar de pagar altas taxas de juros para pagar taxas mais baixas.

Converse com o seu credor sobre a possibilidade de conseguir melhores condições de pagamento, mas lembre-se de só renegociar parcelas que você possa pagar. 

Não faça nenhum acordo que não possa manter. Portanto, evite aceitar propostas de negociação desfavoráveis, cujas parcelas ultrapassem os 30% da sua renda. 

Outra dica na hora de renegociar é trocar uma dívida cara por uma barata. Para isso, procure dar algo como garantia para reduzir os juros das dívidas, como casa ou carro.

Mas isso deve ser feito de forma coordenada. Por isso a importância das dicas anteriores.

Se fizer isso da forma errada, as chances de ficar pior que está agora são grandes.

Outra dica é sempre tentar antecipar as parcelas, assim, reduzirá os juros.

Se estiver endividado, parte daqueles 20% da reserva de emergência da regra 50/30/20 podem ser usados para adiantar parcelas de dívidas. 

7- Monte uma reserva da emergência

Comprometer todo o seu dinheiro com o pagamento das contas é uma prática arriscada. Assim, qualquer situação que fuja do seu orçamento poderá te obrigar a fazer mais dívidas.

Por isso, para sair das dívidas de uma vez por todas, além do pagamento das dívidas, você também deve priorizar sua reserva de emergência.

Esse montante deve ser suficiente para cobrir de seis a 12 meses do seu custo de vida mensal e aplicado em um investimento seguro e com liquidez diária para ser acessado quando necessário.

Você deve começar a montar sua reserva de emergência enquanto quita suas dívidas

Comece mesmo com pouco, o importante é poupar todos os meses para que os imprevistos não prejudiquem sua organização financeira.

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8- Cuidado com os golpes financeiros

Dados de 2019 da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil estimavam que dois em cada dez brasileiros já sofreram algum tipo de golpe financeiro.

Na pandemia, os golpes e fraudes financeiros aumentaram ainda mais.

Os golpistas se aproveitam da boa vontade das pessoas em quitar as dívidas ou aproveitarem promoções para roubar os dados e dinheiro das vítimas.

A maioria desses golpes acontecem em transações online. Além da criação de páginas com endereço de URL muito semelhante ao de instituições financeiras e o envio de e-mails com promoções imperdíveis.

Os criminosos entram em contato também por telefone ou por Whatsapp.

Um golpe que cresceu muito nos últimos anos é a emissão e o pagamento de boletos falsos. 

Outro é o chamado golpe da dívida esquecida, quando o golpista finge ser funcionário de uma recuperadora de crédito e cobra uma dívida, até mesmo uma que não existe.

Porém, devido ao terror psicológico, como a ameaça da negativação do CPF ou mesmo processo judicial, a pessoa acaba aceitando.

Para evitar cair em golpes, sempre confira as informações e desconfie de ofertas muito atraentes.

Além disso, não passe seus dados pessoais e documentos para desconhecidos. Se tiver o contato por WhatsApp, certifique-se de que o número é o mesmo que a empresa disponibiliza.

Não aceite pagar as parcelas de empréstimo e dívidas em contas de pessoas físicas e sempre verifique o endereço da empresa e se ela realmente opera no local.

9- Aumente sua receita

Depois de criar um orçamento e eliminar algumas despesas, sua próxima meta deve ser aumentar sua receita. 

Procure maneiras de ganhar mais. Se um aumento ou promoção em seu emprego de tempo integral não for provável, busque formas alternativas de ganhar dinheiro extra com suas habilidades e venda de bens.

Aumentar a renda é essencial para conseguir pagar mais parcelas da sua dívida e se livrar dela o mais rápido possível.

Porém, não confunda uma boa renda com o ter ou não dívidas. Há diversos casos em que os endividados têm boa renda e pessoas que ganham pouco e conseguem manter as contas em dia.

Não é só o volume de dinheiro que entra que define se uma pessoa vai ficar endividada ou não, mas sim, o modo como ela administra o dinheiro que recebe.

Além disso, quanto maior o salário, mais crédito é ofertado, o que pode aumentar o risco de contrair dívidas. Por isso, sua mentalidade deve mudar, ou vai se endividar novamente.

10- Tenha paciência

Se afundar em dívidas é mais fácil do que sair delas. Tenha consciência que o processo de sair das dívidas pode levar vários anos. 

Não existe milagre. É um exercício de autocontrole e organização. Quanto antes você parar de gastar e buscar uma solução, mais rápido conseguirá colocar suas finanças em ordem.

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